Projeto AMIGOS

Somos um grupo de voluntários com o propósito de reunir pessoas envolvidas com a obra missionária, visando à promoção de ações sociais.

Sua família é um tesouro

“Como está o seu casamento?” Considere-o como seu violoncelo Testore. Esse instrumento de fina construção e raramente visto alcançou a categoriade raro e está rapidamente conquistando o status de um bem de preço inestimável. Poucos músicos têm o privilégio de tocarum Testore; um número ainda menor consegue possuir um. Por acaso, conheci um homem que possui. Ele me emprestou o instrumento para um sermão. Disposto a ilustrar a frágil inviolabilidade do casamento, pedi que ele colocasse o instrumento de quase 300 anos no palco e expliquei seu valor para a igreja.

Como você acha que tratei a relíquia? Por acaso o girei, rodei e puxei suas cordas? De jeito nenhum. O violoncelo era valioso demais para meus dedos desajeitados. Além disso, o dono dele havia me emprestado. Não ousaria desonrar aquele tesouro. No dia de seu casamento, Deus emprestou a você sua obrade arte: uma obra-prima fabricada de maneira intrincada e formada com precisão. Ele confiou a você uma criação única. Valorize-a. Honre-a. Depois de ter recebido um Testore, porque sair perdendo tempo com qualquer outra pessoa?

Davi não entendeu isso. Ele colecionava esposas como troféus. Ele via as esposas como um meio de obter prazer, não como parte do plano de Deus. Não cometa esse erro. Seja ferozmente leal a seu cônjuge. Ferozmente leal. Nem sequer olhe duas vezes para outra pessoa. Não flerte. Não provoque. Não desperdice tempo na mesa dela nem demore na sala dele. E daí se você for visto como grosseiro ou puritano? Você fez uma promessa. Cumpra-a.

E, ao fazê-lo, nutra os filhos que Deus dá.

[…] Leia livros para seus filhos. Jogue bola enquanto você puder e enquanto eles quiserem. Estabeleça o objetivo de assistir a todos os jogos de que eles participarem, de ler toda história que eles escreverem, de ouvir todo recital que eles realizarem. As crianças soletram amor com cinco letras: t-e-m-p-o. Não apenas tempo de qualidade, mas tempo de se pendurar, tempo de rolar, todo tempo, qualquer tempo. Seus filhos não são o seu hobby; eles são o seu chamado.

Seu cônjuge não é o seu troféu, mas o seu tesouro.

Não pague o preço que Davi pagou. Podemos pular alguns capítulos e ir direto para suas últimas horas? Para ver o custo final de uma família negligenciada, veja o modo como nosso herói morre. Davi está a horas da sepultura. Um frio tal se instaurou ali, que nenhum cobertor pode remover. Os empregados decidem que ele precisa de uma pessoa para aquecê-lo, alguém para segurá-lo firme enquanto dá seus últimos suspiros.

Eles procuram uma de suas esposas? Não. Chamam algum de seus filhos? Não. “Procuraram em todo o território de Israel uma jovem que fosse bonita. A jovem, muito bonita, cuidava do rei e o servia, mas o rei não teve relações com ela”(1Rs 1.3-4). Desconfio que Davi teria trocado todas as suas coroas conquistadas pelos ternos braços de uma esposa. Mas era tarde demais. Ele morreu sob os cuidados de uma estranha porque transformara em estranhos os de sua própria família.

Mas não é tarde demais para você. Faça de sua esposa o objeto de sua maior devoção. Faça de seu marido o receptor de sua paixão mais profunda. Ame a pessoa que usa a sua aliança. E trate com carinho os filhos que compartilham o seu nome. Seja bem-sucedido primeiramente em casa.

Trecho do livro Deus está no controle – Esperança e encorajamento para o seu dia a dia, de Max Lucado, fonte: Mundo Cristão

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Os 7 melhores versículos para dedicar à sua mãe

Ser mãe é um trabalho muito duro, que exige muito sacrifício. Estes versículos servem para honrar todas aquelas mães dedicadas que merecem nosso amor e respeito:

1. Exemplo de vida
“Seus filhos se levantam e a elogiam; seu marido também a elogia, dizendo: ‘Muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera’.” Provérbios 31:28-29

2. Amor de mãe
“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca perece.” 1 Coríntios 13:4-8

3. Mãe merece respeito
“A mulher bondosa conquista o respeito, mas os homens cruéis só conquistam riquezas.” Provérbios 11:16

4. Gratidão pela mãe
“Agradeço a meu Deus toda vez que me lembro de vocês.” Filipenses 1:3

5. O orgulho dos filhos
“Os filhos dos filhos são uma coroa para os idosos, e os pais são o orgulho dos seus filhos.” Provérbios 17:6

6. Mãe merece elogio
“A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme o Senhor será elogiada.” Provérbios 31:30

7. Uma bênção para a mãe
“O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz.” Números 6:24-26

Feliz Dia das Mães! Deus abençoe todas vocês. 

Fonte: BibliaOn / Projeto AMIGOS

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Quem precisa de uma mãe?

 Quando Jesus viu a sua mãe e perto dela o discípulo que ele amava, disse a ela: “Este é o seu filho”. Em seguida disse a ele: “Esta é a sua mãe”. E esse discípulo levou a mãe de Jesus para morar dali em diante na casa dele. João 19:26-27
Nesta nova conjuntura familiar, Jesus não pronunciou: “João, cuide de minha mãe como se fosse sua mãe”, ou: “Maria, cuide de João como se fosse seu filho”. Não. Ele disse a Maria: “Este é o seu filho”. Em seguida disse a João: “Esta é a sua mãe” (Jo 19.26-27). Jesus empoderou Maria para ser a mãe do João e João para ser o filho de Maria. Assim Jesus estabeleceu a família substituta na cruz de Calvário. Maria não era mãe coisa nenhuma de João, nem João filho de Maria, mas isto não se vê nas palavras de Jesus aqui. Quantas crianças e adolescentes, filhos de vizinhos, filhos de parentes, grupos de irmãos em abrigos institucionais, jovens em mocós, crianças em situação de rua ou até em nas nossas igrejas (na Escola Bíblica Dominical!), precisam de uma mãe ou de um pai? Jesus pode nos empoderar a ser mãe e pai. Não de brincadeira, mas de fato. Mãe e pai de filhos, nossos. Olhe bem o resultado triunfal desta nova construção familiar: “Daquela hora em diante, o discípulo a levou para casa”. Esta é a minha oração para você e para todas as crianças, adolescentes e jovens. Uma casa para cada criança brasileira. 
Pastor Patrick Reason é inglês naturalizado brasileiro, pai de dois filhos adolescentes e marido da Iara. Fonte: Revista Ultimato
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Deus ama a família, o diabo, odeia!

Deus, que é Pai amoroso está mais interessado em restabelecer as famílias da terra, do que, propriamente, a igreja. Ele sabe que igreja estruturada é formada de famílias estruturadas. O diabo também sabe disso e investe pesado na desestruturação dessas famílias. E a forma mais eficaz e covarde que ele usa para destruí-las é atingir suas cabeças. Como numa luta corporal, onde adversário sabe que, atingindo a cabeça do seu oponente, todo o corpo estará desgovernado, sem reflexos e, com certeza, cairá sem forças.

Quantas famílias da terra hoje vivem sem a presença do pai. Morrem mais homens em acidentes de trânsito, brigas de rua, uso de drogas e mais homens são presos que mulheres. Nós homens temos a missão mais difícil num relacionamento: a de estabelecer o Reino de Deus em nosso lar, na nossa família. Agora, que Reino é este, de que ele é formado e de que forma é implantado? É o mesmo Reino descrito na oração sacerdotal de Jesus, quando nos ensinou, dizendo: …venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como ela é estabelecida lá no céu… E este Reino é um Reino de justiça, paz e alegria no Espírito Santo, onde não há gritarias, espancamentos, ciúmes exagerados, falta de controles, desamor. Este Reino não é comida, nem bebida (Romanos 14). 

Não adianta encher a geladeira de nossas casas de “danoninhos” pros nossos filhos, quando não estamos dispostos a abrir mão do nosso tempo, de amizades, da nossa zona de conforto para estarmos com eles. É chegado o tempo que não basta orar pelos filhos, é preciso orar com eles. Eles necessitam de um referencial, alguém que lhes dê um norte de fé. Eles podem até ouvir nossos conselhos, mas, com certeza, seguirão nossos exemplos. Porque eu acredito que, num relacionamento de uma só carne, nós homens temos a tarefa mais difícil nesse relacionamento? Porque Deus nos disse que deveríamos amar nossas esposas como Cristo amou sua igreja e se entregou por ela (Efésios 5).

E a esposa a tarefa de ser submissa ao seu marido. Todos nós sabemos que uma mulher bem amada, cuidada, amparada, protegida é mulher submissa. Assim como fez com Adão, lá no jardim do Éden, Deus cobrará do homem a responsabilidade pela vida espiritual de sua família, dos seus filhos, estando ou não perto deles. E a sua esposa, a responsabilidade de ajudar o homem nesse sacerdócio. 

Na família, o homem tem a tarefa de levar o lixo para fora de sua casa, para que o lixeiro passe e recolha, não é? No reino espiritual também é assim: o homem deve levar pra fora tudo aquilo que for considerado “lixo”, sejam eles físicos ou espirituais. Leve para fora de sua casa os lixos da gritaria, das brigas, da bebedeira, do cigarro, das palavras malditas, da falta de amor e de carinho, da indiferença, da internet, da televisão e tudo o mais que o Espírito de Deus te mostrar que é lixo. Leve-os pra bem longe e os coloque num lugar onde o “lixeiro” possa levar para que nunca mais voltem. Esta missão é do homem (sacerdote da família), a da mulher é limpar o lugar onde esse “lixo” estava e a tarefa de todos da família é manterem esse lugar limpo.

Não abra mão de sua família, nenhum sucesso na vida tem sentido, se fracassarmos no nosso maior e melhor ministério, o de Uma Só Carne. Não adianta sermos uma bênção na igreja e uma maldição dentro de nossa casa. Queremos evangelizar o mundo, fazer missão em outros países e não conseguimos, sequer, amar aqueles que estão bem próximos de nós. Uma das mais belas formas de amor é quando renunciamos a nós mesmos e nos sacrificamos em favor do nosso próximo. Não há maior prova de amor do que dar a vida pelo nosso irmão. Toda palavra de Deus se resume em amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Não existe ninguém mais próximo de nós que nosso cônjuge e filhos.

Antes de amarmos o mundo, precisamos amar nossa família. Família amada, estruturada no Senhor serve como farol para guiar e amar outras famílias. Olhe e observe: como temos visto famílias destruídas. Como temos visto famílias criadas sem a presença do pai. E não nos enganemos, o homem, por pior que seja, é uma autoridade constituída por Deus dentro de sua família, crendo ou não Nele. Ele pode até não saber, mas é e deve ser o sacerdote da sua família e tem o poder de abençoar ou amaldiçoar toda sua casa. Muitas mulheres tem sofrido por causa de homens “cabeças duras” e que não dão o braço a torcer, acham que sua autoridade é conquistada na “porrada”. Autoridade não é e nunca foi conquistada na pancada, mas em amor. Jesus fez isso conosco, Ele conquistou toda autoridade, se dando e morrendo naquela cruz por nós com seu Amor incondicional.

Quando estávamos solteiros vivíamos de uma forma, porém, no momento que casamos, constituímos família, passamos a “morrer” devagarzinho para dar vida a essas pessoas, eu não diria fracas, porém “frágeis” e que precisam de nossa força. Passamos a comer menos para que eles comam mais, dormimos menos para que eles durmam e descansem mais, sofremos mais para que eles sofram menos. Esta é a missão de todo cristão: a de morrer para dar vida a outras pessoas. Mas não nos preocupamos, quem tem Jesus vive muito, tem vida abundante. Viva essa vida abundante de Deus na sua família de forma plena, sublime e constante em Cristo Jesus. 

Por Wnilson Granjeiro-DF / Fonte: Gospel Mais

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7 Razões Para Os Casais Não Usarem a Pornografia

O site clickfamilia.org.br perguntou para os internautas: “O que você acha sobre um casal cristão assistir filmes pornográficos como parte da preparação para o ato sexual?”. Daqueles que responderam à pergunta, 64,8% opinaram como sendo uma prática pecaminosa. 5,4% afirmaram que não consideravam pecado a prática de ver filmes pornográficos como parte das preliminares para a relação sexual. Por outro lado, 29,8% foram de opinião que se os dois concordassem não haveria nenhum problema.

Embora uma pesquisa feita pela internet tenha a possibilidade de conter várias falhas do ponto de vista estatístico, os resultados são preocupantes. 35,2% dos internautas, de alguma forma, estão deixando sérias brechas para tornarem seus casamentos num caos.

Por que acreditamos na possibilidade de se instalar o caos num casamento complacente com a pornografia?

1. Primeira

A primeira delas é que a pornografia é uma prática imoral, seja como parte da vivência de um dos cônjuges ou do próprio casal. O apóstolo Paulo, em sua carta, escrevendo aos cristãos na cidade de Corinto orientou a todos os crentes daquela igreja primitiva que fugissem da imoralidade (1 Co 6.18).

2. Segunda

A segunda razão pelas quais um casal não deve se utilizar da pornografia para aquecer a relação sexual deve se ao fato, como afirma o psicólogo Paulo Roberto Ceccarelli, que a pornografia é o erotismo esvaziado de afeto.

Naquelas cenas não há afeto entre as pessoas. Ali estão pessoas despidas de qualquer sentimento de ternura, amor e intimidade. Deus criou a sexualidade para que homem e mulher entregassem seus corpos como demonstração do amor conjugal (1 Co. 7.3,4).

3. Terceira

A terceira razão para os casais não usarem a pornografia como estimulo da vida sexual é que, durante o ato de ver as cenas obscenas, o adultério se torna uma realidade no coração dos cônjuges. Jesus disse que pelo simples fato de deseja ter uma relação sexual com uma outra pessoa que não fosse seu cônjuge estaria cometendo o adultério (Mt 5.27-30).

4. Quarta

A quarta razão para afirmarmos que a pornografia é prejudicial à pessoa e ao casamento é que cria uma dependência psíquica difícil de se libertar. Cada vez mais temos ouvido depoimentos de homens e mulheres que estão escravizados à pornografia. Ela tem sido chamada o crack da internet, tal é o seu poder de tornar uma pessoa dependente, viciada nela.

5. Quinta

A quinta razão: A pornografia defrauda o próximo. Defraudar é invadir o limites sexuais do outro. Isso é condenado pela Bíblia (1Ts. 4.3-8).

6. Sexta

A sexta razão: Fere a sensibilidade e agride a mulher. Sexo para a mulher está mais ligado a demonstrações de afeto por parte do marido, do que imagens visuais. Para o homem a visão desperta com mais intensidade sua libido, mas para a mulher é diferente. A maioria das esposas pode tolerar, mas as cenas pornográficas agridem sua sensibilidade e a sua formação psicológica no que tange à sexualidade.

7. Sétima

A sétima razão que não aconselhamos os casais usarem o recurso da pornografia está no fato de que a mesma não apresenta um sexo romântico e leva os casais a não experimentar a beleza das descobertas que poderiam ser experimentadas ao longo da convivência conjugal.

Poderíamos alistar mais razões mas fiquemos com as citadas acima. 

Fonte: Ministério Oikos

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Famílias Saudáveis Praticam Perdão

A avaliação feita por Maldonado, sobre as características de uma família que chamaríamos de “saudável”, aponta seis principais qualidades: 1. Famílias saudáveis vivem e transmitem valores espirituais; 2. Mantém estruturas consistentes e flexíveis; 3. A comunicação é clara e direta; 4. Tem um clima propício ao crescimento; 5. O humor está presente; 6. Famílias saudáveis vivenciam o PERDÃO. Gostaria de destacar alguns pontos abordados sobre este último item: o PERDÃO.

Maldonado explica que a importância do PERDÃO foi minimizada, principalmente na cultura ocidental, que o relacionou por muito tempo apenas a questões de fé e religião. Valorizava-se mais a autonomia do individuo, do que a vida comunitária (“importa apenas o que eu penso”); mais a conduta, do que o caráter (“se está dando certo, para que ter ética?”); mais o progresso, do que o desenvolvimento; e o PERDÃO na prática foi marginalizado da convivência humana. Mas hoje a situação mudou, pois o mundo foi afligido pelas conseqüências destes conceitos e está redescobrindo a necessidade de vivenciar o PERDÃO em suas várias dimensões.

O bispo negro anglicano, Desmond Tutu, sul-africano que recebeu o premio Nobel da Paz por sua luta contra o racismo em seu país, afirma: “Sem perdão não há futuro. Sem perdão, o ressentimento cresce em nosso interior, transformando-se em hostilidade e raiva. O ódio consome nosso bem estar e por isso o perdão é um absoluto necessário, para continuar a existência humana. O mundo está à beira de um desastre se não perdoarmos, aceitarmos o perdão e nos reconciliarmos”.

Quando avaliamos o relacionamento familiar, chegamos a uma realidade: PERDOAR é tão necessário, que uma das seis qualidades mais importantes para que uma família seja considerada saudável, é a capacidade que seus membros têm em se perdoar mutuamente!

Infelizmente, muitas são as famílias onde maridos e esposas têm dificuldades em se perdoar, filhos e pais não procuram se entender, tios que não frequentam o mesmo ambiente que outros parentes, por terem fracassado no diálogo e no perdão.

A Bíblia sempre alertou sobre a necessidade de perdoar e de pedir perdão. Ela mostra que o grande exemplo para que os homens se perdoem, foi dado pelo próprio Deus que, diante do arrependimento e da confissão sincera, através de Cristo perdoou o ser humano de afrontas muito piores: “Quem ó Deus, é semelhante a ti, que PERDOAS a iniquidade e te ESQUECES da transgressão do restante da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque TEM PRAZER NA MISERICÓRDIA. Tornará a ter compaixão de nós; pisarás aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados NAS PROFUNDEZAS DO MAR” (Mq 7:18-19).

Várias passagens mostram que devemos substituir antigos ressentimentos, pelo espírito perdoador de Cristo: “Livrem-se de toda a amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda a maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, PERDOANDO-VOS MUTUAMENTE, assim como Deus os perdoou em Cristo” (Ef 4:31-32). Jesus nos fez um alerta, logo após ter ensinado aos discípulos a oração do Pai Nosso: o fato de não conseguimos perdoar outros seres humanos, irá afetar o nosso relacionamento com Deus: “Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas” (Mt 6:15).

Muitos dos problemas que causaram a dificuldade no perdão, quando avaliados friamente, poderiam ter sido “relevados” ou foram fruto de “mal entendidos”, que se fossem tratados de forma pacifica e equilibrada, nunca chegariam a provocar mágoas. Paulo nos diz em Ef 4:26 “Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha”. Ou seja, se resolvêssemos o motivo da ira antes de terminar o dia, não acumularíamos mágoas não resolvidas, que se arrastam por toda uma vida!

O que fazer? Precisamos pedir a GRAÇA e o PODER de Cristo, para perdoar! Nosso “fardo” está pesado? Vamos correr para a cruz de Cristo e “trocar de fardo” com Ele: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11:28-30).

Cristo na prática pegará o nosso problema (fardo) e nos ajudará a administrá-lo: existe alguém a SER PERDOADO ou alguém que tenhamos que PEDIR PERDÃO? Jesus com Sua Graça e Poder, nos ajudará a fazê-lo, trabalhando em nós “tanto o querer (perdoar), quanto o realizar” (Fp 2:13).

Afinal, se nós estivéssemos arrependidos por algo que fizemos, não gostaríamos de ser TOTALMENTE perdoados pela pessoa com quem tivemos o problema? Claro que sim! Agora veja o que o Mestre diz em Mt 7:12 “Tudo quanto quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles também”. Por que temos tanta dificuldade em perdoar alguém que nos magoou? Coloque sua dificuldade diante de Deus e haja como gostaria que os outros agissem com você. Isso trará saúde para você, para os seus relacionamentos e para toda a sua família! 

Por  Sérgio e Magali Leoto 

Fonte: Aliança Pró-Família

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Oração e problemas conjugais

Não só de amor e sexo viverá o casal, mas também de oração, de muita e sábia oração. É mais necessário aprender a orar do que aprender a dormir com o cônjuge. Marido e mulher precisam aprender a orar juntos e a sós. Alguém acrescentou à passagem de Cântico dos Cânticos de Salomão de que “o amor é forte como a morte” (Ct 8.6) as palavras “mas tem a fragilidade do vidro”. Isso nunca esteve no texto bíblico, porém, todos devemos confessar que expressa alguma verdade.

O amor está em baixa hoje em dia. Não se acredita muito nele. Dizemos uma porção de provérbios que encostam o amor na parede. Um deles é: “Quando a pobreza bate à porta, o amor voa pela janela”. Parece que João Ribeiro valorizava provocadoramente mais a palavra ração do que a palavra razão para justificar a longevidade do casamento. Na mesma linha, diz-se que “o amor faz muito, mas o dinheiro faz tudo”. O ditado mais conhecido e mais irônico é este: “O amor é eterno enquanto dura”. Outro provérbio que desacredita o amor diz que “o amor faz passar o tempo e o tempo faz passar o amor”.

No entanto, há ditados mais otimistas. Aqui está um exemplo: “Onde manda o amor, não há outro senhor”. O mais equilibrado de todos declara que “o amor antigo não enferruja, e, se enferrujar, limpa-se”. É aí que entra a oração — para limpar a ferrugem do amor, para acabar com a ferrugem do matrimônio.

A licença para termos a ousadia de nos dirigir a Deus em oração vem do próprio Deus. É Ele que tomou a iniciativa de abrir esse canal de comunicação entre o totalmente pecador e o totalmente santo, por meio do sacrifício expiatório de Jesus Cristo. Ninguém pode se esquecer da promessa de Deus: “Se você me chamar, eu responderei” (Jr 33.3, BLH). Nem da repetição disso nas palavras de Jesus: “Peçam e receberão, procurem e acharão, batam e a porta se abrirá” (Mt 7.7, BLH). Nem da observação óbvia de Tiago: “[Vocês] não conseguem o que querem porque não pedem a Deus” (Tg 4.2, BLH).

A oração tem de ser precisa, consciente e fervorosa. Tiago cita um exemplo: “Se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e Ele dará porque é generoso e dá com bondade a todos” (Tg 1.5, BLH). No lugar da palavra sabedoria, posso colocar um monte de outras palavras, como, por exemplo: “Se alguém, cujo matrimônio se enferrujou, peça a Deus, e Ele desenferrujará o amor”.

Somos acostumados e incentivados a pedir apenas bênçãos mais simples e com sabor mais materialista, como saúde, melhor condição financeira, acumulação de bens deconsumo etc. Mas não oramos, pelo menos com a mesma frequência, para acabar com as mágoas conjugais,com os conflitos conjugais ou com o desânimo conjugal. Não oramos contra a ferrugem e deixamos que ela destrua o casamento.

Seja qual for o problema, em qualquer área, em qualquer circunstância e em qualquer momento, é contra esse problema que precisamos orar, a sós ou juntos. Precisamos ter coragem de orar sobre situações tremendamente complexas, tais como a perda do primeiro amor, fantasias sexuais fora do casamento, dificuldades no relacionamento sexual, ciúmes, monotonia, impaciência, orgulho, mau caráter do cônjuge com o qual se vive, desejos adulterinos e daí por diante.

Se contamos todas essas dificuldades a um psicoterapeuta, por que não podemos contá-las ao próprio inventor do casamento?

O servo de Abraão pediu a Deus que o ajudasse a localizar a esposa de Isaque entre os parentes da Mesopotâmia (Gn 24.12-14). Isaque orou por vinteanos para Deus pôr fim na esterilidade de Rebeca(Gn 25.19-21). Ana orou por sua esterilidade e por seus aparentemente insolúveis problemas domésticos(1 Sm 1.9-18). A todos Deus ouviu na hora certa.

É assim que precisamos orar para destruir os pontos de ferrugem que estão aqui e ali, com precisão, com humildade, com insistência, com fé.

A prática da oração não deixa o vidro quebrar nem a ferrugem tomar conta daquilo que, um dia, foram os nossos mais felizes e emocionantes momentos! 

Fonte: Revista Ultimato / edição julho-agosto 2000

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Para quem não quer fracassar no casamento

Uma pesquisa entre casais divorciados registrou que 86% dos entrevistados apontaram “deficiências na comunicação” como o motivo do fracasso no casamento. Se isso for verdade, a comunicação conjugal deve ser um fator importantíssimo.

Comunicação implica auto-revelação da parte de uma pessoa e uma atitude de ouvir com atenção de outro indivíduo. Em sua forma mais simples, a comunicação é o ato de falar e ouvir. Contudo, se essa conversação não vier acompanhada de respostas honestas e amorosas por parte do ouvinte, haverá pouca comunicação. Na verdade, o resultado mais provável será comunicação ruim e mal-entendidos. Quando há boa comunicação conjugal, marido e esposa compartilham pensamentos, sentimentos, experiências, valores, prioridades e julgamentos, enquanto ouvem um ao outro com empatia. Ambos compartilham no mesmo nível de honestidade e abertura. […]

Todo casal precisa de um momento diário para conversar, ouvir e compartilhar a vida. Esse tempo de qualidade dedicado exclusivamente um ao outro é um dos exercícios mais importantes para desenvolver intimidade na relação conjugal. Muitos casais passam dias sem conversar, ambos ocupados demais com as próprias tarefas, e falam apenas o absolutamente necessário para dar prosseguimento à rotina diária. Em termos emocionais, distanciam-se cada vez mais.

Estamos falando aqui sobre a forma mais simples e básica de comunicação: compartilhar coisas comuns do dia-a-dia e como nos sentimos em relação a elas. Esse hábito servirá de fundamento para edificar a comunicação de nível mais íntimo e, por vezes, mais difícil.

Casais que desejam um relacionamento íntimo devem compartilhar não apenas coisas que vivem todos os dias, mas também como se sentem sobre tais acontecimentos. Por exemplo, o marido chega do trabalho e comunica à esposa que terá um aumento de salário. Ela pergunta:

— Querido, como se sente sobre isso?

— Muito bem! Pensei que esse aumento viria somente no próximo ano.

No entanto, ele poderia responder: — Quer saber a verdade? Estou muito chateado. Achei que receberia no mínimo o dobro de aumento.

Seja qual for a resposta, ele compartilhou um pouco de sua vida emocional e deu à esposa oportunidade para conhecê-lo um pouco melhor, adentrar seu mundo e aprofundar a intimidade conjugal. Se ele não compartilhar esses sentimentos verbalmente, a esposa terá de inferir seu estado emocional a partir do comportamento físico. Entretanto, a comunicação será muito mais clara se ele verbalizar os sentimentos à esposa. Somos criaturas emocionais, e nossos sentimentos são reações às coisas que acontecem conosco durante o dia.  Se quisermos construir intimidade no casamento, precisamos aprender a compartilhar os sentimentos.

Para muitos casais, a comunicação diária ocorre da seguinte maneira. Esposa e marido chegam em casa; ela pergunta:

— Como foi seu dia?

— Ótimo — ele responde.

Então, ele liga a televisão para assistir ao noticiário, ou talvez vai ao quintal cortar a grama. Apesar de estarem separados e sem comunicação durante oito a dez horas seguidas, esse marido resumiu seu dia em apenas uma palavra, ótimo. E ele ainda fica surpreso quando a esposa lamenta não terem intimidade no casamento!  Uma única palavra não é um resumo adequado para um marido que passou dez horas em atividade longe da esposa. Precisamos aprender a estabelecer períodos diários de comunicação.

Fonte: Mundo Cristão

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5 caraterísticas do bom marido

A Bíblia dá muito valor ao bom marido. Ser casado é um desafio mas o marido que dá seu melhor no casamento será muito abençoado! O bom marido merece o respeito de todos, especialmente da esposa.

Todo bom marido precisa dessas 5 caraterísticas:

1. AMA A DEUS

Eu e a minha família serviremos ao Senhor. Josué 24:15 

O bom marido põe Deus em primeiro lugar em sua vida. Ele procura fazer a vontade de Deus e ensina sua família a fazer o mesmo. Ele busca a direção e a ajuda de Deus no seu casamento.

2. AMOR SACRIFICIAL

Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela. Efésios 5:25

Liderar é servir. O bom marido se sacrifica por sua esposa. Ele não é egoísta, ele procura sempre o bem de sua esposa e filhos. O bom marido cuida a esposa como Jesus cuida da igreja.

3. RESPONSÁVEL E TRABALHADOR 

Termine primeiro o seu trabalho a céu aberto; deixe pronta a sua lavoura. Depois constitua família. Provérbios 24:27

O bom marido não é preguiçoso! Ele trabalha em equipe com sua esposa para sustentar e gerir a família. Ele não foge do trabalho porque sabe que é muito importante para a harmonia do lar.

4. CARINHOSO

Maridos, ame cada um a sua mulher, e não a tratem com amargura. Colossenses 3:19

É nos tempos difíceis que o bom marido brilha. Ele é cuidadoso com suas palavras e ações, para não machucar sua esposa. E, quando erra, tem a humildade de pedir perdão e tentar fazer melhor.

5. SABEDORIA E RESPEITO 

Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações. 1 Pedro 3:7

Assim como a esposa deve respeitar o marido, o marido deve respeitar a esposa. O bom marido honra sua esposa e ajuda-a a florescer. Isso exige sabedoria, que o marido pode encontrar em Deus.

Que Deus abençoe os bons maridos! 

Fonte: BibliaOn | Projeto AMIGOS

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Confissões de um péssimo pai

Ainda me lembro da primeira vez em que suspeitei de que, ao contrário das minhas primeiras suposições, eu poderia ser um péssimo pai. Quando a nossa filha mais velha tinha dois anos, eu estava cortando as suas unhas e acabei ferindo seu dedo mindinho. Quando vi o sangue escorrer da pontinha do seu dedo, corri desesperadamente com ela até o banheiro e pedi-lhe mil desculpas enquanto enfaixava o pequeno corte uma quantidade enorme de curativos. Ela respondeu aos meus pedidos de desculpas com um olhar confuso. Para falar a verdade, acho que sequer percebeu que havia algo de errado.

Quando era mais jovem, eu imaginava que seria um pai exemplar, basicamente porque eu adorava segurar bebês fofinhos na igreja e porque tinha trabalhado como pastor da mocidade durante três anos. Portanto, eu estava preparado! Então, minha esposa e eu tivemos a nossa primeira filha e se tornou claro para mim que eu era tudo, menos um pai exemplar. Desde o acidente do mindinho, passei a ter dúvidas a respeito das minhas habilidades como pai em várias ocasiões. Houve muitas vezes em que eu trocava a atenção que deveria dar aos meus quatro filhos por coisas profundamente desimportantes, como checar o status do meu Facebook pela décima vez; ou não entendi que, ao invés de repreendê-los para que se comportassem, deveria verificar se não havia algo os incomodando – e, na maioria das vezes, era justamente este o caso.

O que mais revelador da minha incompetência como pai era que eu tratava meus filhos como pequenos adultos, e não como crianças que ainda estavam aprendendo – e, toda vez que agia dessa maneira, eu me convencia mais ainda de que era, de fato, um péssimo pai. Até hoje, acho que essa avaliação não está equivocada; o que estava errado era o fato de eu, por muito tempo, achar que deveria continuar assim.

Estereótipo

Eu sempre tive a opinião de que os melhores pais, simplesmente, nasceram assim. Fosse devido a alguma função genética, à criação que receberam ou uma combinação dos dois, a paternidade era uma habilidade que um homem deveria possuir desde o início, ou então, não seria capaz de desenvolver. Se um homem não tivesse aquele dom, não havia esperança de um crescimento considerável: apenas, no máximo, uma adaptação marginal. Eu me sentia assim por diversos motivos. Em primeiro lugar, porque nós vamos descobrindo, com o passar do tempo, que muitos aspetos de nossas vidas são ditados pela genética: nossas características físicas, nossas predisposições para determinadas doenças e até mesmo elementos das nossas personalidades. Não é difícil de imaginar que, em se tratando de habilidades da paternidade, não seria diferente.

Em segundo lugar, quando se trata de carreira – o que, para os homens, muitas vezes é considerada a característica central da personalidade –, há uma forte ênfase na aptidão: nós devemos buscar atividades nas quais possuímos habilidades intrínsecas. Não é de se admirar, portanto, que os homens apliquem essa mentalidade em seus papéis de pais, também. Essa crença foi reforçada mais tarde, sempre que eu observava um pai em ação no parquinho ou no corredor da escola. Eu via esses homens se comunicando com seus filhos, mantendo suas emoções sob controle e seus celulares guardados, inabaláveis diante das maiores pirraças das crianças, e imaginava que, provavelmente, haviam nascido com algo que eu não tinha.

Eu cresci assistindo seriados como Os Simpsons, cujo protagonista, Homer, é um pai desastrado e preguiçoso, quase sempre indiferente às necessidades de sua família. Ele normalizou, por assim dizer, a paternidade medíocre para mim, criando a impressão de que esses tipos de pais eram, por sua própria natureza, irrevogavelmente incompetentes. Portanto, não apenas havia pouca possibilidade de melhora como pai, mas havia pouca necessidade disso, porque não se esperava de um pai nada além do que ficar sentado no sofá o dia inteiro com uma cerveja em uma mão e o controle remoto na outra.

Esses pensamentos minaram todas as minhas inclinações de crescer como pai. Toda falha servia apenas como prova incontestável de que eu simplesmente não havia nascido para ser um bom pai – e havia mais do que apenas algumas falhas. O meu consumo diário de estereótipos apenas diminuía a minha motivação. E então, eu me conformei com meu destino: que eu sempre seria, na melhor das hipóteses, um pai medíocre. Se eu não havia nascido um pai perfeito, de que adiantava tentar?

Porém, uma pergunta que podemos fazer a nós mesmos nesse momento é: “Jesus nasceu o Salvador perfeito?” O texto de Hebreus 2.10 afirma que o próprio Cristo, o pioneiro da salvação, foi aperfeiçoado através do que ele sofreu. Tal afirmação pode gerar surpresa porque parece sugerir que Jesus era, de alguma maneira, imperfeito. No entanto, não é isso que essa passagem sugere. A palavra usada, no original, não se refere à perfeição moral, o que o autor deixa claro no quarto capítulo, afirmando que, apesar de Jesus ter sido tentado de todas as maneiras, ele nunca pecou. O que significa, então, dizer que Jesus foi aperfeiçoado? E o que isso pode significar em relação ao nosso papel como pais?

Papéis fortalecidos

Quando ouvimos a palavra “perfeito”, pensamos em sua forma adjetiva, ou seja, algo que é sem defeitos. Mas a palavra usada para nessa passagem de Hebreus é o verbo grego teleioo, que carrega o significado de tornar algo completo e finalizado. Quando compreendido dessa maneira, o que esse versículo indica não é que Jesus era moralmente incompleto, mas sim, que o seu ministério conosco foi feito mais completo, ou aperfeiçoado, com o tempo e através de suas experiências.

Considerem-se, por um momento, os acontecimentos da vida de Jesus. Ele viveu durante anos como criança na casa de José e Maria, algo com o qual podemos nos identificar. Depois, foi para o deserto enfrentar seu inimigo e sofreu tentações com as mesmas coisas com as quais nós somos tentados – glória, riqueza e conforto –, mas resistiu e venceu. Ele também lamentou pelos seus amados que sofriam rejeição e traição, assim como nós fazemos. E, depois, Jesus enfrentou o maior ícone da fraqueza e da separação humana do Pai: a própria morte.

O resultado de todas essas experiências mostra que Jesus não é apenas um Salvador espiritual que restaura a nossa relação com nosso Pai celestial, por mais incrível que essa conquista da cruz tenha sido. Ele também é nosso amigo que nos entende; nosso encorajador que se identifica conosco; e nosso advogado, que está sempre do nosso lado. Todos esses papéis foram desenvolvidos e fortalecidos ao longo do curso da vida humana de Jesus. Isso nos ajuda a entender mais claramente a Cristo e a reconhecer a plenitude do seu ministério para nós. Mas, também, serve para nos lembrar sobre a nossa própria santificação e crescimento: Se o ministério de Jesus para nós foi aperfeiçoado através do tempo e da experiência, então deve haver possibilidade de todas as pessoas crescerem e amadurecerem da mesma maneira – inclusive, os pais, em sua relação com seus filhos.

Esta era uma verdade que eu aprendi em primeira mão. Com apenas sete anos de casamento, minha esposa, Carol, foi diagnosticada com câncer de mama triplo negativo. Trata-se de uma forma bastante agressiva da doença, que não responde bem aos tratamentos modernos. Ela precisava fazer uma mastectomia, seguida de fisioterapia, dez meses de quimioterapia e radioterapia. Quando descobrimos que seria assim, eu me desesperei, principalmente por causa dos nossos filhos. Era a minha mulher que ficava em casa com as crianças e cuidava de suas necessidades diárias. Como ela estaria sobrecarregada com os tratamentos, essas tarefas caberiam a mim. Estremeci ao imaginar como seria o próximo ano, não só para a minha mulher, mas para as crianças, também.

Para minha surpresa, e ao contrário do que eu sempre acreditei, eu comecei a crescer e amadurecer como pai. Durante essa época da luta de Carol contra o câncer, eu aprendi a lavar a roupa, fazer comida, limpar a cozinha e preparar a cama. Aprendi, em suma, a ser mais competente em casa, e minhas atitudes também melhoraram. Passei a valorizar meus filhos como nunca havia feito antes. Eles eram lindos e preciosos, e essa beleza e esse valor exigiam que eu os tratasse com respeito e graça, e não com impaciência e irritação, como fazia antes. Naqueles nove meses, passei de péssimo pai para bom pai – ou, pelo menos, um pai melhor.

Forjado e refinado

Muito frequentemente, nós, homens ficamos indevidamente obcecados com o fato de não sermos os pais que queremos ser, o que pode muito bem ser verdade. E, por não termos essas habilidades e características inatas, nós nos desesperamos e nos conformamos com a mediocridade. Porém, a verdade é que não se nasce um bom pai. Um bom pai é forjado e refinado através de circunstâncias difíceis. Os melhores pais aprenderam a ser os pais de que suas famílias precisavam e que Deus os chamou para ser; e, por causa disso, embora um homem possa muito bem ter nascido um péssimo pai, ainda existe esperança de que ele se torne um pai melhor com o passar do tempo.

Tudo bem eu não ser um pai perfeito, porque a perfeição pertence somente a Deus. O objetivo da paternidade não é que nós não cometamos nenhum erro novamente; mas, ao contrário, que nós possamos crescer e amadurecer. O nosso ministério com nossos filhos é que nos tornemos mais completos através de cada fase e experiência. E, no fim, nossos filhos olharão para nós e serão encorajados a saber que eles também podem amadurecer e cumprir qualquer papel que Deus tenha para suas vidas, por mais difícil que pareça.

(Tradução: Julia Ramalho)

Fonte: Cristianismo Hoje

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Adoção: uma benção que vem do céu

Cantem a Deus, louvem o seu nome com salmos! Deem honra a quem cavalga sobre as nuvens; seu nome é Senhor; alegrem-se na sua presença! Pois ele é o Pai dos órfãos; ele faz justiça às viúvas. Deus cuida deles na sua santa habitação.

Deus dá uma família às pessoas solitárias, liberta os presos e lhes dá riqueza e felicidade. […] Salmos 68.4-6, NBV.

No trecho bíblico acima, vemos o cuidado de Deus para com o ser humano. Nada passa despercebido aos olhos daquele que tem todo o poder e sabe tudo. Ele conhece cada um dos habitantes da Terra e não está alheio às suas necessidades. O Senhor, como diz as Escrituras, é o pai dos órfãos, faz justiça a quem precisa e dá família a quem se sente só.

Aliás, há um detalhe interessante aqui e que dá para pensar: “Deus dá uma família às pessoas solitárias”…

Ele é o inventor da família – esse ambiente sagrado e propício para o crescimento, para a partilha, para a fraternidade e amor. O Criador sabe que é aí que os solitários podem florescer e cada pessoa pode encontrar afeto, cuidado, direcionamento e companhia para os desafios da vida.

Esse fato nos faz também pensar naquele bonito gesto de receber e abraçar alguém em uma família: a adoção. Uma atitude nobre que transforma uma casa e que muda histórias de vida. É bonito ver casos de crianças, adolescentes e jovens, outrora tristes em orfanatos ou abrigos para menores, crescendo fortes, alegres e vigorosos no seio de um lar.

É interessante notar que a adoção foi uma das atitudes de Deus para conosco. Ele mesmo nos adotou como filhos: Seu plano imutável sempre foi adotar-nos em sua própria família, por meio de Jesus Cristo, pois esse era o seu propósito e sua vontade, Efésios. 1.5, NBV. É realmente uma alegria saber que somos amados pelo Pai Celeste e, como filhos adotivos, termos “espaço” em seu coração.

Aliás, “coração” é uma bela palavra para falar dessa experiência. Pois é por meio dele que expressamos nossos mais profundos sentimentos e é nele que guardamos as pessoas que mais amamos.

Ser pai, mãe ou filho do coração é uma dádiva de Deus.

Se você é papai ou mamãe adotivo, ou se você é um “filho do coração”, celebre essa benção e saiba que sua família é um canal para glorificar o Pai Celestial. Por isso, faça o seu melhor. Se são pais, cuidem de seu presente com extremo cuidado, sabendo que Deus assim o deseja. Se é filho, ame seus pais e saiba que o amor não é questão de laço biológico, mas sim de coração. Agradeçam o Criador das famílias e vivam Seu plano perfeito. 

Fonte: Mundo Cristão

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Fidelidade em época de extrema individualidade

Rute foi fiel a seus valores, a despeito dos benefícios pessoais que poderia obter ao abandonar Noemi. A mulher moabita priorizou a aliança que tinha estabelecido com a família de seu falecido marido e acabou recompensada por Deus — ingressando, inclusive, na linhagem de Jesus.
 
Para entender a fidelidade é necessário conhecer sua essência. No latim, fidelitate significa constância nos sentimentos e observância da verdade. Fidelidade também implica em confiança — do latim cum, “com”, e fides, “fé”. É a confiança entre indivíduos (casais, amigos, sócios, familiares), confiança em elementos abstratos (na lei, em processos, conceitos, liderança) e confiança no âmbito espiritual (entre criatura e Criador).
 
Na parábola do administrador astuto (Lc 16), Jesus mostra que não há “meia fidelidade”: ou a pessoa é fiel ou não é. “Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito”, disse o Mestre. Com isso em mente, nos perguntamos: em dias de tanta individualidade, como é possível a mulher se manter fiel a Deus, ao marido, aos valores, à família, aos amigos?
Fidelidade implica em pensar no outro e considerar os valores nos quais cremos. Se Rute pensasse só nela, talvez fizesse outra escolha que não permanecer com Noemi. Todavia, pensou no próximo e considerou os valores que tinha aprendido a construir e respeitar. Frequentemente esses valores são ameaçados por vilões da fidelidade, entre eles:
 
• Legitimação do direito individual a qualquer preço. O espírito de nossa época diz: “Eu quero ser feliz”, “Eu tenho o direito de me realizar”, “Eu preciso pensar em mim”, “Meus sonhos em primeiro lugar”. O outro ocupa um lugar secundário, a prioridade é o ego — o que gera egocentrismo e egoísmo.
 
• Consumismo desenfreado. Apoiado pela propaganda, cria e incentiva os desejos, o que leva a pessoa à escravidão das próprias vontades. Com a aquisição de bens, a mulher espera alcançar o status de linda, amada e respeitada. O resultado é desequilíbrio financeiro, frustração, brigas, menosprezo pelas causas sociais e indiferença pelo outro. É a desvalorização do ser em função do ter.
 
• Erotismo voltado ao prazer imediato. A sensualidade sadia que fortalece a intimidade do casal é ameaçada pelo erotismo desmedido, que alcança adeptos cada vez mais jovens — meninas nos primeiros anos de vida já fazem caras e bocas, dançando diante da plateia familiar, que aplaude. A mulher aprende a usar a sexualidade para manipular. O sexo é banalizado.
 
• Relativização. Cada vez mais, as pessoas justificam seus comportamentos errados. A diferença entre Davi e muitos adúlteros é que Davi chamou seu erro de pecado, arrependendo-se diante de Deus e do mundo. Davi não tentou explicar, justificar, mitigar. Uma vez confrontado, disse apenas “Eu pequei”. O certo e o errado se aproximam de uma linha tênue, o que cria síndromes como a de Robin Hood (roubar de ladrão não é errado) e a de Don Juan (trair por amor não é errado).
 

• Autossuficiência. É viver sem normas, sem interação conjugal, familiar ou social. É viver sem Deus. “Eu dito minhas regras, eu me basto” é a máxima do autossuficiente. Ninguém tem nada para lhe acrescentar. Ninguém é importante.

Fidelidade é antes de tudo uma escolha que precisamos fazer diariamente. Você escolhe ser fiel. Fidelidade é depositar fé nos seus valores; respeitar compromissos; ter ciência de seus erros e saber pedir perdão; lutar pela própria felicidade sem ignorar o outro. Fidelidade é respeitar a si mesma, seus valores e quem ama você. 

Por Alda Fernandes em Bíblia de estudo desafios de toda mulher / Fonte: Mundo Cristão

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O padrão de Deus para o casamento e intimidade

Deus instituiu o casamento.

Gênesis 2.24 é a primeira referência bíblica sobre o que é o casamento para Deus e também é a primeira referência ao ato sexual. Mas o que é o casamento aos olhos de Deus?

1) Deixar pai e mãe

Este é o primeiro passo para o matrimônio. Quando casamos não nos tornamos independentes, mas nos emancipamos dos nossos pais. Vale a pena dizer que tem muita gente se casando, mas sem deixar pai e mãe, permanecendo ligados e dependentes, trazendo consequências significativas para a vida do casal.

2) Unir-se a sua esposa

Esse unir-se condiciona o segundo passo para o matrimônio, e significa assumir sua esposa. A decisão de casar-se traz consigo deveres e obrigações que o casal assume a partir do momento que decide viver um para o outro. Tem muita gente querendo casar, mas não quer abrir mão das condições e privilégios reservados somente à vida de solteiro. E muitos casais enfrentam crises e conflitos porque um dos cônjuges, ou pior, os dois não assumem a responsabilidade da vida a dois e desejam viver casados com os mesmos hábitos, costumes e práticas do tempo de solteiro. Casamento não é brincar de casinha, mas, sim,  um ato de constante renúncia.

3) E serão ambos uma só carne

Eis aqui a relação sexual! O ato sexual é o que sacramenta a união de qualquer casal. O ato sexual sela o casamento e poderosamente faz com que duas pessoas diferentes se tornem uma só aliança. Portanto, queridos, lembrem-se do que nos exortou Paulo em uma de suas cartas (1 Coríntios 6.19): “Não sabeis vós que aquele que se deita com uma mulher, se torna um com ela?” Esta é mais uma referência bíblica que o sexo é uma aliança que une duas pessoas.

As consequências de vivermos nossas experiências fora do tempo e propósito de Deus deixam seqüelas, que podem ecoar pelo resto de nossas vidas. Quando Deus nos orienta a guardar-nos sexualmente para o casamento, Ele não está “punindo”, Ele está nos preservando! Ele criou o sexo, sabe das bênçãos que ele representa para o casamento e das consequências desastrosas de quando o praticamos fora do matrimônio.

Você sabia?
Nelson Júnior é uma das importantes vozes dedicadas ao público jovem no Brasil e, por meio da campanha que idealizou  – “Eu escolhi esperar” -, tem encorajado, fortalecido e orientado multidões sobre a necessidade de viver uma vida sexualmente pura e emocionalmente saudável. Em outubro, Nelson lança seu mais novo livro  pela MC, o qual virá recheado de informações interessantes sobre o assunto. Fique de olho em nosso site e redes sociais e acompanhe tudo sobre essa novidade.

Por Nelson Junior / Fonte: Mundo Cristão

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Princípios para fortalecer o casamento

I) Não veja seu cônjuge como um “messias” que irá resgatar você de todos os seus males e infelicidades.

II) Assumam o compromisso mútuo de reavivar a chama do casamento (Pv 26.20). “Sem lenha, o fogo se apaga”. Tudo quanto se abandona, deteriora-se, decompõe-se. Para manter o casamento é necessário, todos os dias, “colocar madeira” para que a chama conjugal não se apague.

III) Importe-se suficientemente, para buscar possíveis mudanças positivas no seu casamento. Pequenas mudanças podem produzir grandes resultados.

IV) Construa a compreensão mútua. Procure compreender, para depois ser compreendido.

V) Fique de olhos meio fechados, seja flexível: você não é perfeito. Não seja perfeccionista. Todo perfeccionista esconde um complexo de inferioridade. Seja exigente consigo mesmo, mas tenha paciência com o outro.

VI) Crie um espaço “neutro”, onde cada cônjuge possa expressar suas divergências e sua raiva, para não guardar ressentimentos.

VII) Respeite a individualidade sem abrir mão da mutualidade. Quando há liberdade com responsabilidade, o amor e o relacionamento tendem a florescer.

VIII) Desfrute dos aspectos sexuais, dados por Deus em seu casamento. Não faça do sexo o centro (“sexolatria”= obsessão) da sua vida conjugal; porém, o tenha como uma necessidade humana, física e emocional.

IX) Acrescente bastante “óleo do Espírito Santo” em seu casamento. O Espírito Santo é o agente divino que pode fazer o casal crescer a cada dia na intimidade e comunhão.

X) Nunca se esqueça de que a prestação de contas é uma válvula de escape que não pode faltar. Prestar contas é responder às perguntas daquele que tem o direito – como sócio – de examinar, questionar, apreciar e aconselhar.

XI) Edifique sobre as qualidades do cônjuge. Acentue o que é positivo no cônjuge. Pratique um comportamento positivo. Mantenha as coisas numa perspectiva adequada. O que passou, passou. Olhe para a frente.

XII) Mantenha seu senso de humor. Uma boa dose de humor é como lubrificante social dentro do relacionamento de um casal e de uma família. 

FONTE: GUIAME, Por JOSUÉ GONÇALVES

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Perguntas para se preparar para o casamento

Em cada uma destas seções deveria se anexar um item que eu não anexei, isto é: “Como você lida com as diferenças?” e “Como você decide quais são as diferenças que permanecem sem prejudicar o relacionamento?”. Portanto quando estiver lidando com cada subtítulo, inclua isso na discussão.

Teologia

  • O que você crê a respeito de …?
  • Descubra como você estabelece seus pontos de vista. Qual é o processo de raciocínio e crença? Como você maneja a Bíblia?

Adoração e Devoção

  • Qual é a importância da adoração em conjunto? E em outras participações na vida da igreja?
  • Que importância tem fazer parte de um pequeno grupo de apoio e assumir responsabilidades?
  • Qual é a importância da música na vida e no culto?
  • Qual é sua maneira diária pessoal de prestar culto? Oração, leitura, meditação, memorização.
  • Como serão nossos devocionais diários em família? Quem vai liderar?
  • Estamos fazendo isso agora de maneira adequada: orando juntos sobre nossas vidas e nosso futuro, lendo a Bíblia juntos?

Marido e Esposa

  • Qual é o significado da liderança e submissão na Bíblia e em nosso casamento?
  • Quais são as expectativas sobre situações em que um de vocês estiver sozinho com alguém do sexo oposto?
  • Quais são as tarefas domésticas partilhadas: faxina, cozinha, lavar louça, limpar o quintal, cuidar do carro, consertos, fazer compras para a casa?
  • Quais são as expectativas para a intimidade do casal?
  • Como será uma noite comum adequada?
  • Quem você acha que deve ter iniciativa no sexo e com que freqüência?
  • Quem cuida do talão de cheques – ou será que são dois talões?

Filhos

  • Vamos ter filhos? Quando? Por que?
  • Quantos?
  • De quantos em quantos anos?
  • Pensamos em adoção?
  • Quais são os padrões de comportamento?
  • Qual é a maneira apropriada de disciplinar? Quantas vezes devo ameaçar…?
  • Quanto tempo vou dedicar aos filhos e quando eles irão para a cama?
  • Como demonstrar-lhes afeto?
  • Que escola eles vão freqüentar? Vão estudar em casa? Escola cristã? Escola Pública?

Estilo de Vida

  • Ter casa própria? Por que?
  • Que tipo de vizinhança? Por que?
  • Vamos ter quantos carros? Novos? Usados?
  • Como lidar com o dinheiro de um modo geral? Quanto contribuir para a igreja?
  • Como decidir sobre dinheiro?
  • Onde comprar roupas: Shopping? Brechó? Meio termo? Por que?

Divertimentos

  • Quanto devemos gastar em divertimentos?
  • Quantas vezes devemos comer fora? Onde?
  • Que tipo de férias seriam adequadas e vantajosas para nós?
  • Quantos brinquedos? Pranchas, barcos, barracas?
  • Devemos ter aparelho de televisão? Onde colocar? O que é bom assistir? Durante quanto tempo?
  • Qual o critério para cinema e teatro? Quais serão as regras para as crianças?

Conflitos

  • Por que você fica zangado?
  • Como você lida com suas frustrações e acessos de ira?
  • Quem deveria dar início a uma discussão sobre um assunto desagradável?
  • E quando nós discordarmos sobre o que deverá ser feito, se o assunto é realmente serio?
  • Vamos dormir quando estivermos brigados?
  • Qual é a nossa opinião sobre buscar ajuda dos amigos e conselheiros?

Trabalho

  • Quem é o principal mantenedor?
  • A esposa deve trabalhar fora de casa? Antes de ter filhos? Com filhos? Depois de tê-los?
  • O que vocês acham sobre babás e creches?
  • O que vai determinar onde vão alugar casa? O emprego? Da esposa ou do marido? A igreja? A família?

Amigos

  • É bom ter amigos que não sejam também amigos do cônjuge?
  • O que você vai fazer se o cônjuge sair sozinho com os amigos dele ou dela?

Saúde e Enfermidade

  • Você tem, ou teve alguma doença ou problema físico que possa afetar o relacionamento? (Alergias, câncer, desordens alimentares, doenças venéreas, etc.)
  • Você crê em cura divina e como a oração deve se relacionar com os cuidados médicos?
  • O que você acha dos exercícios e alimentação saudável?
  • Você tem qualquer hábito que afeta a saúde?

Traduzido por: Yolanda M. Krievin 

Por John Piper, um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens milhões de pessoas em todo o mundo. Ele exerce seu ministério pastoral na Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, MN, nos EUA desde 1980. 

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5 maneiras de demonstrar amor ao seu filho

O primeiro fundamento na criação dos filhos é que eles precisam se sentir amados pela mãe e pelo pai. Os filhos que não se sentem amados e respeitados pelos pais crescerão enfrentando muitos conflitos emocionais, e o comportamento deles refletirá essas lutas. A maioria dos pais ama os filhos com sinceridade, mas há muitos filhos que não sentem isso. O problema é que, na hora de comunicar seu amor, os pais não estão usando uma linguagem que os filhos conseguem compreender.

Em minhas pesquisas, descobri que há cinco maneiras fundamentais de expressar amor. Eu as chamo de “as cinco linguagens do amor”. Permita-me falar sobre elas rapidamente.

A primeira linguagem do amor é constituída de palavras de afirmação, ou seja, o uso de palavras que transmitem o amor do pai a um filho, demonstrando apreço quando ele faz alguma coisa digna de elogio ou incentivando-o quando ele enfrenta o medo. Aqui estão alguns exemplos de palavras de incentivo: “Eu amomuiiiiito você”; “Gosto dessa sua arte. A maneira em que você juntou as cores deixou a figura muito bonita”; “Obrigado por ajudar a mamãe a pôr a mesa”; “Fiquei feliz por você ter ido colocar o lixo no lugar certo”; “Acho que você pode entrar no time da escola, pois tem muita garra e talento, mas só vai saber disso quando tentar. Se quer mesmo fazer isso, dou a maior força. Se não quiser, pode tentar de novo no ano que vem”.

A segunda linguagem do amor são os atos de serviço — fazer alguma coisa por seus filhos que você sabe que eles gostariam: remendar o vestido de uma boneca, consertar a bicicleta, encher a bola de futebol, fazer o bolo preferido deles ou ensiná-los a nadar. Tudo isso são atos de serviço. A ênfase está em fazer coisas por seus filhos que eles ainda não podem fazer por conta própria. Mais tarde, você pode ajudá-los ainda mais, ensinando-os a encher a bola ou a consertar a bicicleta.

A terceira linguagem são presentes. Dar e receber presentes é uma expressão universal de amor. Eu diria, sem hesitar, que o presente não precisa ser caro. Também não há necessidade de dar aos nossos filhos tudo o que eles querem. Fazer isso, na verdade, pode ser até prejudicial à criação deles. Contudo, se os presentes constituem uma forma de expressar nosso amor, então até mesmo os presentes mais simples, como uma pedra bonita que você pega no chão do parque ou uma flor do jardim, podem transmitir o amor que sente por seus filhos.

A quarta linguagem é o tempo de qualidade, que significa dedicar ao seu filho atenção total. Talvez você possa participar de um jogo com seu filho ou ler um livro para ele; ou, então, simplesmente conversar. A coisa mais importante é que ele possa dispor de sua atenção total. Você não está assistindo à televisão, conversando ao telefone nem perdendo tempo com outras coisas. Seu filho é alvo de sua atenção concentrada.

A quinta linguagem do amor é o toque físico, como abraços, beijos, tapinhas nas costas, “brincar de brigar”. Todas essas são formas de demonstrar amor.

Todas as pessoas, incluindo seus filhos, possuem uma linguagem do amor que se destaca entre essas cinco. Se você deseja que seu filho se sinta amado, precisa ministrar-lhe fortes doses dessa principal linguagem do amor e, ao mesmo tempo, oferecer um pouco de cada uma das outras quatro, como se estivesse polvilhando açúcar sobre o bolo. Se você não falar a principal linguagem do amor de seu filho, ele pode não se sentir amado, ainda que você esteja falando uma das outras quatro. Essa percepção tão simples tem ajudado milhares de pais a entender como demonstrar seu amor aos filhos de um modo mais eficaz.

Artigo foi extraído do livro Como reinventar o casamento quando os filhos nascem, escrito por  Gary Chapman.

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10 atitudes que demonstram que você é feliz no casamento

Agora que você se casou com a pessoa que ama, fazer esta união feliz exige dedicação e esforço, não é mesmo? É assim com todas as pessoas casadas.

Quer saber se você é feliz no seu casamento? Aqui estão 10 atitudes que podem ajudar você a verificar isso.

1. Abrace seu cônjuge no final do dia

Em meio aos afazeres do dia a dia, casa, trabalho, filhos, é difícil parar e dar atenção ou carinho ao cônjuge. Porém um abraço, um beijo, um sorriso não leva tanto tempo assim, e faz toda a diferença naquele dia. Já pensou nisso? A escritora Andrea Syrtash aconselhou, “pare o que quer que esteja fazendo e cumprimentem-se quando se virem depois de um longo dia. Pode ser por 5 segundos, mas você manda a mensagem que seu cônjuge é prioridade em sua vida.”

2. Construam o espírito de equipe

A escritora e PhD Tina Tessina disse que “o elemento mais importante de construir um relacionamento é o trabalho em equipe. Se vocês brincarem de cabo de guerra um com o outro vocês não irão chegar a lugar algum. Mas como companheiros vocês podem conseguir qualquer coisa.” Reforce os laços do seu relacionamento trabalhando como uma equipe para a felicidade do casal.

3. Trate seu cônjuge como uma criança

Isso não significa que você precisa ser mãe dele. Não. Quem explica bem isso é Harriet Lerner, PhD e autora do livro Marriage Rules, afirmando que o mesmo que acontece com uma criança, acontece com seu marido. Ela diz, “para uma criança não é suficiente dizer Eu te amo ou Você é a melhor, é preciso ser específico e focar na tarefa realizada dizendo Você fez um bom trabalho colocando a mesa. A mesma lógica se aplica ao seu marido – elogios claros e específicos trazem melhores resultados que meros tapinhas nas costas. Falar de maneira específica aquece as coisas e deixa claro ao seu cônjuge porque você realmente o admira, reforçando a sua conexão.”

4. Mantenha a chama do amor acesa

Quando a chama do amor dos primeiros dias em um relacionamento passa e estamos atarefados, fica difícil arrumar tempo para namorar. É preciso dar importância e achar tempo para o namoro.

5. Ponha seus valores à mostra

É comum o casal, depois de anos de vida conjugal, esquecer porque estão juntos, porque disseram “Aceito” e o que desejavam para a vida a dois. Fazer um lembrete desses desejos e valores e colocar em algum lugar da casa para que vejam os ajuda a focar no que é importante e para que estão juntos.

6. Não se desespere se, às vezes, vocês não se conectam

A comunicação respeitosa é fundamental para a felicidade no casamento. Nem sempre você vai ter o resultado de que gostaria. O importante é sentir que foi ouvido e sua perspectiva foi valorizada. Andrea Syrtash falou que “nem sempre vocês vão estar na mesma página. Parceria é compromisso. São necessários dois motoristas a fim de conduzir um relacionamento. Mas, algumas vezes, alguém precisa assumir a direção quando o outro não está forte o suficiente ou o problema é mais importante para um de vocês”.

7. Simplifique as expectativas

Quem já não tentou conversar com um homem sem sucesso? Os homens não se expressam como as mulheres. Não é porque o marido não quer resolver o problema. Harriet Lerner diz, é que “ter uma longa conversa cara a cara parece uma ideia terrível para eles.” A culpa pode ser do seu grande número de frases e a intensidade em sua voz. Simplifique. Não fale muito, diminua o ritmo e abaixe o tom, mesmo ao criticar.

8. Ataque o problema, não a pessoa

As discussões são saudáveis dependendo de como você as conduz. Ficar bravo nos leva a ser impulsivo e dizer coisas que nos arrependeremos. Para evitar brigas destrutivas foque no problema, não no caráter do seu marido.

9. Pare com a pressão emocional

A mulher quer saber o que está errado bem rápido para consertar, o marido não. Se ele estiver sob estresse, não pressione. Harriet Lerner diz, “se você tentar se aproximar deles, eles irão se distanciar mais. Eles se aproximam quando você dá espaço para respirar.” Então, tenha paciência, deixe-o vir até você e se buscar seu apoio, não faça julgamentos. Ela continua, “muitos que valorizam as críticas no início do relacionamento, com o tempo se tornam intolerantes. Ninguém sobrevive a um casamento se sentir que está sendo mais julgado do que admirado.”

10. Transforme as tarefas em favores

Se na sua casa as tarefas domésticas não são divididas igualmente, é melhor ser direta do que esperar a manifestação do marido que pode não acontecer. “Às vezes as mulheres deixam as coisas se manifestarem e nos tornamos passivo-agressivas. Os homens preferem uma aproximação mais direta, então simplesmente diga ‘Aqui está o que precisa ser feito.'”, diz Andrea Syrtash. Eles querem ser parte da solução, se precisarem de um empurrão ofereça uma recompensa. Por exemplo, se ele ajudar mais, vai ter mais carinhos e beijinhos – você vai ver uma reciprocidade.

Cada casal tem a sua maneira de ser e de manter o casamento feliz. Essas atitudes demonstram que tanto maridos e esposas podem ser felizes. Se alguma não está como você gostaria, comece agora a melhorar em cada uma e aproveite os resultados. 

FONTE: GUIAME, Por JOSUÉ GONÇALVES

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Quando o casamento termina: o amor não existia? E, se existia, acabou?

Muitos casamentos chegaram ao seu final, levantando algumas questões intrigantes ao longo da história da humanidade. O amor não existia? E, se existia, acabou? O que foi vivido não foi real? A dor venceu o amor? O casamento que chegou ao seu final não teve a bênção de Deus? Outras questões são levantas no dia a dia, mostrando-nos que um relacionamento pode ir do doce ao amargo num espaço de tempo que nos assusta.

Há também aqueles relacionamentos, que não oficializaram o seu final, continuando, entretanto, numa vida sem amor, sem carinho e, sem respeito um pelo outro. Por consequência, os anos se passam sem comemorações. Comemorar o que? Os anos que se vão atestam uma obrigação sem alegria e, uma frustração sem perspectivas.

Por mais que as situações supracitadas possam identificar-se com milhares de pessoas, sempre haverá a possibilidade de uma retomada. Mudanças poderão acontecer e, mesmo sendo possíveis, nem sempre ocorrem. Nem todos acreditam. Nem todos buscam esta retomada. A decisão de não mais querer o relacionamento não é garantia de felicidade. Mas, o novo começo dará esta garantia? Ficaremos a mercê de estatísticas?

Podemos encontrar pessoas que foram feridas no relacionamento conjugal nos quatro cantos da terra. Cada um poderá justificar sua decisão de separar-se, de não mais querer o relacionamento fracassado, por mais que tenha sido bom no princípio. Não se trata apenas de haver uma pessoa certa e outra errada. Encontramos duas pessoas atingidas por este final.

Por mais que uma retomada seja desacreditada por alguns, torna-se expressão de vitória na vida de outros. Cada um reage de um jeito. A superação nos amadurece mediante as situações mais difíceis. Podemos achar a reconciliação difícil, ou, até mesmo impossível. Ao invés de identificarmos ofensor e ofendido, devemos identificar duas vítimas de um relacionamento que fracassou. Será que nada poderá ser feito? Como as iniciativas poderão ser tomadas?

Como é bom sabermos que uma retomada no casamento pode mudar a vida de tantas pessoas! Quando há esta decisão de vencer todos os obstáculos possíveis numa empreitada “impossível”, a retomada ganha um sabor especial.

O casamento destruído pode ser restaurado e o amor perdido pode ser reencontrado! Sim, podemos amar outra vez a pessoa com quem decidimos dividir a vida! Amar, não somente determina emoções. Implica em volição, em decisões e escolhas determinantes. Enganamo-nos por pensar que esses movimentos todos serão algo sem graça e sem sabor. Não sabemos tudo a nosso respeito e nem mesmo sobre a pessoa que julgamos conhecer. Emoções virão à flor da pele, fazendo o nosso coração pulsar de uma forma que nunca pulsou no relacionamento passado. Tudo pode ser novo e, com a mesma pessoa! E, neste turbilhão de emoções, aprendemos que a beleza do amor transcende as mesmas, mostrando-nos que em alguns momentos, a razão e a emoção devem ser colocadas de lado.

As razões para desistirmos e, as emoções legítimas no meio da dor, darão lugar ao amor, o qual nos proporcionará novos começos. Depois, ao invés de explicarmos a vitória, celebraremos a felicidade, muito além da razão e, muito além das emoções.

• Rinaldo Berbert é casado com Priscilla e pai de três filhos, Yan Lucca, Bárbara e, Nicolas. É especialista em teologia sistemática pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper e pastoreia a Sétima Igreja Presbiteriana, em Cachoeiro de Itapemirim, ES. Fonte: Revista Ultimato / edição setembro de 2016

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Família: um lugar para formação do ser!

Há muita discussão acadêmica a respeito do significado do termo família, que varia desde as concepções culturais às pós-modernas. Entretanto uma coisa é absolutamente certa: só nos tornamos plenamente humanos dentro de um contexto familiar!

A construção deste grupo social começa com uma dimensão do mistério que chamamos “paixão”, isto é, quando duas pessoas se conectam, sem saber exatamente o que as atrai, e decidem partilhar juntas da caminhada da vida. Este mistério leva a outro, ao transformar unidades em uma unidade – algo difícil de se pensar em nossa forma ocidental, cartesiana e linear de reflexão!

É exatamente essa unidade que reflete a “Imago Dei”, pois Deus é uma tri-unidade relacional que nutre uma misteriosa paixão pelo ser humano! Neste sentido, o início da família é algo intrinsicamente espiritual, embora a sociedade secularizada queira transformar essa essência em uma instituição e desvirtuar o sentido de unidade em uma “república conjugal”, num retrocesso ao eu-autocentrado (focado em si mesmo) – única coisa que não era boa em toda a criação!

Tornar-se família pressupõe dois elementos essenciais: diferença e complementaridade. O crescimento de um organismo só se dá “em relação a” e isso pressupõe a diferença. Já a complementaridade se dá no reconhecimento da incompletude e da limitação de si enquanto “indivíduo” – reconhecendo a necessidade do outro (seja na vivência íntima a dois, seja na vivência comunitária) para a plenitude.

A família também é o espaço da vivência do amor incondicional, pois sem a presença do outro seriamos incapazes de vivenciar a dimensão relacional e o mistério de ser amado em toda a nossa vileza e sordidez.

Esse espaço do amor incondicional é âmbito perfeito para a geração da vida – que se traduz tanto nas novas vidas gestadas e cuidadas, como na vida plena, fruto das relações harmoniosas. Essa vida é outro mistério que nos assombra, gerada a partir de duas células que ao se unirem formam uma nova unidade (outra unidade de unidades), sendo esta unidade preenchida com o sopro divino — Ruah (algo de Deus em cada ser).

O reducionismo da vida à dimensão exclusivamente biológica, retirando desta a dimensão do mistério, autoriza o controle obsessivo sobre a mesma e a fantasia de determinação de quando ela se inicia e quando pode ser interrompida.

A vida gerada precisa ser cuidada até atingir sua maturação e maturidade, sendo que o melhor lugar para este cuidado afetivo é no contexto de segurança que se oferece ao ser em desenvolvimento e no modelo de amor sacrificial e incondicional. Maridos e esposas devem garantir aos filhos que eles se amam incondicionalmente e que permanecerão juntos, dando assim liberdade para os filhos desenvolverem plenamente todas as suas capacidades. Quando a maior preocupação dos pais é deixar legados patrimoniais os filhos correm o risco de se tornarem apenas gestores de uma “empresa familiar”, onde o afeto já não se manifesta de forma espontânea e contínua, e apresentarão sintomas de toda ordem.

O desafio que se nos apresenta, como cristãos, é ter uma mente crítica e “crística” (Rom 12.2) para ultrapassar EM MUITO os valores satanizados de uma sociedade que conspira contra o casamento, a família e a vida! 

Prof. Dr. Carlos “Catito” Grzybowsk – Psicólogo – Terapeuta familiar – CRP 08/117 Coordenador de EIRENE do Brasil, Membro da Junta diretiva da Aliança Pró-família 

Fonte: Aliança Evangélica

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Você fala do evangelho para seus filhos ou só dá regras?

Os cristãos sabem que o evangelho é a mensagem que os incrédulos precisam ouvir. Nós lhes dizemos que eles não podem ganhar a sua entrada para o céu e que eles têm que confiar somente em Jesus para a sua justiça. Mas, então, algo estranho acontece quando começamos a ensinar os incrédulos em miniatura em nossa própria casa. Esquecemo-nos de tudo o que sabemos sobre a letalidade de confiar em nossa própria justiça e lhes ensinamos que o cristianismo tem tudo a ver com comportamento e se, em um determinado dia, Deus estará satisfeito ou insatisfeito com eles. Não é à toa que tantos deles (algumas estimativas chegam a 88 por cento, mas nenhuma é menor que 60 por cento) são perdidos para a rebeldia absoluta ou para seitas baseadas em obras, como o mormonismo, logo que eles estão livres para fazerem uma escolha independente.

Não há nenhuma maneira fácil de dizer isso, mas é preciso dizer: os pais e as igrejas não estão passando adiante uma fé cristã sólida e um comprometimento com a igreja. Podemos ter algum consolo no fato de que muitos filhos crescidos eventualmente retornam. Mas os pais e as igrejas cristãs precisam se fazer a difícil pergunta: “O que acontece com o nosso compromisso de fé que não encontra raiz na vida de nossos filhos”?

A premissa deste livro é que a principal razão pela qual a maioria dos filhos de lares cristãos desvia-se da fé é que eles nunca realmente ouviram o evangelho ou, para início de conversa, nunca tiveram fé. Eles foram ensinados que Deus quer que eles sejam bons, que o pobre Jesus fica triste quando eles desobedecem, e que pedir a Jesus para entrar em seu coração é toda a dimensão da mensagem do evangelho. Raspe a superfície da fé dos jovens ao seu redor e você encontrará uma deficiência de compreensão preocupante, até mesmo dos princípios mais básicos do cristianismo.

Isso é ilustrado por uma conversa que tive recentemente com uma jovem mulher de vinte e poucos anos que havia sido criada em um lar cristão e frequentado a igreja a maior parte de sua vida. Depois dela assegurar-me de que era, realmente, salva, eu a perguntei: “O que significa ser cristão”?

Ela respondeu: “Significa que você pede a Jesus para entrar em seu coração”.

“Sim, tudo bem, mas o que isso quer dizer?”

“Quer dizer que você pede a Jesus para perdoá-lo.”

“Ok, mas pelo que você pede que ele perdoe você?”

“Coisas más? Eu acho que você pede para ele perdoar você pelas coisas más, hum, os pecados que você comete.”

“Como o quê?”

Como um cervo assustado diante de um farol alto, ela olhou para mim. Eu pensei em tentar uma tática diferente.

“Por que Jesus a perdoaria?”

Ela se mexeu. “Hum, porque você pede a ele?”

Ok, eu pensei, vou tentar novamente.

“O que você acha que Deus quer que você saiba?”

Ela sorriu. “Ele quer que eu saiba que eu devo amar a mim mesma e que não há nada que eu não possa fazer se eu pensar que posso”.

“E o que Deus quer de você?”, perguntei.

“Ele quer que eu faça coisas boas”.

“Como?”

O cervo reapareceu. “Você sabe, ser bom para os outros e não ficar por aí com pessoas más.”

Claro, você pode dizer que essa superficialidade é uma aberração e que não é típico das crianças em sua casa ou igreja. Esperamos que você tenha razão. Mas todos nós temos que admitir que, se a maior parte das nossas crianças está deixando a fé o mais cedo possível, algo deu terrivelmente errado. Certamente a fé que capacitou a igreja perseguida por dois milênios não é tão rasa e tediosa como “Peça desculpa”, “Seja bonzinho” e “Não seja como eles”. Por que qualquer pessoa desejaria negar a si mesma, entregar a sua vida ou sofrer por algo tão vazio quanto isso? Além da parte “Peça a Jesus para entrar em seu coração”, como essa mensagem difere da que qualquer criança sem igreja ou um jovem judeu ouve todos os dias?

Vamos encarar o fato: a maioria de nossas crianças acredita que Deus está feliz se elas forem “boas pelo amor de Deus”. Nós transformamos o Deus santo, aterrorizante, magnífico e amoroso da Bíblia no Papai Noel e seus duendes. E, em vez de transmitirmos as verdades gloriosamente libertadoras e transformadoras de vidas do evangelho, nós ensinamos aos nossos filhos que o que Deus quer deles é moralidade. Nós lhes dissemos que ser bom (pelo menos exteriormente) é o objetivo final de sua fé. Isso não é o evangelho; não estamos passando o cristianismo adiante. Precisamos muito menos de Os Vegetais e Barney e toneladas a mais da mensagem radical, escandalosa e sangrenta do Deus feito homem e subjugado por seu Pai por nosso pecado.

Essa outra coisa que estamos dando a eles tem um nome – é chamado de “moralismo”. Aqui está como um professor de seminário descreveu sua experiência de infância na igreja:

Os pregadores que eu regularmente ouvia na… igreja na qual fui criado tendiam a interpretar e pregar as Escrituras sem Cristo como o foco… central. Personagens como Abraão e Paulo eram recomendados como modelos de fé sincera e obediência fiel… Por outro lado, homens como Adão e Judas eram criticados como a antítese do comportamento moral adequado. Assim, a Escritura tornou-se nada mais do que uma fonte de lições de moral sobre a vida cristã, quer sejam boas ou más.

Quando mudamos a história da Bíblia do evangelho da graça para um livro de ensinamentos morais, como as fábulas de Esopo, todos os tipos de coisas dão errado. Crianças descrentes são encorajadas a mostrar o fruto do Espírito Santo, mesmo que estejam espiritualmente mortas em seus delitos e pecados (Ef. 2:1). Crianças impenitentes são ensinadas a dizer que estão arrependidas e a pedir perdão, mesmo que nunca tenham provado a verdadeira tristeza piedosa. Crianças não regeneradas são informadas de que elas estão agradando a Deus por terem conseguido alguma “vitória moral”. Boas maneiras foram elevadas ao nível da justiça cristã. Pais disciplinam seus filhos até que eles evidenciem uma forma prescrita de contrição e outros trabalham arduamente para manter seus filhos longe da perversidade do mundo, assumindo que a perversidade dentro de seus filhos tenha sido tratada, porque uma vez eles fizeram uma oração na Escola Bíblica de Férias.

Se os nossos “compromissos de fé” não criaram raízes em nossos filhos, talvez não seja porque eles não ouviram consistentemente sobre eles? Em vez de o evangelho da graça, nós lhes demos banhos diários em um “mar de moralismo narcisista”, e eles respondem à lei da mesma forma que nós: correndo para a saída mais próxima, assim que possível.

A criação moralista de filhos acontece porque a maioria de nós tem uma visão errada da Bíblia. A história da Bíblia não é uma história sobre como fazer bons meninos e meninas serem melhores. Como Sally Lloyd-Jones escreve no Livro de Histórias Bíblicas de Jesus:

Agora, algumas pessoas pensam que a Bíblia é um livro de regras, dizendo o que você deve e não deve fazer. A Bíblia certamente tem algumas regras nela. Elas mostram a você como viver melhor. Mas a Bíblia não é principalmente sobre você e o que você deveria estar fazendo. Trata-se de Deus e do que ele fez. Outras pessoas pensam que a Bíblia é um livro de heróis, mostrando as pessoas que você deveria imitar. A Bíblia realmente tem alguns heróis nela, mas… a maioria das pessoas na Bíblia não é herói de maneira alguma. Elas cometem grandes erros (às vezes de propósito), elas ficam com medo e fogem. Às vezes elas são completamente cruéis. Não, a Bíblia não é um livro de regras ou um livro de heróis. A Bíblia é, acima de tudo, uma história. É uma história de aventura sobre um jovem Herói que vem de uma terra distante para reconquistar o seu tesouro perdido. É uma história de amor sobre um corajoso príncipe que deixa o seu palácio, seu trono – tudo – para resgatar quem ele ama. É como o mais maravilhoso dos contos de fadas que se tornou realidade na vida real.

Essa é a história que nossos filhos precisam ouvir e, como nós, eles precisam ouvi-la vez após vez.

Fonte: Trecho do lançamento de Fevereiro da Editora Fiel: “Pais fracos Deus forte: criando filhos na graça de Deus”, de Elyse Fitzpatrick e Jessica Thompson.

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Um erro que as esposas não podem cometer

Digamos que eu esteja longe de casa e telefone para minha esposa. Tenho apenas cinco minutos entre reuniões, mas quero muito entrar em contato com ela. Durante nossa breve conversa, sou interrompido pelo menos cinco vezes pelas crianças. Depois de um tempo, canso-me daquilo e digo: “Até mais”. Desligo o telefone e não lhe revelo o que estava no meu coração.

Permitir que as crianças interrompam o tempo que tem com seu marido diz a ele que você acredita que as necessidades dos outros são mais importantes que as dele.

Ele deseja que você diga às crianças: “Agora não. Estou falando com seu pai”.

Isso prova que aquilo que ele tem a dizer é importante para você e que vocês dois estão unidos no posicionamento com as crianças. Também diz ao seu pequeno coração de menino: “Não sou apenas uma chatice e uma coisa para marcar como concluída durante o dia. Você me valoriza pelo que sou”.

As crianças geram muita divisão. Elas competirão umas com as outras e com seu marido por sua atenção. Elas são como a Avis, aquela empresa de aluguel de carros, cujo slogan é: “Nós nos esforçamos mais”.

Portanto, não deixe que as crianças a interrompam se você estiver conversando com seu marido. Faça-lhes cara feia, se for preciso. Coloque-as em seu lugar (número dois, depois do papai). Ensine-lhes que, quando papai e mamãe estiverem conversando, a coisa é importante. Aquilo que as crianças têm a dizer – com exceção de: “Olha, a casa está pegando fogo!” – pode esperar.

Chegará o dia quando seu pequeno ninho estará vazio. Vocês não desejam ter o que dizer um ao outro, como casal, quando isso acontecer? Então, não coloque todos os ovos na cesta de filhos. Nós, homens, entendemos que, às vezes, os filhos precisam vir em primeiro lugar – quando são bem pequenos ou quando estão doentes, mas, se eles sempre vierem em primeiro lugar, vamos ficar muito tristes.

Este artigo é um fragmento do livro Sete segredos que ele nunca vai contar para você – mas que você precisa saber, escrito por Kevin Leman, autor best-seller, psicólogo de renome internacional e autoridade em vida conjugal e familiar, paternidade e desenvolvimento pessoal.  

Fonte: Mundo Cristão

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Você está tão ocupado a ponto de negligenciar a sua família?

Nós, cristãos, temos um inimigo que teme a presença de Deus. Satanás sabe que não é capaz de vencer a Deus; então, em vez disso, tenta minar a autoridade divina em nossa vida. Uma das estratégias mais eficazes de Satanás consiste em nos manter tão ocupados que não ficamos mais em casa.

Veja bem, o inimigo sabe quem nós somos. Se amamos a Jesus e seguimos a Deus, ele não costuma nos tentar a cometer pecados abertamente. Por exemplo, amo muito meu marido e tenho um forte compromisso com nosso casamento, portanto o inimigo não me tenta a ter um relacionamento sexual com outro homem. Não me sinto tentada a furtar uma revista na saída do supermercado, nem a assaltar o caixa com uma arma em mãos. Não, em geral, o inimigo não nos tenta com pecados tão óbvios como esses. Sendo nós cristãos que creem no poder de Deus, na redenção de Jesus e na presença poderosa do Espírito Santo, o plano mais eficaz do inimigo consiste em nos desviar do caminho só o necessário para nos deixar desamparados. Ele nos distrai, assegurando que estejamos tão ocupados fazendo coisas boas que não tenhamos tempo para chegar a nossa casa e arrumar a mesa.

Creio que o objetivo do inimigo para nós é algo mais ou menos assim: “Já que não posso levar aqueles que verdadeiramente conhecem a Cristo a negá-lo, vou deixá-los tão ocupados que não se assentem mais à mesa, onde habita a presença redentora de Jesus”.

Em minha infância, havia uma diferença entre o estilo de vida das famílias cristãs e não cristãs. Minha família era envolvida em atividades da igreja das quais as famílias não cristãs não participavam, e nós não tínhamos as mesmas atividades que as outras famílias. Hoje, porém, as famílias da igreja costumam fazer tudo que as famílias de fora realizam: nossos filhos praticam os mesmos esportes e se envolvem em cursos e programas comunitários de todo tipo. Muitas de nós levam os filhos a uma atividade diferente cada dia da semana. E então, junto com todas essas atividades e com todo o envolvimento, acrescentamos a igreja. Ou seja, além dos esportes e das atividades extracurriculares, nossos filhos vão a reuniões de jovens no meio da semana, ao ensaio do grupo de louvor e ao culto, enquanto nós participamos do estudo bíblico para adultos, somos voluntários em diversos ministérios e participamos de treinamentos para a liderança. Ao observar as famílias cristãs em nossa igreja e por toda a nação, comecei a acreditar que o motivo para o índice de divórcio ser mais alto entre as famílias que frequentam a igreja é que ficamos menos em casa!

Preciso deixar claro que cada uma dessas atividades é boa em si. Não há nada de inerentemente errado em fazer esportes, cursos, envolver-se na comunidade ou ser participativo na igreja.

Na verdade, algumas dessas coisas são essenciais. Todavia, nenhuma delas nem todas reunidas são capazes de substituir o ambiente acolhedor de um lar saudável.

Larry e eu começamos a notar essa tendência de excesso de compromissos há vários anos, enquanto ainda pastoreávamos uma igreja. Observávamos famílias cristãs bem-intencionadas que, movidas pelo desejo sadio de se envolver e ajudar, concordavam em auxiliar ou liderar diferentes ministérios da igreja. O resultado é que esses homens e mulheres, pais e mães, iam à igreja várias noites por semana, atuando em múltiplos ministérios. No entanto, quando voltavam para casa, ninguém estava à mesa! Por isso, Larry tomou uma decisão importante: nossa igreja começou a limitar o envolvimento das pessoas a uma área de ministério. Escolha um ministério, orientávamos, e se envolva nele de todo o coração. Participe plenamente dessa área, mas, nas outras noites da semana, fique em casa e se reúna à mesa com sua família!

O texto que você acaba de ler é um trecho de A experiência da mesa – O segredo para criar relacionamentos profundos, escrito por Devi Titus. Fonte: Mundo Cristão

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O que os pais devem saber sobre a Internet?

Parte 1 – Uma Visão Panorâmica

Não é exagero sugerir que a Internet tem se tornado uma parte indispensável da vida moderna dos negócios. Ela não somente é uma ferramenta de negócios, como também alcança muitos lares tanto no Reino Unido quanto ao redor do mundo. Na Europa, 390 milhões de pessoas têm acesso à Internet em suas casas – aproximadamente metade da população. No Reino Unido, esse número sobe para 71% das moradias, e nos Estados Unidos, para 74%. Hoje em dia, estima-se que um bilhão de pessoas possuam acesso à Internet. Em outras palavras, algo em torno de um sexto da população mundial, potencialmente, possui acesso a qualquer coisa que possa ser postada numa página da Web.

Qual é o problema?

Alguém poderia perguntar: Então, qual é o problema?

Em março de 2008, a Dra. Tanya Byron, uma psicóloga inglesa, publicou o resultado de um estudo autorizado pelo governo (O Relatório de Byron), que tinha o objetivo de “fazer uma resenha sobre as evidências dos riscos que a exposição a materiais prejudiciais ou inapropriados na Internet pode causar à segurança e ao bem-estar das crianças… recomendar melhorias ou ações adicionais. O relatório concluiu que não se pode garantir que “a Internet seja completamente segura”.

Em 2006, havia mais de quatro milhões de sites de pornografia, sendo que 100 mil deles ofereciam pornografia infantil ilegal. A popular revista americana Christianity Today sugere que 70% dos homens americanos, com idade entre 18 e 34 anos vêem pornografia na Internet uma vez por mês. O mesmo artigo continua explicando que as igrejas não estão imunes ao problema. “Um líder evangélico era cético sobre as descobertas das pesquisas de que 50% dos homens cristãos haviam visto pornografia havia pouco tempo. Por essa razão, ele fez um levantamento em sua própria congregação. Descobriu que 60% dos homens haviam visto pornografia ao longo do ano anterior, e 25% deles, nos 30 dias anteriores”.

A revista TIME, num artigo recente, intitulado Adultery 2.0 (Adultério 2.0) explica que agora há websites que são desenvolvidos com aplicativos (apps) para iPhone e Blackberry que se concentram em ajudar os adúlteros cautelosos a não deixarem rastros nos computadores do trabalho ou de casa”. “Nunca foi tão fácil enganar” é o apelo do site pessoal AshleyMadison.com, desenvolvido para facilitar casos extraconjugais.

A lista continua, com repetidas advertências para que tenhamos cautela com crimes na Internet e identifiquemos golpistas e pedófilos, entre outras coisas. É de se admirar que a maioria dos pais questionem se as redes de relacionamentos com as quais seus filhos gastam muito tempo são seguras? Será que eles deveriam deixar seus filhos usar celulares, dadas as recentes advertências da polícia em relação à prática do envio de “SMSs sexuais”, por meio dos quais os jovens enviam fotos explicitamente indecentes uns aos outros?

O que devemos fazer? Há uma resposta Bíblica para isso? De que forma os pais podem enfrentar esses problemas quando há tamanha discrepância entre a geração jovem e esperta da Internet e a maioria dos pais?

Este artigo apresenta uma visão panorâmica desses assuntos, com artigos subseqüentes que explorarão áreas-chave como redes de relacionamentos, vício em Internet, relacionamentos virtuais, jogos de azar, pornografia, uso de blogs, etc. Essas coisas estão moldando as vidas de muitos ao nosso redor, e precisamos saber tanto o que está acontecendo quanto como lidar com essas questões em nossa família, igreja e cultura.

Há algo de bom nisso?

Claro que há! A Internet tem criado inúmeras oportunidades de se testemunhar para as pessoas ao redor do mundo. Conforme notamos anteriormente, agora podemos levar o evangelho de Jesus Cristo a milhões de pessoas, sem sair de nosso escritório ou de nossa casa! Numa conferência recente, Mark Driscoll, pastor da igreja Mars Hill, em Seatle, nos Estados Unidos, habilmente destacou isso ao comentar que “a Internet tem aberto uma oportunidade completamente nova para comunicar o evangelho às nações da terra”. Mars Hill é o exemplo de uma igreja que busca usar essas novas oportunidades de forma ilimitada. Ela dispõe de um aplicativo próprio para iPhone, por meio do qual se pode ter acesso à toda sua biblioteca virtual, sermões sobre vários tópicos e outras coisas.

Hinos, múltiplas versões da Bíblia e artigos sobre todos os tópicos teológicos que se possam conceber estão todos disponíveis na Internet, por meio de um clique num botão. Qualquer um pode sentar-se em frente a um computador e descobrir informações sobre quase toda igreja ou organização cristã que há no mundo. Os missionários e as organizações para-eclesiáticas têm conseguido reduzir drasticamente os seus custos, utilizando e-mail e websites para transmitir informações aos seus mantenedores. Um website evangélico conservador, o sermonaudio.com, dispõe de centenas de sermões que vão desde MacArthur até Spurgeon (leia isso com entonação americana!), e centenas deles são acrescentados a cada semana. Há blogs, fóruns de discussão, vídeos e cursos cristãos online. E a lista continua. Podemos nos conectar a outros cristãos pelo twiter, criar eventos no Facebook ou falar “cara-a-cara” com um amigo ou um missionário de qualquer parte do mundo, usando uma câmera de vídeo. Em seu cerne, a Internet é uma ferramenta de comunicação, e as boas novas dizem respeito a comunicar às pessoas as verdades maravilhosas de Jesus Cristo.

O que é a Internet?

Antes de irmos muito além, precisamos desmistificar a Internet. Em seu âmago, ela é bem simples, embora existam muitas tecnologias complexas em sua manutenção. Pense no sistema postal. Você escreve uma carta, ou pior, recebe uma multa! Alguém coloca um pedaço de papel num envelope, põe o endereço e o sistema postal a entrega em sua caixa de correios. Agora imagine, por exemplo, que você deseje comprar uma camiseta nova de uma empresa localizada em algum lugar do país. Você poderia escrever-lhes uma carta com informações sobre o seu tamanho e suas preferências. Eles poderiam lhe responder, enviando uma foto de uma de suas camisetas. Talvez, quando você visse a foto, você decidisse que não gostou da aparência daquela camiseta específica e escrevesse novamente para eles pedindo um outro tipo de camiseta. Então, eles lhe mandariam uma foto de uma camiseta diferente, e assim por diante. Certamente, utilizar o sistema postal dessa maneira seria extremamente lento e ineficiente. É por essa razão que muitas empresas simplesmente enviam seus catálogos com todos os seus produtos. No entanto, esse exemplo ilustra como a Internet funciona. Sem entrar nos detalhes técnicos, basta dizer que cada computador tem o seu endereço individual, assim como no sistema postal. A Internet age como uma versão eletrônica do serviço postal, enviando informações, uma página a cada vez. Só que muito mais rápido! As páginas ou outras informações como arquivos de áudio e vídeo são armazenadas num servidor e distribuídas conforme a solicitação de cada usuário – normalmente, navegamos pelas páginas por meio de parâmetros de busca ou conexões, nos quais podemos clicar, na tela do computador, que são chamados de hyperlinks. É lógico que o melhor lugar para se obter informações sobre a Internet é… na Internet!

Foram a rapidez e a facilidade de uso que possibilitaram a existência dessa rede tão difundida de computadores, empresas e pessoas interconectadas.

Como isso aconteceu?

Em 2 de setembro de 2009, a Internet completou 40 anos. No entanto, conforme demonstra claramente o gráfico abaixo, é provável que a maioria das pessoas tenham começado a utilizá-la entre 5 e 10 atrás, não mais do que isso. A transição do papel e do telefone para as comunicações instantâneas online, e-mails, pesquisas na Web e redes de relacionamento foi imperceptível; foi uma transição gradual. Entretanto, poderíamos argumentar que o impacto dessa mudança tem sido provavelmente tão significativo quanto as redes de estradas construídas pelos romanos, a imprensa escrita, o aparecimento do rádio, da televisão, do carro e das viagens aéreas. A questão não é a respeito de quanto tempo podemos gastar em frente do computador em oposição ao tempo que gastamos assistindo televisão. A Internet afeta a maneira como nos relacionamos uns com os outros, toda a infra-estrutura comercial, a viabilidade das informações, a forma como aprendemos e a forma como recebemos as notícias, entre outros impactos. E o mais importante é que não se pode voltar atrás. O que foi feito, foi feito…

Como os cristãos devem reagir?

É claro que, na Bíblia, não há menção alguma sobre a Internet. Mas a Bíblia não é um livro obsoleto. A palavra de Deus não perdeu de repente a sua relevância. Em vez disso, a Bíblia não somente fornece mandamentos claros, como também princípios que são invioláveis; orientações para todas as vidas, em todos os tempos. A Bíblia fala sobre domínio próprio (2 Pe 1.6), sobre nossa fraqueza e facilidade com que caímos no pecado (Tg 1.14), sobre remir o tempo (Ef 5.15-16) e sobre aproveitarmos as oportunidades ao máximo (Gl 6.10). Nesta série de artigos, tencionamos buscar aplicações para esses princípios na forma como nos aproximamos da Internet e a utilizamos e observar os perigos, bem como as oportunidades que ela nos oferece. No próximo artigo, examinaremos o modo como usamos a Internet para nos comunicar. Abrangeremos desde e-mails até os SMSs sexuais, desde as videoconferências às mensagens instantâneas, e concluiremos com conselhos positivos, úteis e práticos.

Um Conselho Prático

A Internet não somente pode viciar, como muitas outras atividades o fazem, mas também pode trazer um risco em particular, o risco de estilhaçar a unidade familiar, principalmente quando há muitos computadores numa casa. Cada membro da família gasta tempo individualmente com seus próprios amigos online, em salas de bate-papo, enviando e-mails ou postando mensagens nas redes de relacionamentos. Para evitar que isso aconteça, por que não tentar separar uma noite na semana como a “noite da família”, em que todos os membros da família estejam envolvidos numa atividade juntos. As atividades podem incluir, por exemplo, um jogo, uma caminhada ou milhares de outras coisas que a família possa fazer junta. No entanto, a presença de todos é estritamente obrigatória! 

David Clark é consultor na área de tecnologia, inteligência artificial e análise de riscos – sua empresa presta serviços para os governos dos EUA e do Reino Unido. Clark serviu por muitos anos como membro do Conselho da Editora britânica Evangelical Press e faz parte do conselho editorial do ministério Christian Hymns.

Fonte: Editora Fiel
Traduzido por: Waléria Coicev
Copyright© David Clark.
Copyright© Editora FIEL 2010.
Traduzido do original em inglês: What every parent should know about the Internet – Overview, part 1. Por David Clark. Extraído do blog: parentsandtheinternet.blogspot.com

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A midiotização da família

Em um domingo destes, eu estava almoçando com minha esposa em um restaurante e na mesa ao lado sentou-se uma família — um casal com dois filhos adolescentes. Como sou um observador, reparei que rapidamente todos se assentaram e cada qual puxou do bolso um smartphone e começou a teclar. Só se deram conta de ler o cardápio muito tempo depois e, logo que fizeram os pedidos, voltaram a seus aparelhos, permanecendo envoltos em seus próprios mundos virtuais durante toda a refeição.

Essa cena me fez pensar sobre o impacto da mídia — refiro-me a todas as expressões midiáticas: redes sociais, internet, televisão etc. — nos relacionamentos familiares. Não são poucas as queixas que nos chegam ao consultório a respeito de filhos que já não interagem com a família em momento algum do dia, pois, ao chegarem da escola, logo se envolvem com seus eletrônicos e neles ficam absortos, algumas vezes madrugada adentro. Também há queixas de cônjuges que veem o companheiro disperso em um mundo virtual ou televisivo e resumem o diálogo conjugal a expressões monossilábicas.

Esta era eletrônica é, sem sombra de dúvida, sedutora, pois veicula a informação a uma velocidade espantosa. Aguça a curiosidade das pessoas para quererem saber sempre mais, inclusive saber mais detalhes da vida dos outros. Posta-se uma informação ou foto e, em poucos minutos, a rede social — algumas vezes, até mesmo pessoas desconhecidas — está se manifestando com um “curtir” ou comentários na novíssima gramática “internética”: blz; wow; d+ etc.

De que forma esse modelo interacional virtual pós-moderno afeta os relacionamentos familiares? Por que existe a necessidade de tanta informação superficial em tempos quase instantâneos? Por que existe a necessidade de exposição de detalhes da vida pessoal para um público cada vez mais impessoal?

Creio que essa necessidade de tornar público cada detalhe da própria vida, tirando selfies a cada momento ou postando fotos do que está comendo, traz em si o desejo de se sentir amado. Afinal, se as pessoas “curtem” o que estou fazendo, é porque elas gostam de mim. Um dos maiores desesperos das pessoas hoje em dia é serem bloqueadas por alguém de uma rede social, pois no fundo não se sentem mais amadas por aquela pessoa.

A necessidade de informação vem da fantasia de que informação é sinônimo de poder. Em alguns âmbitos, como na política, essa premissa é verdadeira, mas, no cotidiano, ter muita informação, especialmente a superficial, não empodera ninguém, apenas leva facilmente ao estresse por sobrecarga mental. Definitivamente não precisamos saber tudo da vida de todos, antes o importante é saber menos e com mais qualidade da vida daqueles a quem realmente amamos.

Por fim, o maior impacto deste modelo interacional dentro da família é que ele leva os membros da família a um ensimesmamento, um mundo paradoxalmente fechado aos que estão próximo e aberto ao público em geral. Esta superexposição da vida de forma tão superficial também traz consigo o descompromisso com o outro — se um amigo postar uma foto em que aparece embriagado, eu posso apenas curtir ou dizer “wow”. Mas não tenho o compromisso do diálogo sério e profundo a respeito das consequências daquela conduta para a vida dele. Afinal, no modelo individualista, cada um é autossuficiente e não existe a ideia de comunidade!

De forma alguma sou contra a tecnologia, mas penso que a moderação em todas as coisas é padrão de saúde. Pais devem, desde cedo, estimular os filhos a um processo familiar interativo, suplantando seus cansaços diários e brincando com os filhos, e nesse brincar promover o diálogo. De igual forma, cônjuges devem aprender a “relaxar” no acolhimento da intimidade com o outro e não diante da enxurrada de informações vazias dos eletrônicos. É preciso resistir à sedutora proposta midiática, que nos isola e egocentriza, aprendendo a usar a tecnologia com sabedoria e prudência, lembrando que o domínio próprio é fruto do Espírito Santo (Gl 5.22).

• Carlos “Catito” e Dagmar são casados, ambos psicólogos e terapeutas de casais e de família. 

Fonte: Revista Ultimato / Julho-Agosto 2015

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