Projeto AMIGOS

Somos um grupo de voluntários com o propósito de reunir pessoas envolvidas com a obra missionária, visando à promoção de ações sociais.

Bullying: Como os pais e professores podem intervir?

A Mundo Cristão entrevistou Susana Klassen, brasileira, porta-voz do livro “Eu e elas”, no Brasil, também autora e especialista em aconselhamento para o público jovem. Susana compartilhou dicas úteis para que os pais e professores possam identificar e lidar corretamente com esse tipo de situação. Confira! 

Como os pais podem intervir em uma situação de bullying?

Susana Klassen: Primeiro, é necessário reconhecer o problema e identificar o ambiente em que ele está acontecendo. Convém lembrar que são comuns os casos de cyberbullying que acontecem nas redes sociais, em serviços de mensagens ou mesmo na forma de ameaças por telefone.

Segundo, é importante avaliar se o filho corre perigo físico e precisa de proteção imediata. Nesse caso, é preciso entrar em contato com a pessoa responsável pelo local em que a agressão tem acontecido (professor, diretor, treinador, coordenador do ministério na igreja) e exigir que sejam tomadas as medidas cabíveis para evitar futuras agressões.

Terceiro, mesmo que não seja um caso extremo, é necessário procurar limitar o acesso do agressor, sem alterar as atividades normais do filho. Os pais podem conversar com o filho e explicar que ele deve se afastar ao máximo, mas sem deixar de fazer aquilo que precisa e/ou gosta. É preciso deixar claro que não se trata de covardia, mas sim de evitar uma situação hostil e prejudicial.

Se o agressor é associado a uma atividade da qual o filho gosta (treino de natação, aula de balé, encontro de adolescentes da igreja, por exemplo), não é recomendável tirá-lo dessa atividade a menos que a situação se torne insustentável. Ele tem o direito de participar livremente sem ser agredido.

E, em casos de cyberbullying, há orientações úteis no site da organização Safernet (http://new.safernet.org.br/helpline).

E o que dizer aos professores? De que forma podem ajudar?

Susana Klassen: O papel dos professores é extremamente importante, pois boa parte do bullying ocorre na escola e, muitas vezes, dentro da sala de aula. Cabe ao professor desenvolver uma política de tolerância zero, intervir de imediato e tomar as medidas cabíveis, conforme diretrizes da escola, quando as gozações passarem do ponto. Para saber se uma gozação se transformou em bullying, o professor só precisa se colocar no lugar do aluno agredido e perguntar a si mesmo: “Como eu me sentiria se alguém me dissesse isso?”. Trabalhar os conceitos de respeito mútuo, diálogo, solidariedade e justiça também é fundamental. Uma das formas de fazê-lo é pelo desenvolvimento dos Temas Transversais em diferentes atividades em sala de aula. Além disso, o professor deve dar o exemplo e sempre mostrar respeito pelos alunos. Um professor que inventa apelidos para os alunos ou não os trata com igualdade cria em sala de aula um ambiente propício para o bullying.

Qual a sua mensagem e seu principal conselho para quem sofre ou já sofreu com isso?

Susana Klassen: Para quem está sofrendo bullying é bom lembrar que sempre existe uma saída. A situação pode parecer insuportável, mas existem maneiras de lidar com a agressão e superar o problema. Você não precisa enfrentar o bullying sozinho. Procure ajuda hoje mesmo! 

E tanto para quem sofre como para quem já sofreu com isso, é fundamental reconstruir a própria identidade e alimentar a mente e o coração com a verdade a respeito de quem somos em Cristo. Todos os seres humanos são criados à imagem de Deus. Ele forma cada indivíduo com muito amor e tem planos e propósitos para cada vida (Salmo 139). Nenhum agressor é capaz de tirar isso de sua vítima. Peça para Deus mostrar como resgatar a identidade que ele lhe deu e busque orientação de pessoas competentes para ajudar nesse processo. Deus pode transformar em bem o mal que outros desejaram contra você (Gn 50.20).

Fonte: Mundo Cristão

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Ame o próximo, ame a si mesmo

“’Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Esse é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo”’ (Mateus 22:37-39). A maioria de nós compreende que devemos amar a Deus em primeiro lugar e também a nosso próximo, mas não notamos a última parte da mensagem: devemos amar nosso próximo como a nós mesmos. Jesus indica que, antes de podermos realmente amar os outros e fazer diferença na vida deles, devemos amar a nós mesmos. Essa mensagem certamente pode ser usada para justificar o egoísmo, mas a realidade é simplesmente o oposto. Você precisa primeiro reservar um tempo para ser saudável de modo que, então, seja capaz de impactar o mundo ao reder. De fato, enquanto não aprender a se amar, nunca poderá de fato aprender a amar e cuidar dos outros da maneira como Deus quer que faça. Não se pode ensinar a alguém o que não se aprendeu.

VALE A PENA REFLETIR: Que passo você pode dar hoje para melhorar a sua saúde física, emocional e espiritual?

Por Kerry e Chris Shook

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Drogas: Uma doença social

A triste “viagem” de Mário Pereira Moraes começou aos 13 anos de idade, quando experimentou o “loló”. A sensação de felicidade e a vontade de rir o tempo todo o fizeram querer o entorpecente cada vez mais e aguçaram sua curiosidade para outras drogas. Daí surgiram as experiências com maconha e a cocaína – isso ainda na adolescência.

Mário perseguia o sonho de ser jogador de futebol e desde cedo teve o talento reconhecido. O uso de drogas não o impediu de ser um jogador profissional. Figurou em clubes como Desportiva Ferroviária, Tupy, Vitória, Rio Branco e Fluminense.

Ele poderia ter ido mais longe na carreira, mas não se consegue “levar o vício numa boa por muito tempo”, disse, ao relembrar o que passou. Vivendo altos e baixos na profissão, de 1996 em diante o descontrole no uso das drogas fez seu sonho ruir e parou de jogar. “Eu já causava muito sofrimento para meus familiares, mas não percebia. A morte de quatro dos meus nove irmãos e o fim da minha carreira só pioraram a situação e mergulhei de vez nas drogas, chegando a usar as mais pesadas”.

Converteu-se ao Evangelho de Jesus aos 26 anos, mas ainda assim lutava muito para deixar o vício. “Mesmo conhecendo a Palavra, a luta é grande, contra um gigante”. Mário frequentou várias terapias no Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (Caps-AD), foi internado numa comunidade terapêutica e batalhou duro para reerguer-se. “Queria levantar a cabeça, mudar de vida, recuperar meu nome, minha credibilidade. Eu era uma referência para minha comunidade e a dependência só me trouxe tristeza”.

Tentou de tudo para sair das drogas e é categórico ao afirmar: “a libertação só acontece mesmo quando Deus entra na vida da pessoa, quando você se torna realmente dependente de Deus”. Livre dos vícios desde 2010, Mário usa o esporte para conscientizar jovens e adolescentes sobre o desastre que são as drogas, trabalha como motorista, é casado e pai de quatro filhos.

“Não sou um ex-dependente. Sou um vencedor! Deus me tirou daquele mar de desespero e Ele pode ajudar muitos outros que precisam. Basta que mudemos nosso olhar sobre o dependente e tenhamos a disposição de ajudá-los”, revelou.

A história de Mário Moraes é a mesma de muitos outros homens e mulheres que, durante um tempo, acham que controlam o vício, mas depois percebem que não têm forças para enfrentá-lo sozinho. No caso dele, o socorro chegou a tempo. Mas às vezes, porém, o desfecho é trágico.

Muitos jovens estão morrendo todos os dias por conta do envolvimento com drogas. Os noticiários nos mostram isso com clareza. As mortes devido aos danos causados à saúde do indivíduo são pouco retratadas. Mas as relacionadas à necessidade de ter dinheiro para manter o vício, pagar as dívidas, sim, ceifam centenas no Brasil todos os meses.

O Relatório Mundial sobre Drogas, divulgado pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), aponta que uma em cada 100 mortes entre adultos é causada pelo uso de drogas ilícitas.

O crescimento

O consumo de drogas no Brasil já ultrapassou todos os limites previstos para essa era moderna. O descontrole é tanto que dificilmente encontraremos alguém na rua que não conheça quem teve ou esteja sofrendo com o problema. Pesquisas tentam desvendar o motivo de tanta necessidade desse consumo e como ele alcança rapidamente todas as regiões. Vamos citar uma das mais amplas e recentes.

Segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgado ano passado, o Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína e derivados, atrás apenas dos Estados Unidos. Hoje o país responde por 20% do mercado mundial da droga.

Ao todo, mais de 6 milhões de brasileiros já experimentaram cocaína ou derivados ao longo da vida. Entre esse grupo, 2 milhões fumaram crack, óxi ou merla alguma vez e 1 milhão foi usuário de alguma dessas três drogas no último ano.

Outra parte do estudo da Lenad relata que 8 milhões de brasileiros já experimentaram maconha – droga considerada “leve”. A maioria, 62%, antes dos 18 anos. Desses 8 milhões, 37% admitem que hoje são dependentes da droga e 2 milhões de pessoas usam tanto maconha quanto cocaína.

O contato com a droga começa cedo: quase metade (45%) dos usuários provou a substância pela primeira vez antes dos 18 anos. Essa experimentação precoce, de acordo com os pesquisadores, aumenta o risco do uso de outras drogas ao longo da vida e da incidência de doenças psiquiátricas.

Em terras capixabas, as drogas dominam o Estado e atingem quase 100% das cidades. É o que afirma uma pesquisa da Confederação Nacional de Municípios. Ao todo, dos 63 municípios pesquisados, 61 revelaram que sofrem com a circulação de drogas. Estima-se que 30 mil pessoas usem crack hoje no Espírito Santo.

A sociedade parece estar dividida entre a que sofre e a que inda vai sofrer com o uso de drogas lícitas ou ilícitas. “O consumo é muito maior do que as pesquisas apontam. É só olhar nas praças, nos becos, nos cantos das cidades, nas festas, nas rodinhas nos condomínios… as drogas estão por toda parte”, revela o pastor Marcelo Lyra de Carvalho, diretor do Centro de Recuperação de Dependentes Químicos Vale da Bênção, em Cariacica.

Com experiência acumulada de quase 10 anos nessa área, o Pastor Marcelo usa a própria história para ajudar outros homens a superar o vício. “Usei vários tipos de droga dos 13 aos 26 anos. Sei o quanto é difícil deixar de sentir aquela sensação. Mas é possível ser liberto. A receita está na Bíblia”.

Ajuda do alto

Para dependentes de drogas, a saída não é fácil. Internar um filho viciado, como muitos pais têm feito hoje, é uma atitude que até pouco tempo atrás era definida como exagerada. “A família não aceitava o problema com facilidade. Ainda hoje muitos pais sustentam o vício dos filhos. Quando a situação fica insustentável e o dependente vira um ‘lixo humano’, a família acorda”, disse o pastor Geraldo Luiz Casagrande, diretor do Instituto Neemias, que atende dependentes e moradores de rua em Cariacica.

“A família precisa se comunicar mais. Pais precisam observar e orientar os filhos. Quanto menos diálogo, mais suscetível eles estão às amizades e influências. A falta de atenção da família pode levar a pessoa a ficar por muito mais tempo no universo das drogas, buscando lugares onde seja aceito”, lembra o psicólogo e especialista em dependência química Glauber Rezende. 

A Cristolândia tem mobilizado cerca de 50 voluntários para percorrer os bairros conscientizando a população e identificando usuários de drogas. Ajudando, além da equipe técnica contratada, que conta com psicólogo, enfermeiro e assistente social, treinados para servir da melhor forma e tocar o coração de quem estiver precisando de ajuda e do contato com a Palavra.

Para o pastor Charles de Miranda Terra, diretor do Centro de Recuperação Vida com Jesus, em Cariacica, tanto os cristãos quanto a sociedade precisam despertar para ajudar os usuários

de drogas. “Toda a sociedade sofre com esse flagelo. Mas vemos muita indiferença até mesmo das igrejas. Parece que só vão despertar o dia que a droga entrar na casa deles. E não deve ser assim. Jesus nos ensinou a amá-los”.

Charles, que teve dois filhos que usaram drogas, um chegou a falecer, atualmente trabalha com 20 internos. “Poderíamos receber mais usuários se tivéssemos mais ajuda. O custeio pesa muito e nesse aspecto as igrejas podiam investir mais para fortalecer o trabalho das casas terapêuticas. Mas antes de tudo é preciso mudar a forma de ver o dependente químico. A sociedade tem raiva dele porque, em algum momento ele, a agride. Mas o cristão deve ter o coração na obra e acreditar que esse ser humano tem recuperação”.

A fé é uma ferramenta poderosa que está retirando muitos jovens do mundo das drogas e do crime. “As igrejas evangélicas despertaram para esse público há muito tempo, antes mesmo que o poder público”, destaca o Pastor Geraldo Casagrande. Mas, segundo ele, precisam fazer mais. “Precisamos de campanhas, ações nas comunidades, conscientizar os jovens no local que ele vive, usar a estrutura da igreja para palestras, eventos esportivos e sociais que atraiam e orientem o cidadão”.

Muitos já foram resgatados e hoje são homens e mulheres restaurados. O trabalho missionário de levar a Palavra de Deus aos oprimidos é dever de todos. “Os becos, as favelas… as ruas estão cheias de pessoas esperando ouvir de nós a mensagem que liberta. Ali na calçada, deitado e sujo, tem um ser humano criado por Deus e que está aprisionado. Nós temos a palavra que vai libertá-lo”, considerou o Pr. Marcelo Lyra.

A igreja evangélica pode trabalhar para reduzir as estatísticas. A responsabilidade social do cristão começa no coração, assim, a igreja se tornará um grande centro de restauração e recuperação de vidas.

Fonte: Comunhão

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Baleia Azul: jogo que incentiva mutilações e suicídio

Um jogo viral macabro que tem causado preocupação em vários países do mundo parece, agora, ter chegado ao Brasil. Conhecido como “Baleia Azul” (Blue Whale, no inglês), o fenômeno desafia os adolescentes a completar diversas tarefas sinistras, como ficar doente e se automutilar, até chegar à etapa final: tirar a própria vida. O jogo surgiu na Rússia, de onde se espalhou rapidamente, e já foi associado a 130 casos de suicídio em todo o globo. O nome Baleia Azul é referência à uma crença popular que diz que a baleia azul seria capaz de se suicidar ao encalhar de propósito em praias.

Funciona assim: ao todo, o participante precisa completar 50 desafios, sendo um por dia, que são distribuídos por um “mentor” em grupos fechados nas redes sociais. Diariamente, sempre às 4h20, o usuário recebe uma mensagem com o desafio daquele dia. Os objetivos iniciais do jogo são simples, como assistir a um filme de terror sozinho ou desenhar uma baleia numa folha, mas as tarefas ficam mais sérias e perigosas conforme mais atividades forem sendo completadas: desde subir no alto de um telhado ou edifício até tatuar uma baleia no braço com uma faca. O desafio de número 50, o último, é o suicídio.

Por ter se espalhado com rapidez pela internet, autoridades de alguns países estão tomando providências para evitar que novos casos sejam registrados. Na França, Inglaterra e na Romênia, as escolas têm feito alertas às famílias de adolescentes que apareceram com cortes nos braços, queimaduras e outros sinais de mutilação pelo corpo.

No Brasil

Por aqui, pelo menos três estados registraram casos de suicídio que estariam relacionados ao jogo.

  • Em Vila Rica, uma cidade a 1.270 km de Cuiabá, no Mato Grosso, a Polícia Civil investiga o suicídio da estudante Maria de Fátima da Silva Oliveira, de 16 anos. Segundo o delegado André Rigonato, que conduz as investigações, a mãe da adolescente, Antônia Carlos da Silva, de 39 anos, afirma que ela teria apresentado cortes nos braços e coxas há cerca de dois meses, mas que a família não sabia da gravidade da situação. 
  • Em Pará de Minas, em Minas Gerais, a polícia investiga a morte de Gabriel Antônio dos Santos Cabral, de 19 anos, que também participou do desafio da Baleia Azul. O corpo dele foi encontrado pela mulher sobre a cama do casal, onde foram encontradas cinco cartelas vazias de um antidepressivo. A delegacia regional acredita que o rapaz tenha ingerido dezenas desses comprimidos para tirar a própria vida. 
  • Em Goiânia, Goiás, a polícia informou que está investigando o desaparecimento da estudante Amanda Batista Pereira, de 17 anos. Segundo a mãe da adolescente, Geisibel Pereira da Silva, de 34 anos, a menina foi vista pela última vez na quarta-feira (12), quando deixou um bilhete dizendo que se sentia muito pressionada na escola. Uma pesquisa nas redes sociais mostrou que a garota havia criado um novo perfil para participar de um grupo fechado sobre o jogo com outras três amigas. 

Situação é preocupante

Entre especialistas e autoridades, a opinião é unânime: a rápida propagação de jogos como o Baleia Azul pode servir de gatilho para o aumento de casos de suicídio entre jovens, mas que não se pode culpar a brincadeira macabra por algo que tem acontecido há anos no Brasil e no mundo – e que, na maioria das vezes, não tem a devida atenção. 

Segundo o psiquiatra Daniel Martins de Barros, coordenador médico do Núcleo de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica do Instituto de Psiquiatria da USP, o número de suicídios em jovens está aumentando em todo o mundo e ninguém ainda sabe explicar a razão. Em 90% dos casos, a pessoa tinha algum tipo de transtorno mental, principalmente depressão. “Há seis meses, o jogo do momento era o da asfixia. Agora é o da Baleia Azul. Daqui a um tempo terá um novo. Não estou dizendo que o jogo não existe, mas esquece o jogo. A questão aqui é: o que vamos fazer para evitar? Esse é o ponto”, afirma.

Para Barros, casos como esse chamam a atenção para a necessidade urgente de os pais saberem identificar os sinais e buscar ajuda. “Temos que quebrar o tabu da depressão. Depressão é uma doença, como catapora, como pneumonia. Ao perceberem sinais de mudança de comportamento nos filhos, busquem ajuda e evitem o sofrimento. A depressão é tratável e curável”, disse.

Jane Patrícia Haddad, psicopedagoga e mestre em educação, afirma que o jogo alerta sobre a necessidade dos adolescentes de se fazerem ouvir e se tornarem visíveis. “Percebo que as crianças e jovens estão sem rumo, já que notaram que seus modelos de adultos também estão inseguros. (…) O prazer jamais será completo, a vida para seguir deve ser incompleta, insatisfatória. Precisamos assumir que estamos prometendo às novas gerações um mundo completo e de satisfação. Isso não existe”, explicou.

Alertar e ajudar

Falar sobre suicídio exige um cuidado especial, pois o assunto é muito sério, ainda mais porque quase não existe campanhas veiculadas na mídia – e as que já existem não são divulgadas com frequência. Uma discussão saudável sobre o tema é fundamental para informar o público e evitar mais mortes.

Aqui no Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) presta um serviço de apoio emocional e prevenção ao suicídio. A entidade atende gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam coversar, seja por telefone, e-mail, chat, carta ou Skype. O atendimento pode ser feito a qualquer momeno, 24 horas por dia, sete dias por semana. O número do CVV é 141. O site é cvv.org.br.

Fonte: Canaltech

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7 Razões Para Os Casais Não Usarem a Pornografia

O site clickfamilia.org.br perguntou para os internautas: “O que você acha sobre um casal cristão assistir filmes pornográficos como parte da preparação para o ato sexual?”. Daqueles que responderam à pergunta, 64,8% opinaram como sendo uma prática pecaminosa. 5,4% afirmaram que não consideravam pecado a prática de ver filmes pornográficos como parte das preliminares para a relação sexual. Por outro lado, 29,8% foram de opinião que se os dois concordassem não haveria nenhum problema.

Embora uma pesquisa feita pela internet tenha a possibilidade de conter várias falhas do ponto de vista estatístico, os resultados são preocupantes. 35,2% dos internautas, de alguma forma, estão deixando sérias brechas para tornarem seus casamentos num caos.

Por que acreditamos na possibilidade de se instalar o caos num casamento complacente com a pornografia?

1. Primeira

A primeira delas é que a pornografia é uma prática imoral, seja como parte da vivência de um dos cônjuges ou do próprio casal. O apóstolo Paulo, em sua carta, escrevendo aos cristãos na cidade de Corinto orientou a todos os crentes daquela igreja primitiva que fugissem da imoralidade (1 Co 6.18).

2. Segunda

A segunda razão pelas quais um casal não deve se utilizar da pornografia para aquecer a relação sexual deve se ao fato, como afirma o psicólogo Paulo Roberto Ceccarelli, que a pornografia é o erotismo esvaziado de afeto.

Naquelas cenas não há afeto entre as pessoas. Ali estão pessoas despidas de qualquer sentimento de ternura, amor e intimidade. Deus criou a sexualidade para que homem e mulher entregassem seus corpos como demonstração do amor conjugal (1 Co. 7.3,4).

3. Terceira

A terceira razão para os casais não usarem a pornografia como estimulo da vida sexual é que, durante o ato de ver as cenas obscenas, o adultério se torna uma realidade no coração dos cônjuges. Jesus disse que pelo simples fato de deseja ter uma relação sexual com uma outra pessoa que não fosse seu cônjuge estaria cometendo o adultério (Mt 5.27-30).

4. Quarta

A quarta razão para afirmarmos que a pornografia é prejudicial à pessoa e ao casamento é que cria uma dependência psíquica difícil de se libertar. Cada vez mais temos ouvido depoimentos de homens e mulheres que estão escravizados à pornografia. Ela tem sido chamada o crack da internet, tal é o seu poder de tornar uma pessoa dependente, viciada nela.

5. Quinta

A quinta razão: A pornografia defrauda o próximo. Defraudar é invadir o limites sexuais do outro. Isso é condenado pela Bíblia (1Ts. 4.3-8).

6. Sexta

A sexta razão: Fere a sensibilidade e agride a mulher. Sexo para a mulher está mais ligado a demonstrações de afeto por parte do marido, do que imagens visuais. Para o homem a visão desperta com mais intensidade sua libido, mas para a mulher é diferente. A maioria das esposas pode tolerar, mas as cenas pornográficas agridem sua sensibilidade e a sua formação psicológica no que tange à sexualidade.

7. Sétima

A sétima razão que não aconselhamos os casais usarem o recurso da pornografia está no fato de que a mesma não apresenta um sexo romântico e leva os casais a não experimentar a beleza das descobertas que poderiam ser experimentadas ao longo da convivência conjugal.

Poderíamos alistar mais razões mas fiquemos com as citadas acima. 

Fonte: Ministério Oikos

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Importa o que os outros pensam de mim?

O medo do homem e o julgamento

O medo do homem quase sempre termina com o julgamento sobre os outros, porque nós começamos a supor que conhecemos as motivações, pensamentos, caráter e intenções da outra pessoa. Alguém esquece de responder um e-mail, então você presume que não é uma prioridade e que a pessoa é egoísta. Acontece que ela estava de férias. Você passa por alguém no corredor, e a pessoa não acena, então você deduz que ela não gosta de você ou é mal-educada. Acontece que a pessoa não a viu. Você convida alguém para fazer alguma coisa, e ela gentilmente recusa, então você presume que ela está decepcionada com você. Ocorre que ela apenas não quer participar ou está doente ou ocupada. Não importa, na verdade, o que a outra pessoa pensa ou faz, porém a nossa obsessão com a preocupação relacionada ao que as outras pessoas pensam sobre nós nos leva a julgar de maneira pecaminosa.

O medo do homem e o autoesquecimento

Os falsos pensamentos que nos levam a julgar os outros são uma forma de orgulho capaz de ser remediado somente pelo que Tim Keller chama de “a humildade que brota do evangelho”. Conforme ele explica em seu valioso livro Ego Transformado :

A humildade do evangelho mata a necessidade que tenho de pensar em mim. Não preciso mais ligar as coisas à minha pessoa. Essa humildade dá fim a pensamentos como: “Estou nesta sala com essas pessoas. Isso faz com que eu seja bem visto por elas? Estar aqui me faz bem?”. A humildade baseada no evangelho significa que não relaciono mais cada experiência e cada conversa à minha pessoa. Na verdade, deixo de pensar em mim mesmo. É a liberdade que vem do autoesquecimento. É o descanso bendito que somente o autoesquecimento nos oferece. [Timothy Keller, Ego Transformado: A humildade que brota do evangelho e traz a verdadeira alegria (São Paulo: Vida Nova, 2014), 34].

A preocupação com o que os outros pensam é orgulho. Talvez, você anseie ser respeitada. Talvez, você odeie a ideia de ser mal-entendida (Ah! Como penso nisso!). Seja o que for, trata-se de orgulho, e nós sabemos que Deus se opõe aos soberbos (Tg 4.6).

Todo cristão verdadeiro almeja a humildade que brota do evangelho. Nenhuma de nós deseja permanecer onde está – queremos ser transformadas à semelhança de Cristo. Os cristãos não desejam desobedecer a Deus e entristecer o Espírito Santo. Além disso, não é divertido ser consumida por aquilo que você acha que a outra pessoa pensa. Keller compartilha o segredo para o doce esquecimento que encontramos no evangelho:

Você já notou que é somente no evangelho de Jesus Cristo que o veredito é dado antes de desempenharmos nossas ações? [… ] No cristianismo, o veredito leva ao desempenho. Não é o desempenho que leva ao veredito. No cristianismo, no momento em que cremos, Deus afirma: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Vejamos também Romanos 8.1 que diz: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. No cristianismo, assim que cremos, Deus nos imputa as ações perfeitas de Cristo, seu desempenho, como se fossem nossas e nos adota como filhos. Ou seja, Deus pode nos dizer exatamente o que disse a Cristo: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo” [Estou retratando Keller, Ego Trasnformado: A humildade que brota do evangelho e traz a verdadeira alegria (São Paulo: Vida Nova, 2014), 42].

O veredito do “muito bem” está dado, e, como resultado, você e eu damos início à corrida da fé, despojando-nos do julgamento e do medo do homem. Mesmo, lamentavelmente, fracassando no futuro, esforçamo-nos ainda assim. Afinal, o “muito bem” de Deus motiva e inspira uma vida consagrada para a sua glória.

Eu gostaria de poder dizer que a luta contra o medo do homem e contra a tentação de julgar as outras pessoas é fácil, mas não é. No entanto, podemos estar certas de que Deus realmente completará a boa obra que começou em nós (Fp 1.6). Trata-se de uma caminhada de fé, uma corrida em direção à linha de chegada, a qual nos fará passar da luta contra o pecado e contra a tentação para a glória. Um dia, nós estaremos com o nosso Salvador, adorando a ele por toda a eternidade. Nunca mais adoraremos o ídolo do homem. 

Por Trillia J. Newbell é diretora de alcance comunitário da Comissão de Liberdade Ética e Religiosa (ERLC) da Convenção Batista do Sul, EUA, conferencista e autor de Fear and Faith and United. / Fonte: Voltemos ao Evangelho

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Por que a pornografia mata o sexo

A matéria de capa da revista TIME de 31 de março de 2016 fala sobre uma nova iniciativa contra a pornografia na internet. Esses ativistas antipornografia, no entanto, não são os moralistas caricatos que mordem os lábios de raiva quando falam desse assunto. Ao contrário, são jovens que afirmam que a pornografia compromete o desempenho sexual na vida deles.

A capa chamou a minha atenção porque tenho visto uma situação similar apresentar-se muitas vezes com casais que procuram aconselhamento pastoral comigo. Em uma versão típica de tal cenário, um jovem casal busca ajuda porque pararam de ter relação sexual. Neste cenário típico, o marido é alguém que não consegue manter o interesse no sexo. Quando se faz as perguntas certas, descobre-se que ele está profundamente mergulhado na pornografia desde a adolescência. Não é que ele não possa, nessas situações, alcançar a mecânica do sexo para executá-lo. É que ele constata que a intimidade com uma mulher da vida real deve ser, na palavra que emerge repetidamente, “estranha”. Muitos desses homens só conseguem fazer sexo com suas esposas repetindo as cenas de pornografia em suas mentes enquanto o fazem.

O que está acontecendo aqui, então? Por que parece que a pornografia, em última instância, mata a intimidade sexual? Há muitas explicações psicológicas, para ser exato. A pornografia dessensibiliza a pessoa para o estímulo sexual, alimenta a busca por inovações intermináveis e cria um roteiro de expectativas que não atendem – e não podem atender – à dinâmica real do relacionamento pessoal. Mas penso que há algo mais acontecendo aqui.

A fim de entender o poder da pornografia, precisamos perguntar por que Jesus nos advertiu que a luxúria é errado. Não é porque o sexo é um assunto embaraçoso para Deus (vide Cantares de Salomão). Deus concebeu a sexualidade humana não para isolar, e sim para ligar. A sexualidade foi feita para unir esposa e marido e, satisfeitas as condições, resultar em novidade de vida, conectando, assim, gerações. A pornografia rompe essa conexão, convertendo o que foi feito para o amor íntimo e encarnacional em solidão masturbatória. A pornografia oferece uma emoção psíquica e uma liberação biológica tencionada para a comunhão no contexto da liberdade a partir da conexão com o outro. Ela não pode manter essa promessa.

Quando a pornografia adentra no casamento, o resultado é vergonha. Não estou me referindo ao sentimento de vergonha (embora isso possa fazer parte dela). Refiro-me a algo que está, no nível mais íntimo, oculto. Há algo dentro de nós que sabe que a sexualidade é para outra coisa que não a manipulação de imagens e partes do corpo.

A pornografia mata a sexualidade porque ela não é apenas sobre sexo e porque o próprio sexo não é apenas sobre sexo.

Na antiga cidade de Corinto, o aviso foi dado acerca das prostitutas nos templos pagãos da cidade. Elas eram pagas para a atividade sexual sem compromisso; eram parte de um sistema cúltico que atribuía quase todos os poderes místicos ao orgasmo. Em quê isso difere da indústria pornográfica de hoje? O apóstolo Paulo advertiu que as implicações de cometer imoralidade com essas prostitutas não eram apenas uma questão de consequências relacionais ruins ou um mau testemunho de Cristo mundo afora (embora estas questões também fossem verdade). Quem se juntava a uma prostituta participava de uma realidade espiritual intangível, ao unir Cristo à prostituta, ao tornar-se um com ela (1Co 6.15-19). Uma vez que o corpo é o templo do Espírito Santo, a imoralidade sexual não é apenas uma “safadeza” – é um ato de profanação do templo, de trazer um culto profano para dentro de um lugar santo do santuário (1Co 6.19).

A pornografia não é apenas imoralidade – é ocultismo.

É por isso que a pornografia possui uma atração tão forte. Ela não é uma questão meramente biológica (embora isso seja importante). Se existem, como a Bíblia ensina, espíritos maus vivos no cosmos, então a tentação envolve mais coisas do que simplesmente estar no lugar errado na hora errada. O cristão professo, não importa quão insignificante ele ou ela se sinta, é um alvo de interesse. A imoralidade sexual parece apresentar-se aleatoriamente quando, de fato, como com o jovem de Provérbios, é parte de uma expedição de caça cuidadosamente orquestrada (Pv 7.22-23).

A vergonha que surge na consciência como resultado de um episódio pornográfico – ainda mais uma vida inteira de tais práticas – só pode levar à quebra da intimidade na união em uma só carne do casamento. Desde o início da história humana, a vergonha perante Deus conduz à vergonha de um para com o outro (Gn 3.7-12). A nudez (intimidade), concebida para parecer natural, agora parece dolorosa e vulnerável – ou, como muitos homens têm colocado, “estranha”.

Se isso descreve você, dificilmente você está sozinho. O casamento é sempre difícil, sempre uma questão de guerra espiritual (1Co 7.5). A fim de lutar, a pessoa deve, primeiro, tratar a vergonha – o que significa arrepender-se do desejo de manter tudo escondido. Procure um presbítero confiável em sua igreja, e busque ajuda.

Os jovens que procuram insurgir-se contra a pornografia com a qual cresceram devem ser elogiados. Mas a pornografia é uma isca poderosa demais para ser combatida apenas pela força de vontade ou pelos movimentos sociais por si sós. Precisamos levar as cargas um do outro, por meio do vigor do Espírito Santo dentro do novo templo da igreja. Isso começa com ser honesto acerca do que a pornografia é – e o que ela faz.

Por: Russell Moore. © 2016 Copyright • Ethics and Religious Liberty Commission of the Southern Baptist Convention. Original: Why Porn Kills Sex. Tradução:Leonardo Galdino. Revisão: Vinicius Musselman. © 2016 Voltemos ao Evangelho. Todos os direitos reservados. Website: voltemosaoevangelho.com
 
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Aborto: um remédio ineficaz para a angústia humana

Esta semana tivemos no noticiário que a primeira turma do STF descriminalizou a prática do aborto nos três primeiros meses de gestação. Então, a mulher que entender que não deve ter o bebê que foi gerado, até a semana 12, pode então procurar uma clínica abortista e realizar o assassinato, digo, o aborto do feto.

Alguém irá se ofender com o meu “equívoco programado” de confundir as expressões “assassinato” e “aborto”, e talvez se motivará a sugerir novas expressões eufemistas do tipo “esvaziar o útero” ou “encerrar a gravidez”, mas, sinceramente, não vai colar comigo. O que estamos tratando aqui é algo clarividente: a remoção unilateral da vida humana de dentro de um ventre materno.

Eu quero nas próximas palavras tratar da questão humana da gestante, que é o grande aio argumentativo pró-abortista, e que não pode ser subsumida da problemática. A mulher nem sempre engravida sob circunstâncias dignas, naturais.

A mulher, nesta era que coisifica gentes e personifica coisas, é sim objetificada e muitas vezes vítima de assédios que redundam em abusos ou estupros. A mulher, nesta sociedade absurdamente adoecida na sexualidade, é uma grande (se não a maior) vítima da degeneração moral e ética do ser humano, e diariamente corre riscos de lidar com a angústia de uma gravidez jamais sonhada, nunca idealizada.

Temos um desafio pastoral sobre muitas mulheres que, diante da angústia do bebê não sonhado no seu ventre, se situam entre a cruz e a espada do aborto ou da gestação completa da criança que, independentemente do que a sua genitora viveu ou não, culpa alguma tem de estar ali.

Mas, se ignorarmos a alma da mãe que sofre – que lida silenciosa e de um modo agoniante com a dor e o sentimento de estar vazia e só, mesmo estando preenchida por outro ser humano que, a despeito de não poder falar, não a deixa sozinha nem por um instante dessas até 36 semanas – incorreremos no grave erro de, pela nossa indiferença, matarmos a esperança da pessoa violentada e duramente oprimida.

A causa do que sofre é uma causa do Reino de Deus e nós nos importamos, pastoreamos, cuidamos e aconselhamos as mulheres que engravidam por razões da violência e truculência do homem desumanizado, desconstruído de sua originalidade por causa do pecado.

Mas, o grande ponto convergente se dá no outro sujeito da questão que também sofre (e muito), que também é humano, e que também clama pelo direito à vida tanto quanto a mulher: o bebê.

Como se dá o processo de um aborto até 12 semanas? A técnica a ser utilizada neste caso é a de sucção a vácuo. Um aspirador até vinte vezes mais potente que um aspirador de pó, efetua o esquartejamento do feto, arrancando-lhe os membros pela força da sucção, que o mata e “limpa” os restos mortais de uma vez. É este o processo que o STF está considerando “prática lícita” na sociedade. A criança de até três meses de vida, na atual conjuntura da coisa jurídica, pode ser morta pela aspiração hostil que a removerá por completo do ventre materno.

Sendo que todos nós sabemos que este é primeiro “avanço” na abordagem da questão pelo nosso sistema político e judiciário.

Então, muito em breve poderemos ter a notícia de que o feto com até 19 semanas pode também ser abortado (até que cheguemos ao feto com até 36 e depois alcancemos a criança no seu pós-parto, pois há uma questão mais profunda em voga na discussão – a questão do instinto humano de esmagar quem quer que nos atrapalhe). E com até 19 semanas, o método é o seguinte [bem mais complexo]: A criança é desmembrada no útero, com uma espécie de alicate que vai cortando membro por membro até que, enfim, é realizado o esmagamento do crânio e a raspagem que remove o que resta.

Acima de 20 semanas, o método é mais bizarro. Melhor não descrevê-lo.

Nem toda pessoa está apta a assistir um processo de aborto, ainda que seja num feto de até 12 semanas. Não há também como não reconhecer que trata-se de matar uma vida humana, e usurpá-la o direito de adentrar à existência e ter uma história que pudesse impactar a sua geração.

Moisés, o líder do Êxodo hebraico, foi gerado mesmo quando havia um decreto faraônico sobre a nação de que todo bebê hebreu macho sofreria um “aborto” se nascesse, ou seja, se o seu processo gestativo fosse completado. Imagina se a sua mãe Joquebede, aos seus três meses de vida, decidisse abortá-lo? Como seria a história da civilização humana? Não seria a mesma, certamente. E Jesus Cristo? Maria também não podia gerá-lo, de acordo com a cultura de sua época, pois engravidou milagrosamente, estando ela virgem. Já pensou se a Maria decidisse pelo aborto do Salvador?

Essas mães romperam com a angústia e geraram os seus filhos. No caso de Maria, jamais se passaria por sua mente ser mãe naquele momento. Deus, no Éden, utilizou a gestação como um instrumento redentivo sobre a humanidade (Gênesis 3:15).

A gravidez é sagrada na cultura do Reino e a mulher é o símbolo da manutenção da vida, bem como a sua multiplicação e perpetuação. A mulher tem um valor incomensurável para Deus, e a criança no seu ventre é digna do Reino dos céus. Temos de considerar estas coisas ao tratarmos do assunto, de modo que não dá para ignorá-lo na nossa cosmovisão.

Sobre o aborto, não tem escolha: ou você será progressista no sentido de tentar empoderar a mulher e dar-lhe a liberdade plena e soberania sobre o próprio corpo, ou você será conservador e buscará a preservação da criança unido ao cuidado pastoral à mulher que deseja o seu aborto, a fim de que ambos tenham o direito à vida garantido. 

Por  Maycson Rodrigues – é estudante de Teologia Reformada e estuda Filosofia na UFRJ. É compositor, escritor e músico e trabalha no ministério paraeclesiástico e missionário chamado Entre Jovens. Fonte: Gospel Prime

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A solidão em meio a multidão

O mundo tem mais de sete bilhões de habitantes. Os grandes centros urbanos são verdadeiros formigueiros humanos.

Mesmo, porém, no meio dessa multidão, as pessoas andam atormentadas pela solidão. Lotam os metrôs, se entulham nos ônibus, enfrentam ruas e avenidas congestionadas, filas enormes nos bancos, mas vivem sozinhas. Até mesmo subindo e descendo os elevadores, não entabulam sequer um simples diálogo com os vizinhos.

As pessoas mergulham nas redes sociais e se aproximam daqueles que estão longe, mas perdem a conexão com as pessoas que estão perto. Abrimos os canais da comunicação virtual, mas fechamos as portas da comunicação real.

O resultado disso, é uma avassaladora solidão. Precisamos nos lembrar que gente precisa de Deus, mas gente também precisa de gente. É hora de sair da caverna da solidão para o banquete da comunhão! 

FONTE: GUIAME, Por HERNANDES DIAS LOPES

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Dez mandamentos do namoro

Namoro é uma fase muito bonita. É definida como o ato de galantear, cortejar, procurar inspirar amor a alguém. O namoro cristão, tenha a idade que tiver, deve ser uma convivência afetiva preliminar que amadurece e prepara o casal para o compromisso mais profundo. O contrário disso, longe dos princípios de Deus, pode resultar em uma experiência nociva e traumática. Observe alguns princípios que ajudam a manter o seu namoro dentro do ponto de vista de Deus.

1. Não namore por lazer: namoro não é passatempo e o cristão consciente deve encarar o namoro como uma etapa importante e básica para um relacionamento duradouro e feliz. Casamentos sólidos decorrem de namoros bem ajustados.

2. Não se prenda em um jugo desigual (II Co 6:14-18): iniciar um namoro com alguém que não tem temor a Deus e não é uma nova criatura pode resultar em um casamento equivocado. E atenção: mesmo pessoas que freqüentam igrejas evangélicas podem não ser verdadeiros convertidos ou não levarem o relacionamento com Deus a sério.

3. Imponha limites no relacionamento: o namoro moderno, segundo o ponto de vista dos incrédulos, está deformado e nele intimidade sexual ou práticas que levam a uma intimidade cada vez maior são normais, mas o namoro do cristão não deve ser assim, o que nos leva ao próximo mandamento.

4. Diga não ao sexo: Deus criou o sexo para ser praticado entre duas pessoas que se amam e têm entre si um compromisso permanente. É uma bênção para ser desfrutada plenamente dentro do casamento; fora dele é impureza.

5. Promova o diálogo e a comunicação: conversar é essencial, estabeleça uma comunicação constante, franca e direta e não evite conversar sobre qualquer assunto.

6. Cultive o romantismo: a convivência a dois deve ser marcada por gentileza, cordialidade e romantismo. Isso não é cafona, nem é coisa do passado e traz brilho ao relacionamento.

7. Mantenha a dignidade e o respeito: o namoro equilibrado tem um tratamento recíproco de dignidade, respeito e valorização. O respeito é imprescindível para um compromisso respeitoso e duradouro. Desrespeito é falta de amor.

8. Pratique a fidelidade: infidelidade no namoro leva à infidelidade no casamento. Fidelidade é elemento imprescindível em qualquer tipo de relacionamento coerente à vontade de Deus, que abomina a leviandade.

9. Assuma publicamente seu relacionamento: uma pessoa madura e coerente com a vontade de Deus não precisa e nem deve lutar contra seus sentimentos ou escondê-los.

10. Forme um triângulo amoroso: namoro realmente cristão só é bom a três: o casal e Deus. Ele deve ser o centro e o objetivo do namoro.

Deixe Deus orientar e consolidar seu namoro, viva integralmente as bênçãos que Deus tem para você através do namoro e seja feliz! 

FONTE: GUIAME, Por JOSUÉ GONÇALVES

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Onde mora a felicidade?

Encontrar felicidade é uma coisa, continuar feliz exige sacrifício, trabalho e tenacidade. A verdadeira felicidade não depende de circunstâncias, nem é fruto do acaso.

Ninguém tem o poder de fabricar felicidade, mas todos podem conectar-se Àquele que a produz. No entanto, ainda que Deus lhe encha de felicidade, é preciso manter e cuidar dela para que a felicidade não desapareça ou morra.

Grande parte da vida é apenas rotina. Se não tomar cuidado, pode viver atolado em monotonia e mesmice. Limpar, lavar, passar, cozinhar, cuidar de filhos, participar de reuniões, idas e vindas, trânsito podem trazer cansaço e destruir o ânimo.

A paixão dos primeiros dias de casado ou o ardor da conversação podem ficar abafados debaixo dos entulhos que a correria moderna impõe a todos.

Só existe felicidade onde todos participam. Onde há tempo para diálogo e alegria; onde há o cultivo da esperança, da fé verdadeira e vontade e expectativa de mudanças.

Numa família onde a vitória é celebrada e o fracasso é perdoado. Onde há lugar para diferenças; onde encontrar Deus faz parte da vida diária; onde a busca por ser feliz não é egoísta; onde o bem de todos está acima do interesse de um só. 

FONTE: GUIAME, Por SILMAR COELHO

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A importância do trabalho voluntário para a sociedade

E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras (Hebreus 10:24). 

Devemos considerar que ajudar ao próximo é algo bom e necessário. Estamos vivendo em uma sociedade discrepante no que tange a situação econômica, uns tem muito e muitos tem quase nada. Dentro desse quadro de faltas, surge a ideia do trabalho voluntário, onde eu que tenho um pouquinho mais dou aquele que tem um pouquinho menos, faço a diferença e ajudo a diminuir as dificuldades sociais.

Os voluntários não doam somente o seu tempo e sua generosidade, mas respondem a um impulso humano fundamental: a vontade de colaborar, de ajudar, de dividir alegrias, aliviar sofrimentos e de melhorar a qualidade da vida em comum. Solidariedade, responsabilidade e compaixão são sentimentos essencialmente humanos e virtudes cívicas.

Ao nos preocuparmos com a vida dos outros, ao nos empenharmos por causas de interesse social e comunitário, estamos estabelecendo laços de solidariedade e confiança recíproca que nos protegem em tempos difíceis, tornam a sociedade mais integrada. 

O trabalho voluntário nada mais é do que a prestação de serviço sem a intenção de lucro, ou seja, uma pessoa que se propõe a trabalhar em uma causa sem receber nenhuma remuneração em troca, mas quando falamos em não receber nenhuma remuneração, falamos em não receber dinheiro em espécie, pois o pagamento do trabalho voluntário é maior que qualquer salário, quem hoje se dispõe a ajudar os mais necessitados contribui com seu currículo já que, aumenta pontos com as empresas nos dias atuais quem tem esse item no seu histórico, além de contribuir para tornar a sociedade mais justa e humana. No final de tudo, quem mais ganha com o trabalho de voluntariado é o próprio voluntário, pois faz amigos, acumula experiências, diverte-se, auxilia e segue a máxima cristã de ajudar ao próximo! 

Por Milena Maia – Psicóloga Clínica / Fonte: Amambai Notícias / Projeto AMIGOS

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A geração que manda nudes

Está na moda entre os jovens e adolescentes de hoje “mandar nudes”. “Nude” nada mais é que uma foto íntima (nua) que a própria pessoa tira e compartilha com os seus contatos, especialmente no snapchat. De acordo com a ONG Safernet Brasil, especializada em crimes e violações dos direitos humanos na internet, centenas de pessoas em todo o Brasil estão sofrendo por causa dos “nudes” enviados de forma irresponsável para “amigos”. O caso mais chocante foi de Júlia Rebeca que suicidou-se no Piauí devido aos vazamento de seus vídeos íntimos nas redes sociais. No estudo levantado pela ONG, quase 80% dos nudes da internet são de mulheres, e apenas 20% de homens e a faixa etária que mais manda “nudes” é de 13-15 anos.

Por que devemos nos preocupar com isso? O “Nude” é a ponta do iceberg de toda uma cultura de desvalorização da imagem própria ancorada no selfie, instantâneo e sensualismo. Ao mesmo tempo é um grito de socorro solitário e angustiante desta geração por aceitação. Adolescentes e jovens têm caído nessa armadilha, pelo menos, por causa de três fatores:

1. A nossa geração é apaixonada por si mesma, é narcisista e essa tem como hábito o “selfie”. É muito comum ver casais em um restaurante que ao invés de olharem um para o outro, estão olhando para as telas de seus celulares;

2. A nossa geração ama tudo o que é descartável e instantâneo, isto é, aquilo que não dura. Essa é a razão do sucesso do aplicativo snapchat, as fotos e vídeos somem rapidamente e ficam na lembrança apenas de quem viu por alguns segundos;

3. A nossa geração valoriza tudo o que é sexy. E, na maioria dos casos, as principais vítimas são as mulheres, pois algumas pensam que só serão aceitas, vistas e admiradas à medida que mostrarem suas curvas nas redes sociais. Em outras palavras, o problema não é só o “nude”, mas todo o cenário no qual ele está envolvido.

Numa perspectiva cristã, postar uma foto sensual — seja homem ou mulher — nas redes não é só uma questão imprópria, feia e imoral, também é um sintoma de um problema mais profundo. Existem muitos adolescentes e jovens que mandam nudes só para receberem mais curtidas nos seus perfis virtuais, a nova geração se sente triste quando não é aceita pelos demais. E, infelizmente, quem se expõe obscenamente está denunciando o vazio e tristeza de seu próprio coração, ou postando: “Eu faço tudo para ser aceito(a)”, “Veja, eu sou bonito(a)”, “Viu, me de valor agora”, “Percebeu, eu existo, note-me”, “Não consigo mais viver sem ser percebido(a)”.

Como resolver o problema? Em primeiro lugar, precisamos mostrar aos nossos adolescentes e jovens que o fato de uma pessoa ser famosa ou seguida no instagram e snapchat, receber muitas curtidas, ser bonita, não a tornará feliz e verdadeiramente aceita. Ser alegre não é ter um perfil que “bomba” nas redes sociais, mas participar de uma rede de total aceitação e relacionamento com Deus. Feliz não é quem recebe muitos “likes”, mas quem realmente agrada e se sente satisfeito com Jesus. Quem é contente dentro de si mesmo não vê necessidade de se expor o tempo todo, muito menos obscenamente. De fato, quem se valoriza não manda nudes.

Em 1 Coríntios 6.12-20 aprendemos pelo menos quatro coisas em relação a forma como lidamos com o nosso corpo: 1. O nosso corpo não é nosso! Nós somos de Jesus, pois ele nos comprou na cruz morrendo em nosso lugar; 2. O nosso corpo — que não é nosso — é habitado pelo Espírito Santo. Deus está dentro de nós, precisamos elevar o nosso valor por isso; 3. Para vencer a tentação sexual não devemos lutar, mas fugir! Não se luta contra hormônios, tente vencer a imoralidade, fuja; 4. Temos uma missão: glorificar a Deus com o nosso corpo. A minha oração é que a nossa geração redescubra o seu valor enquanto criaturas de Deus e passe a lidar com o corpo com mais honra e dignidade. 

FONTE: GUIAME, Por JEAN FRANCESCO

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Como vencer a tentação do adultério?

1- Cuidado com o excesso de autoconfiança.
Nunca diga: “Comigo isso nunca vai acontecer”. A autoconfiança foi a causa do fracasso de Pedro diante da tentação de negar a Jesus (Mt 26.33,34).Consciente de que ninguém está livre dessa possibilidade, devemos orar sempre: “Senhor, nunca deixe faltar temor em nosso coração e ensina-nos a viver com sabedoria e prudência”.

2- Nunca brinque na “Zona de Perigo”.
A queda de Sansão é a história de um homem que brincou de flertar com o pecado (Jz 16.1-31). Jesus disse aos seus discípulos: “…a carne é fraca” (Mt 26.41). Todas as pessoas que cederam à tentação e praticaram o adultério cometeram o mesmo erro de Sansão, ou seja, brincaram onde e com quem não deviam brincar. Se a “carne” é fraca, todo cuidado é pouco.

3- Sempre preste conta ao cônjuge.
A Bíblia diz: “Confessai as vossas culpas uns aos outros; e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5.16). É necessário que o(angel) companheiro(angel) saiba o que está acontecendo na vida do outro. Uma vida não supervisionada não é vivida com responsabilidade. Todos nós precisamos viver conscientes de que temos que responder a alguém sobre os nossos atos.

4- Peça ajuda quando perceber algum sinal de perigo rodeando.
O casal precisa construir uma relação com base na verdade (Pv 10.9) para que quando vier a tentação um tenha confiança no outro para abrir o coração, buscando ajuda. Há situações na vida em é impossível vencer sozinho. Quando o cônjuge procura ser um agente de cura para o companheiro, o resultado final é a vitória sobre a tentação de pecar.

5- Cultive o seu casamento como se faz com um jardim.
Não se pode negligenciar o casamento e esperar que ele por si só floresça e frutifique. Invista no seu relacionamento conjugal, dê a atenção necessária. Jamais descuide das barreiras de proteção que devem estar em torno do seu casamento.

Não confie no cônjuge ao ponto de achar que ele(angel) está imune ao pecado do adultério. A sua confiança no cônjuge deve ser inteligente, equilibrada e sensata. Confiar não significa ver o outro como um “anjo incapaz de pecar” só porque ele(angel) é uma pessoa seriamente comprometida com Deus. Por mais que o seu cônjuge seja sério e espiritual, ajude-o(angel) a não pecar.

6- Selecione sua amizades
Já aconselhei casais que caíram em pecado porque não foram criteriosos em relação a quem deveriam receber como “amigos” dentro de casa ou até mesmo porque não foram cuidadosos com quem eles se relacionavam. Quem ama não tem ciúmes doentios, mas sabe cuidar, protegendo muito bem a pessoa amada. A esposa deve ajudar o marido a enxergar o que muitas vezes ele não percebe e que, no futuro, pode se tornar um grande problema. E o marido deve fazer o mesmo.

7- Ao perceber qualquer comportamento estranho do cônjuge, não tenha medo de confrontá-lo.
A verdade não tem medo da luz. Pessoas responsáveis respondem perguntas difíceis sobre os seus atos. A confrontação quase sempre provoca tensão, mas é o melhor caminho para livrar o outro de um tropeço moral, que via de regra torna-se fatal no relacionamento. Quantos casamentos teriam sido salvos se o cônjuge tivesse confrontado o outro na busca de livrá-lo do pior!? Infelizmente, na maioria das vezes em que ocorre um adultério, só depois que tudo vem à tona é que o cônjuge diz: “Bem que eu notei, vi, percebi, desconfiei… Mas não tive coragem de perguntar, de ir atrás, de buscar a verdade.” Lembre-se: É sempre mais fácil vencer a tentação quando o processo está no início.

8- Cuidado com a internet.
De todos os avanços tecnológicos, a internet é uma das mais impressionantes invenções do homem. A internet foi um fator determinante para a globalização, pois tudo passa por essa rede virtual fantástica. Porém, quando esse meio de comunicação é usado para o mal, o prejuízo é tão grande ou maior quanto os benefícios que ela proporciona.

O número de crianças, adolescentes, jovens e casais que estão se perdendo a partir do facebook, das salas de bate-papo, dos recados através de msn´s e de outras janelas virtuais é assustador. Quando se trata de internet, é preciso tomar muito cuidado para não usar de forma errada esse instrumento tão poderoso. O melhor lugar para se ter um computador em casa é na sala ou em uma espaço onde o marido supervisiona a esposa e vice-versa.

Conheci um homem casado que, não conseguindo vencer a tentação de visitar páginas impróprias na internet, decidiu falar sobre isso com a sua esposa. Os dois acabaram tomando uma atitude radical: sempre que ele precisasse, ela iria acessar a internet junto com ele, pois assim a esposa, que não tinha esse problema, poderia ajudá-lo a vencer a tentação de conviver com aquilo que poderia destruir o casamento deles. A Bíblia diz que é melhor serem dois do que um, e o cordão de três dobras não se quebra com facilidade (Ec 4). Foi por isso que Jesus disse, vigiai e orai… 

FONTE: GUIAME, Por JOSUÉ GONÇALVES

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Qual é o retrato, sem truques e sem retoques, do Brasil de hoje?

Elaborar um retrato definitivo e completo do Brasil atual é uma missão complexa. Não me proponho a isso, mas convido você a se despir das paixões ideológicas, do otimismo utópico ou do pessimismo exacerbado para tentar enxergar o país como ele é de fato, com realismo e racionalidade, sem paixões nem ressentimentos.

O Brasil, como bem sabemos, é uma terra livre de grandes desastres naturais, como maremotos, tsunamis, terremotos, vulcões ativos, tufões, furacões e tornados. Sobram-nos, porém, catástrofes sociais, com altíssimo poder de destruição. Ao contrário das intempéries, esses desastres sociais não vêm dos ares nem emergem do chão. Não são obras do acaso, castigos de Deus ou fenômenos da natureza; são fruto de nossa omissão e de escolhas equivocadas, individualmente, como cidadãos, e coletivamente, como nação.

Violência, impunidade, injustiça, individualismo, ignorância, corrupção endêmica, moral ambígua, comodismo crônico… O Brasil não sofre de um único mal, mas de múltiplas mazelas que inviabilizam o presente e comprometem o futuro da nação. […] Entre tantas más notícias, a boa-nova é que o Brasil tem cura. E você é parte dela.

Por Rachel Sheherazade em O Brasil tem cura | Fonte: Mundo Cristão

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O que sua selfie diz sobre você?

Milhões de selfies surgem a cada minuto, filtradas pelos efeitos mágicos do Instagram e do Snapchat. Além de expor nossos momentos, as fotos nas redes sociais podem revelar muito sobre quem nós somos.

Usar o Snapchat, Instagram, Facebook ou Twitter para se conectar com o mundo e outras pessoas não é ruim. A questão está no “por quê publicar?”. A resposta para essa pergunta pode revelar muito sobre quem somos e ajudar a nos compreender melhor.

A selfie apresenta você para os seus seguidores. Diferentes tipos de selfies transmitem mensagens diferentes. A autoimagem é importante para nós. Nós nos importamos com o que as outras pessoas pensam e, por isso, queremos nos vestir e agir de determinadas maneiras.

Se preocupar com sua a autoimagem nem sempre é ruim, mas se torna um problema quando você vai longe demais. Tirar uma foto de si mesmo não significa que você é um “narcisista”, mas gastar muito do seu tempo numa selfie revela um desejo de apresentar uma versão idealizada de nós mesmos para o mundo.

Mais afirmação, por favor

Se postamos uma foto no Instagram e não recebemos curtidas em alguns minutos, começamos a ficar preocupados. Se a audiência for baixa demais, nós excluímos. Por quê? Isso demonstra como nós procuramos, quase sem querer, a afirmação dos outros.

Surge uma sensação boa quando as pessoas nos reconhecem ou comentam em nosso post. Quando não temos uma resposta, acreditamos que algo está errado com a gente. Então, selecionamos o que postar com cuidado, a fim de manter a nossa autoimagem e, ao mesmo tempo, receber a quantidade máxima de afirmação.

Encontre a fonte de sua selfie

O que seria do mundo se tudo fosse baseado em nossos posts? Todo mundo estaria sempre sorrindo, e sempre fazendo algo que você desejasse fazer também. Mas a vida não é tão simples como nós a apresentamos nas redes sociais.

Nos divertimos vendo o que outras pessoas estão fazendo, por isso queremos mostrar que estamos fazendo coisas interessantes também. Isso acaba nos tornando insatisfeitos.

Nós nunca vamos encontrar descanso e paz se estivermos constantemente à procura de afirmação. Nós precisamos encontrar o nosso significado e afirmação em outro lugar — em Deus.

As selfies e os meios de comunicação social são coisas que passam. Deus é para sempre, e assim é o Seu amor. Podemos ter a certeza de que Deus nos ama mais do que qualquer curtida. Ele nos vê sem filtros e ainda nos chama de amados.

Não deixe que o que você posta nas redes sociais te defina. Não se preocupe com o número de curtidas e comentários que você recebe. Não há problema em querer compartilhar sua vida, mas procure saber quem você é em Cristo. 

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE IGNITE YOUR FAITH

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O caminho sombrio para o suicídio de pastores

De acordo com o Instituto Schaeffer, “70% dos pastores lutam constantemente contra a depressão, 71% se dizem esgotados, 80% acreditam que o ministério pastoral negativamente suas famílias e 70% dizem não ter um amigo próximo”.

A causa mais comum noticiada para o suicídio de pastores e líderes é a depressão, associada a esgotamento físico e emocional, traições ministeriais, baixos salários e isolamento por falta de amigos.

DEPRESSÃO:

Por que pastores se deprimem? Como pode um homem de Deus ficar tão abatido assim?

– A Bíblia menciona homens e mulheres fiéis que ficaram neste estado e que desejaram morrer — entre esses estão Rebeca, Jacó, Moisés e Jó. — Gn 2522; 37.35; Nm 11.13-15; Jó 14.13. Especialmente Elias (1 Reis 19.4)

– Elias teve um ministério de sucesso: previsão da seca; ressuscitou uma criança; enfrentou os profetas de Baal; etc.

– Tinha vigor físico – correu à frente do carro de Acabe (1 Reis 18.46) – ou seja, não tinha problemas físicos;

– Uma ameaça real – jurado de morte – fez perder o sentido da vida em um escalonamento (1 Reis 19.3 e 4):

  • Preocupação com a vida
  • Isolamento social
  • Desistência da vida

– O medo de perder a vida paradoxalmente o fez perder o sentido da vida

– Escalonamento de vitimização:

  • Ocorre em relacionamentos simétricos quando não há concordância sobre as posições de superioridade e sujeição na relação
  • Podem brigar pelo controle em suas posições (de superioridade ou sujeição) – existe pouco consenso em relação às posições e ambos acabam se sentindo vítimas
  • A escalação sacrificial se dá quando quem ganha perde

– Ameaças reais que se interpõe na vida cotidiana – podem ser o ‘gatilho’ para desencadear a falta de desejo pela vida:

  • falência financeira
  • término de um relacionamento amoroso – divórcio
  • perda do emprego
  • perda de uma pessoa amada, de um filho
  • fracasso profissional – injustiças
  • abandono social – falta de amigos

ESGOTAMENTO FÍSICO E EMOCIONAL:

Descanso e saúde:

– Trabalho e descanso marcam um ritmo vital

  • São atitudes complementárias
  • Uma iniciativa humana que se articula complementarmente através do “descanso” com a natureza própria da vida

– Quando o homem descansa, ele não interrompe sua tarefa vital, apenas a significa

  • Outorga um sentido – trabalha confiante que sua tarefa é um prolongamento de uma bondade que se afirma no próprio Deus
  • O trabalho do homem não se assegura em um rendimento transacional, mas em uma mutualidade originada na doação do tempo que cada um de nós recebe com um presente.

– Descansar é um comportamento que surge de estar existencialmente “confiado”:

  • Crer que cada um faz o que faz a partir de uma “boa vontade”, ou seja, da própria espontaneidade da vida
  • É deixar que a beleza da rosa o atravesse, enquanto se trabalha e criar com o martelo que labora os ritmos de descanso que o florescer da rosa convida
  • Descansar é imprescindível para uma vida saudável:
    • Descansar significa “ser capaz de distanciar-se daquilo que nos torna obsessivos”
    • Esta disposição está ligada à nossa corporalidade e é independente de nossa vontade – não pode ser fabricado, apenas chega a nós
    • O descanso é aquilo que nos faz dormir em paz
  • As manobras da sociedade de consumo:
    • A tentativa de descanso através da “prótese”: excesso de álcool, tranquilizantes, compulsões (do turismo merecido até a religião tóxica, passando por uma sexualidade de performance)
  • O descanso é como uma visita que realça a hospitalidade própria do amor, criando uma nova fecundidade onde o cansaço havia obscurecido a esperança
  • Em síntese: descansar é RE-VIVER!

FALTA DE AMIGOS:

  • Pastores têm poucos amigos, às vezes nenhum.
  • Em reuniões exclusivas para pastores, a maioria conta proezas, sucessos, vitórias e conquistas na presença dos demais, num clima de competição para mostrar que possui êxito no exercício ministerial.
  • Na conversa íntima dos consultórios, o sofrimento se revela.
  • Pastores contemporâneos são cobrados como – e muitos se sujeitam a ser – executivos que precisam oferecer resultados numéricos às suas instituições.
  • Há uma relação circular perversa de falso significado de sucesso: pastor e instituição se conluiam em uma rota autodestrutiva
  • A figura do pastor-pai-cuidador está escassa; aquele que expõe a Palavra à comunidade-família, aconselha os que sofrem e cuida dos enfermos e das viúvas.
  • Há uma crise de identidade funcional entre o chamado pastoral e as exigências do mercado religioso institucional. 

ALGUMAS ALTERNATIVAS:

Pastores:

  • Encontrar um amigo que o aceite como é, com suas bobagens e defeitos, com quem se possa “jogar conversa fora” e não se saiba explicar o porquê da amizade.
  • Encontrar um conselheiro ou terapeuta de confiança para abrir a alma.
  • Ter tempo para o SHABATT – fora do padrão compulsivo
  • Descobrir a importância do “descanso relacional”
  • Estar atento às relações de escalonamento sacrificial – especialmente com a instituição (representada por dirigentes/membros obsessivos)

Instituições:

  • Promover encontros de pastores que possuam caráter terapêutico/curador. Com facilitadores habilitados na condução de compartilhamento de emoções que afetam a vida pastoral;
  • Diminuir as pressões de resultados numéricos sobre a função pastoral.
  • Estar atenta a um padrão mínimo de orçamento-salário pastoral, para que ele e sua família não sofram privações.
  • Desmitificar pseudo-hierarquizações: papéis x poder, realçando a humanidade de todos e o pertencimento mútuo. 

Fonte: Casamento e Família 

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Sexo depois do casamento. Por que esperar?

Estava navegando na internet quando me deparei com a seguinte informação nos principais sites de notícias do Brasil: “Sexo casual pode causar depressão e até levar a pensamentos de suicídio, de acordo com um novo estudo”. E na hora eu pensei: mais evidências científicas que só confirmam uma orientação divina e em partes ajudam a responder a pergunta “por que esperar até o casamento para ter relações sexuais?”. 

Foram entrevistas cerca de 10 mil pessoas e descobriram que os adolescentes com sintomas depressivos eram mais propensos a praticar sexo casual. As informações são do Daily Mail. Vinte e nove por cento dos participantes disseram que tinham vivido uma relação de sexo casual, que foi definida como “apenas sexo”. 

Pesquisadores descobriram que a cada relação sexual ocasional as chances de pensamentos suicidas aumentam em 18%. O objetivo da pesquisa segundo seus organizadores foi identificar os adolescentes que lutam com problemas emocionais como depressão e pensamentos de autoextermínio e, assim,  tentar intervir precocemente, antes de se envolverem em relações sexuais ocasionais. 

Talvez você esteja lendo e pensando. Essa pesquisa é uma referencia ao sexo sem compromisso, entre dois estranhos que se conhecem uma noite e “ficam” (ficar atualmente não é mais só beijar na balada, mas uma relação sexual completa). E muitos lendo isso (até não cristãos) concordem que uma “ficada” nesse nível é altamente prejudicial. Você pode pensar assim: “Mas não há mal algum quando entre namorados, onde já há um compromisso, descaracterizando ser um sexo causal.”

Olha outra informação interessante: estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia, revelou que casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual muito mais satisfatória. 

Entre os ouvidos durante a pesquisa, pessoas que se guardaram até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade de seu relacionamento do que os demais. As notas para a satisfação com o relacionamento também foram 20% mais altas entre os casais que esperaram, assim com as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores).

Para os casais que ficaram no meio do caminho – tiveram relações sexuais após mais tempo de relacionamento, mas antes do casamento – os benefícios foram cerca de metade daqueles observados nos casais que escolheram ter relações sexuais na noite de núpcias.

Independente de qualquer pesquisa de opinião ou científica, e ao contrário do que muitas pessoas pensam (inclusive cristãos evangélicos) o sexo não é apenas uma relação prazerosa ou expressão de carinho entre duas pessoas. Mas a relação sexual é em sua essência uma aliança que consuma o casamento. Isso mesmo. Se guardar sexualmente para o casamento não é uma questão religiosa, mas algo que levaremos para toda vida.

O artigo que você acabou de ler foi escrito por Nelson Junior, idealizador da campanha Eu escolhi esperar, iniciativa que tem por objetivo de encorajar, fortalecer e orientar adolescentes, jovens e pais sobre a necessidade de viver uma vida sexualmente pura e emocionalmente saudável. Fonte: Mundo Cristão

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Setembro Amarelo: Mês Internacional da Prevenção ao Suicídio

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Ocorre no mês de setembro, desde 2014, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações.  

História

Iniciado no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina)e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o Setembro Amarelo realizou as primeiras atividades em 2014 concentradas em Brasília. Em 2015 já conseguiu uma maior exposição com ações em todas as regiões do país. Mundialmente, o IASP – Associação Internacional para Prevenção do Suicídio estimula a divulgação da causa, vinculado ao dia 10 do mesmo mês no qual se comemora o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. 

O Suicídio

O câncer, a AIDS e demais doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) há duas ou três décadas eram rodeadas de tabus e viam o número de suas vítimas aumentando a olhos nus. Foi necessário o esforço coletivo, liderado por pessoas corajosas e organizações engajadas, para quebrar esses tabus, falando sobre o assunto, esclarecendo, conscientizando e estimulando a prevenção para reverter esse cenário. Um problema de saúde pública que vive atualmente a situação do tabu e do aumento de suas vítimas é o suicídio. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas. A esperança é o fato de que, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta. Mas como buscar ajuda se sequer a pessoa sabe que ela pode ser ajudada e que o que ela passa naquele momento é mais comum do que se divulga? Ao mesmo tempo, como é possível oferecer ajuda a um amigo ou parente se também não sabemos identificar os sinais e muito menos temos familiaridade com a abordagem mais adequada? 

O CVV

O CVV – Centro de Valorização da Vida (uma das principais mobilizadoras do Setembro Amarelo) é uma entidade sem fins lucrativos que atua gratuitamente na prevenção do suicídio desde 1962, membro fundador do Befrienders Worldwide e ativo junto ao IASP – Associação Internacional para Prevenção do Suicídio), da Abeps (Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio) e de outros órgãos internacionais que atuam pela causa.

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio.

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio.

Fonte: Setembro AmareloDiario Catarinense e Instituto Bia Dote

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Compartilhando o Evangelho com um amigo homossexual

Josh sempre soube que ele era diferente. Desde suas memórias mais antigas, ele olhava para alguns meninos como mais do que apenas colegas. Seus pais sabiam que ele era “especial”, mas o amavam por isso. Ele aprendeu a usar uma máscara e fazer o papel de criança “normal” até se formar no Ensino Médio.

Na faculdade, Josh decidiu que era hora de ser quem ele realmente era. Ele fez amizade com outros homossexuais e se lançou em descobertas sexuais. Josh encontrou um refúgio em sua comunidade gay e desenvolveu laços que foram muito além de aventuras sexuais. Embora seus pais tenham se distanciado e seus antigos amigos tenham passado a ignorá-lo, Josh sentiu que estava finalmente livre em sua nova identidade como um homem gay.

Josh não é uma caricatura. Suas experiências e sua história são verdadeiras, e elas são comuns.

E se Josh fosse o seu vizinho, ou seu colega de trabalho, ou o seu filho? Como você apresentaria o evangelho para ele? Como você contaria a ele a respeito do perdão de pecados, da comunidade de crentes e da verdadeira identidade em Jesus?

Em certo sentido, nós presumiríamos que de fato não existe diferença na maneira como apresentaríamos a Josh as boas novas em relação a qualquer outra pessoa. Só porque Josh sente atração sexual por pessoas do mesmo gênero, isso não o torna fundamentalmente diferente de ninguém.

Para muitos dos meus amigos cristãos que amam Jesus e lutam contra a mesma atração homossexual, a beleza do evangelho é que ele aborda cada área de suas vidas e não apenas uma expressão somente da queda. Todos nós que somos crentes sabemos disso. Quer tenhamos sido ateus, mentirosos, muçulmanos ou hipócritas frequentadores de igreja, não existe um evangelho mágico apenas para o “nosso pecado”. Aos pés da cruz todos nós somos igualmente necessitados da maravilhosa graça de Deus.

Ao mesmo tempo, Josh tem perguntas muito reais que precisam ser respondidas. Da mesma maneira que um ateu, um muçulmano ou um hipócrita precisaria que o evangelho fosse dirigido a eles pessoalmente, nós devemos aprender a amar Josh onde ele está em suas considerações a respeito das afirmações de Jesus. Ele tem perguntas reais com as quais luta, e devemos buscar ajudá-lo a encontrar essas respostas.

Ideias para compartilhar o evangelho

Para compartilhar o evangelho com Josh ou com qualquer outra pessoa que possa ter perguntas como as dele, aqui vão algumas ideias para você guardar em mente.

1. Confie no poder de Jesus para ajudá-lo

Confie no poder de Jesus para ajudá-lo. Pode ser intimidador para pessoas que nunca lutaram contra a atração homossexual compartilhar o evangelho com um homem ou uma mulher homossexual. Assim como qualquer um com quem compartilhamos o evangelho, tememos como eles nos julgarão e nos sentimos tentados a pensar que eles nunca nos ouviriam. O temor do homem é uma cilada (Pv 29.25). Então em vez de sermos apanhados na armadilha, devemos confiar na força de Jesus em nós, e não na nossa suficiência para entregar a mensagem (Jo 15.5; 2Co 3.5). Devemos beber profundamente do evangelho enquanto o compartilhamos, pois nele encontramos o poder que precisamos para sermos testemunhas de Jesus (At 1.8). Confie no poder de Jesus para ajudá-lo.

2. Mantenha Jesus no centro

Considere Jesus supremo. Amigos como Josh frequentemente irão querer trazer a questão da sexualidade para o foco durante sua conversa. Ao mesmo tempo, queremos manter Jesus e seu evangelho no centro.

A fim de ajudar, eu encorajo você a pedir que ele compartilhe a própria história com você. Peça que ele ou ela ajude você a entender como ser gay se tornou parte central de sua identidade. Ou, se não é esse o caso, pergunte onde ele ou ela encontra a própria identidade. Pergunte a ela se já houve momentos difíceis em sua jornada. Conhecer as pessoas é parte do processo de amá-las.

Conforme você faz isso, pergunte a ela se você pode contar porque você vê a sua identidade em Cristo como suprema. No fim das contas, não estamos tentando transformar as pessoas em heterossexuais, mas queremos que elas sejam salvas. Nós nunca queremos minimizar os pecados que afastam as pessoas de Deus, mas ao mesmo tempo queremos magnificar quem nos aproxima de Deus. Jesus veio para pecadores de todos os tipos, e devemos manter essa mensagem central.

Também é bom se ter em mente que todos são pecadores sexuais — alguns de maneiras menores, outros de maneiras maiores. Isso nos ajuda a reformular a conversa de “Você é sexualmente doente e precisa ser como nós” para “Todos nós somos pecadores sexuais que precisam de Jesus”. Jesus é a esperança para todos nós, não importa como a queda se mostre em nossas vidas.

3. Tenha a compaixão e a convicção de Jesus.

Tenha a compaixão e a convicção de Jesus. Os cristãos têm pecado em, pelo menos, duas grandes áreas quando se trata de alcançar aqueles na comunidade gay. Por um lado, alguns colocam de lado o claro ensinamento de Deus de que o homossexualismo é um pecado na tentativa de mostrar o amor de Deus. Amor que é despojado de verdade não é amor, mas engano. Esse é um pecado grave, tanto contra Deus quanto contra o homem.

Tenha a convicção de Jesus e fale a verdade em amor. Compartilhe o que a Bíblia ensina sobre o homossexualismo (Mc 7.21; Rm 1.24-27; 1Co 6.9-10; 1Tm 1.10). Compartilhe que há um terrível julgamento para aqueles que rejeitam a Cristo (Ap 20.11-15). Compartilhe que existe um grande custo em seguir a Cristo e também uma grande esperança de perdão e liberdade para aqueles que o fazem (Mc 10.28-30). Fale a verdade em amor.

Por outro lado, alguns têm negligenciado a compaixão e nutrido uma atitude de superioridade para com pessoas que praticam o pecado homossexual. Amor que é despojado de compaixão não é amor, mas hipocrisia. Esse também é um pecado grave, porque é diferente do amor de Cristo para conosco.

Jesus, o Deus-homem, era diferente do mundo de pecadores que o cercavam, mas ainda assim teve compaixão deles (Mt 9.36). Conforme alcançamos aqueles na comunidade gay, devemos nos esforçar para fazê-lo com um coração semelhante. O que poderia ser mais desolador do que uma pessoa criada à imagem de Deus estar perdida em seus pecados e para sempre separada do amor de Deus? Peça a Deus que o ajude a ver aqueles na comunidade gay como ele vê, a fim de que você possa ministrar com convicção e compaixão.

4. Coloque a igreja de Jesus no centro

Coloque a igreja de Jesus no centro. Assim como foi para Josh, a comunidade gay é um refúgio da rejeição e da agitação interior que muitos homossexuais experimentam. Por causa disso, eles encontram um lugar onde eles são aceitos em seus pecados e adotados por quem eles são.

Eu creio que um dos grandes antídotos para essa poderosa ferramenta do maligno é a comunidade da igreja. Isso pode parecer estranho tendo em vista o modo como muitos demonizam a igreja por causa de sua “intolerância”, mas acredito que conforme construímos relacionamentos com amigos gays e os convidamos aos nossos lares e às nossas vidas, eles verão a verdadeira comunidade que só conheceram em seus sonhos.

Isso só é reforçado quando nós, como igreja, crescemos em graça para com nossos irmãos e irmãs em Cristo que lutam contra a atração homossexual. Um dos momentos mais instrutivos que tive na última década foi quando um neófito estava sendo batizado e compartilhou abertamente a respeito de estar saindo de um estilo de vida homossexual. Em seu testemunho, ele descreveu como a igreja não apenas havia compartilhado o evangelho compassivamente com ele, mas também estava ajudando-o a viver agora como um homem que luta contra os seus antigos desejos. Ele disse que encontrou na igreja um refúgio que o desafiou a não abraçar seu pecado, mas a abraçar o Salvador.

Jesus disse que todas as pessoas saberão que somos seus discípulos pelo nosso amor (Jo 13.34-35). Conforme você constrói relacionamentos com amigos homossexuais, convide-os a participar da sua vida para que eles possam não só ouvir o evangelho, mas também vê-lo representado através da vida da sua igreja local.

5. Ajude a responder suas perguntas

Ajude a responder suas perguntas. Sempre existem objeções ao evangelho e poucos de nós se sentem “plenamente preparados” para responder a essas objeções. Mas Deus nos chama a defender a nossa esperança em Jesus (1Pe 3.15). Isso significa que devemos ajudar as pessoas a lutar com perguntas muito reais. Aqui estão algumas que Josh fez:

  • Por que você acredita em alguns versículos do Antigo Testamento e ignora outros?
  • Por que Deus me fez gay se ele condena isso como um pecado?
  • Por que é errado que duas pessoas que se amam se comprometam em um relacionamento?
  • Eu tenho que me tornar heterossexual para me tornar um cristão?
  • Por que Jesus não disse nada a respeito do homossexualismo?
  • E se eu me tornar um cristão gay?

Parte do nosso chamado como embaixadores de Cristo é ajudar as pessoas a trabalharem perguntas como essas e a verem que a Palavra de Deus tem as respostas. Se você não sabe a resposta, não tenha medo de dizer: “Essa é uma pergunta realmente importante. Podemos encontrar a resposta juntos?”

6. Tenha paciência

Tenha paciência com eles. Assuma uma visão de longo prazo no evangelismo. É raro você compartilhar o evangelho com alguém e a pessoa se arrepender imediatamente. Isso pode acontecer, mas normalmente o processo é muito mais demorado.

Entre em relacionamentos evangelísticos de longo prazo. Nós somos impacientes, e isso pode nos tentar a desistir rápido demais quando não vemos resultados. Pessoas são pessoas, não projetos. Frequentemente não veremos o que Deus está fazendo em suas vidas. Veja a si mesmo como parte dos meios que Deus escolheu para ajudá-las a ver e a ouvir o evangelho de Jesus. O amor é paciente. Demonstre a eles amor estando presente ao longo de todo o processo.

7. Confie no poder de Jesus para salvar

Confie no poder de Jesus para salvá-las. O evangelho é o poder de Deus para a salvação (Rm 1.16-17). Isso significa que o evangelho para um homem ou mulher homossexual é o mesmo evangelho para um homem ou mulher heterossexual. O homossexualismo não é o pecado principal; incredulidade é o pecado principal. Jesus morreu por todos os tipos de pecados e por todos os tipos de pecadores.

Então não duvide do poder de Cristo, mas ore fervorosamente por corações receptivos, portas abertas e frutos que permaneçam. Confie na sabedoria de Deus e no poder de Deus, não no seu. Lembre-se que cada cristão é um milagre vivo. Se Jesus pode salvar você, ele pode salvar qualquer um, inclusive Josh. 

Por Garrett Kell – Pastor sênior da Del Ray Baptist Church em Alexandria, Virginia. Fonte: Ministério Fiel

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Dez coisas que os jovens em um relacionamento sério devem saber

1. O seu desejo de fazer sexo com a pessoa amada não é ruim. Seria um problema diferente para nos preocuparmos caso você não desejasse. A chave é que o desejo de glorificar a Cristo deve ser maior do que o desejo de fazer sexo com quem você ama.

2. A chave para que o desejo de glorificar a Cristo seja maior do que o desejo de fazer sexo é que essa decisão deve ser tomada repetidamente.

3. As pessoas que estão em um relacionamento sério demonstram seu melhor comportamento. Portanto, seja qual for esse comportamento agora, pode-se esperar que, com o tempo, vai “piorar”. Conforme a intimidade aumenta, as pessoas tendem a baixar a guarda. O casamento não resolve um mau comportamento, mas sim, dá a ele mais liberdade para aparecer. Garotas, se o seu namorado é controlador, desconfiado, manipulador ou te menospreza, ele ficará pior e não melhor, à medida que durar o seu relacionamento. Quaisquer que sejam as desculpas que você inventar ou as coisas que você relevar agora, ficará cada vez mais evidente e difícil de ignorar à medida que durar o seu relacionamento. Você não conseguirá consertá-lo, e o casamento não vai endireitá-lo.

4. Quase todos os cristãos que conheço os quais se casaram com um não cristão declaram seu amor pelo seu cônjuge e não se arrependem de terem se casado; no entanto, eles têm vivenciado uma dor profunda e um descontentamento com seu casamento por causa desse jugo desigual e, hoje, não aconselhariam um cristão a se casar com alguém que não seja cristão.

5. Considerar que você é especial e diferente, e que as experiências dos outros não refletem a sua, é uma visão pequena, insensata e arrogante. As pessoas que te amam e te avisam/aconselham sobre seu relacionamentotalvez sejam ignorantes. De fato, existem pessoas assim. Mas há uma probabilidade bem maior de que seus pais, seus pastores, seus amigos casados há mais tempo sejam mais sábios do que você pensa.

6. Morar juntos antes do casamento é um fator que pode matar seu casamento.

7. O sexo antes do casamento não incentiva o rapaz a crescer, ter responsabilidade e a liderar sua casa e família.

8. O sexo antes do casamento fere o coração de uma garota, talvez imperceptivelmente no início, mas sem dúvidas com o passar do tempo, conforme ela troca os benefícios de uma aliança, mas sem a segurança da mesma. Não foi assim que Deus planejou que o sexo nos trouxesse satisfação. Nunca entregue o seu corpo para um homem que não tenha prometido a Deus total fidelidade a você dentro da aliança de casamento, isso implica em prestar contas a uma igreja local. Resumindo, não entregue seu coração a um homem que não presta contas a alguém que dê a ele uma disciplina piedosa.

9. Todos os seus relacionamentos, inclusive seu relacionamento de namoro, têm o propósito maior de trazer glória a Jesus do que proporcionar a você uma satisfação pessoal. Quando a prioridade máxima em nossos relacionamentos é a satisfação pessoal, ironicamente, acabamos nos sentindo totalmente insatisfeitos.

10. Você é amado por Deus com uma graça abundante através da obra redentora de Cristo. E esse amor que nos envolve pela fé em Jesus nos dá poder e satisfação do Espírito Santo para buscar relacionamentos que honrem a Deus e, através deles, aumentem a nossa alegria.

Por Jared C. Wilson – Pastor da Middletown Springs Community Church em Middletown Springs, Vermont, EUA, e é o autor, mais recentemente, de Gospel Wakefulness (Crossway, 2011). Tradução: Isabela Siqueira Fonte: Ministério Fiel

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O antigo e sério problema da imoralidade sexual

Os personagens de Gênesis nem sempre souberam ou não conseguiram controlar o ímpeto sexual. Alguns deles foram muito ousados em matéria de sexo. Houve muita coisa feia, como abuso sexual, estupro, prostituição e adultério. Esses desvios foram cometidos por iniciativa de homens e mulheres, de jovens e adultos, por pessoas que tinham compromissos religiosos e por pessoas desligadas da fé.

A mulher que sugeriu ao marido que se deitasse com outra mulher

Em duas ocasiões, para proteger a sua vida, Abraão portou-se de modo muito estranho ao esconder que Sara era sua esposa. Por causa disso, tanto o rei do Egito (Gn 12.10-20) como Abimeleque, rei de Gerar (Gn 20.1-18), tomaram-na como mais uma concubina. É bem provável que o primeiro tenha chegado a coabitar com a mulher de Abraão, o que não aconteceu com Abimeleque (Gn 20.4). No caso do Egito, Abraão era um recém-chegado de Ur e sua fé estava em seu estágio inicial.

Outra coisa que demonstra a influência da cultura da época é a proposta que Sara fez ao marido: “Já que o Senhor não me deixa ter filhos, tenha relações com minha escrava; talvez assim, por meio dela, eu possa ter filhos” (Gn 16.2). O texto diz que “Abraão concordou com o plano de Sara”. Além da ingenuidade de ambos, pesa sobre eles o pecado grave da falta de confiança na promessa de Deus de que teriam um filho, que de fato nasceu quinze anos depois do nascimento de Ismael. Esse sério desvio de rota traçada por Deus trouxe muitos problemas para todos.

As moças que se deitaram com o próprio pai

As duas moças solteiras tinham acabado de escapar com vida de uma catástrofe natural que destruiu por completo Sodoma e Gomorra e outras localidades por perto. Entre os mortos estavam os noivos delas e a própria mãe. Elas e o pai foram morar numa caverna numa região montanhosa. É difícil imaginar a situação emocional de Ló e suas filhas, sozinhos no mundo, depois de perder tudo e ainda enlutados. O que mais preocupava as meninas era a aparente dificuldade de conseguir maridos e gerarem filhos.

Diante do problema, elas optaram por uma solução imediatista, que exigia um procedimento de ética duvidosa. A mais velha propôs à mais nova: “Vamos embebedar nosso pai com vinho e nos deitar com ele. Ele poderia nos dar filhos. É a única chance de manter nossa família viva” (Gn 19.32, AM).

Naturalmente, a clássica permissividade sexual de Sodoma abriu caminho para o incesto (união sexual ilícita entre parentes consanguíneos). Ambas as sobrinhas-netas de Abraão estavam no período fértil, e o pai, inconsciente por causa do álcool, as engravidou. Nove meses depois, Ló era pai e avô de duas crianças que deram origem a dois povos – os moabitas e os amonitas.

O que aconteceu não deixa de ser um crime de abuso sexual.

O príncipe que se deitou com uma jovem de outro país

A jovem foi visitar suas amigas numa localidade próxima. Um rapaz, chamado Siquém, filho do chefe local, “pegou-a e a forçou a ter relações com ele” (Gn 34.2). O nome desse crime é estupro. A moça se chamava Diná e era filha de Jacó e Lia, sua primeira esposa. Esse acontecimento teve sérias repercussões: dois irmãos da moça violentada, filhos do mesmo pai e da mesma mãe, forjaram um plano de vingança que acabou com a vida de Siquém, seu pai e todos os outros homens da cidade.

O rapaz que se deitou com a mulher do pai

O outro escândalo sexual envolvendo a família de Jacó foi ainda pior. Rúben, o filho mais velho, teve a ousadia de invadir a privacidade do pai e teve relações com Bila, a quarta esposa de Jacó (Gn 35.22). O pai de Rúben nunca se esqueceu da loucura cometida pelo rapaz. Poucos anos antes de morrer, aos 147 anos, morando no Egito, Jacó reuniu os doze filhos para se despedir deles e abençoá-los um por um. Por ordem de idade, o primeiro foi Rúben. Ao colocar suas mãos sobre a cabeça dele, o velho patriarca disse o seguinte (na presença de todos):

“Rúben, meu primogênito, minha força, primeira prova da virilidade, maior em honra, maior em poder. Mas, como água que se derrama de um balde, você não será mais o maior, pois subiu ao leito nupcial de seu pai, você subiu à minha cama e a profanou” (Gn 49.3-4, AM).

O viúvo que se deitou com a nora

Judá era irmão de Rúben (aquele que abusou de uma das mulheres do pai), de Diná (a moça abusada por Siquém) e de Simeão e Levi (a dupla que covardemente assassinou a população masculina da cidade de Siquém) e sogro de Tamar. Com a morte do primeiro marido, Tamar casou-se com o cunhado, que também morreu. O sogro prometeu dar a ela o terceiro filho, mas não cumpriu a palavra. Indignada com o sogro, Tamar bolou um plano para vingar-se dele. Ela ocultou a sua identidade e trocou as vestes de luto pelas vestes de prostituta. Ao passar por ela e sem saber que era a sua própria nora, Judá a abordou e disse: “Você quer ir para a cama comigo?” (Gn 38.16). A essa altura, Judá já tinha perdido a sua esposa. Com a promessa de que lhe enviaria um cabrito como pagamento da relação, os dois viúvos foram para a cama. Por estar no período fértil, Tamar engravidou do sogro. Por vê-la grávida, o povo começou a fofocar. Quando a notícia chegou a Judá, ele determinou que ela fosse queimada viva. Antes, porém, ela revelou e provou que o pai da criança era o próprio sogro (até então Tamar não sabia que estava esperando gêmeos). Quando Perez e Zerá nasceram, Judá tornou-se pai e avô deles, o mesmo que aconteceu com Ló. Depois do escândalo, Judá reconheceu humildemente: “Ela tem mais razão que eu; pois prometi casá-la com meu filho Selá, mas não cumpri a promessa” (Gn 38.26).

A mulher casada que tentou dormir com um jovem solteiro

A última imoralidade mencionada em Gênesis diz respeito à mulher de Potifar, alto oficial do exército egípcio e um homem muito rico, em cuja casa trabalhava José, filho de Jacó e Raquel. Ela convidou insistentemente José para se deitar com ela. Mas o rapaz não era igual aos seus irmãos Rúben e Judá e resistiu à tentação. 

Fonte: Revista Ultimato / edição Jan-Fev 2016

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Quem você chama em caso de urgência?

Na infinidade de formulários que preenchemos durante a vida, nos deparamos frequentemente com a frase: “Em caso de urgência, favor ligar para…”. De quem é o contato que você escreve lá?

Associamos, de maneira intencional ou não, o fato de reconhecer nossa fragilidade, dependência e necessidade de ajuda com a palavra “urgência”. Para ser mais exata: um socorro depois que o caldo já entornou. Quando sentimos que chegamos a um limite, pensamos em pessoas que nos ajudem a lidar com a consequência do que já nos afetou. De que limite estamos falando? A vida nos apresenta uma dança veloz entre momentos de autonomia e a dependência.

Estamos cada vez mais anestesiados e desatentos aos sinais que precedem o que consideramos “trágico e urgente”. Cada vez mais independentes, solitários, autossuficientes e distraídos. Sim, existem coisas que nos atropelam e interpelam e não nos permitem tempo de respirar ou opção de escolher. O que chamamos de tragédia ou fatalidade. Mas a maioria das questões da vida cotidiana são processos. Passo a passo, caminhamos em determinadas direções. E são muitos os sinais pelo caminho.

Sugiro, então, que se não andarmos sozinhos muito do impacto destas situações pode ser amenizado, porque estaremos juntos, atentos a alguns dos sinais e movimentos dos nossos corações. Desta maneira, nos permitimos espaço para transformações necessárias e crescimento, o que torna a jornada mais bonita e mais leve.

Relacionamentos necessitam de humildade, amor, perdão e compromisso (dentre muitas outras coisas). E compromisso implica dedicação, intencionalidade e um grau de responsabilidade. Portanto, se você vai continuar lendo esse texto, entenda o seguinte: sim, a vida de quem você ama e com quem você se relaciona tem a ver com a sua vida. Temos vivido à sombra do “cada um com seus problemas”, “ele faz o que quer da vida dele”, “o que eu faço não interessa a ninguém”. Se você se propõe a ser um discípulo de Jesus Cristo, sabe que não é assim que ele compreende as relações. O Cristianismo é um chamado amoroso à amizade. Com Deus. Uns com os outros.

Quando você assume o compromisso de caminhar com alguém – além de companhia para os bons momentos e identificação nas afinidades –, cabe sim a você amar e cuidar, inclusive, através do alerta quanto aos perigos do caminho e como coadjuvante no processo de cura das feridas.

Há limites no nosso cuidado e amor. Existe uma dimensão profunda da nossa vida que diz respeito a nós e Deus. Um nível de profundidade no qual só Deus pode intervir e interferir. Mas percebo que um dos pecados da nossa geração é a omissão. Nos esquecemos de que Deus nos deu de presente pessoas para encarnar uma dimensão do Seu amor por nós. Deus nos coloca perto uns dos outros, nos permite construir amizades espirituais, também como meio de Graça, cuidado e crescimento. “Como o ferro afia o ferro, um amigo afia o outro” (Provérbios 27:17). Somos desafiados, crescemos e amadurecemos juntos.

Temos dificuldade em lidar com nossas próprias fragilidades e erros e também em abordar estas questões com os outros. Geralmente seguimos o caminho oposto da orientação bíblica: “Façam disso uma prática comum: confessem seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros, para que vocês possam viver juntos, integrados e curados” (Tiago 5:16). Temos facilidade em apontar os erros dos outros e desviar os olhos dos nossos próprios equívocos, quando Deus já nos ensinou muito do caminho processo da cura e restauração. Humildade, quebrantamento, confissão, oração, recomeços e transformações. No modelo da interdependência da Trindade, em comunhão e na ação do Espírito Santo, somos tratados, curados e restaurados.

Segundo Eugene Peterson, a amizade espiritual tem sido um dos aspectos da espiritualidade que tem sido mais negligenciadas e subestimadas na vida da comunidade cristã, mas que é sacramental como o uso de água, vinho e pão, uma vez que “toma o que é comum na experiência humana e se transforma em algo sagrado”1.

Fomos criados para a interdependência. Existe uma ligação estreita entre o nosso aprendizado e crescimento e a forma como desenvolvemos relacionamentos. A epistemologia de uma aliança é caracterizada pelo fato de que “conhecer com” ou “na presença de” é algo essencial para a aprendizagem e conhecimento na vida humana. Uma vez que observamos todas as experiências formativas em nossas vidas, percebemos que as nossas experiências e encontros com a realidade são mediadas e interpretadas neste contexto de relacionamento, ou seja, na presença de outro.

Amizade espiritual é uma das práticas reconhecidas como um meio de Graça de Deus para nós em que compartilharmos e aprendemos na presença de outro. A perspectiva de um amigo pode ser um recurso de restauração fundamental, uma vez que pode descortinar, em território de amor e confiança, nossa cegueira para as realidades internas que se tornaram destrutivas para a maturidade espiritual, comportamentos, escolhas diárias e relacionamentos. Um amigo espiritual pode nos aproximar de Deus enquanto aponta nossas tendências de desequilíbrio e caminha fielmente conosco em oração para que cresçamos em fé, esperança e amor.

Em suas observações sobre amizade espiritual, Aelred de Rivaulx destaca que, dentre as características de um amigo espiritual, podemos denominá-lo de “guardião do amor”2. Sob esta perspectiva, temos um papel fundamental e ativo no encorajamento da preservação e o desenvolvimento do amor de nossos amigos por Cristo e pelo próximo. Sempre fundamentados e nutridos por nosso relacionamento com Deus.

Na prática da amizade espiritual, a conversação torna-se vital. Em conversação, praticamos uma escuta e uma fala cuidadosa, aprendemos mais sobre nossa identidade à luz do olhar amoroso de Deus através dos olhos de quem está ali, na nossa frente a nos olhar, amar, confrontar e confortar. Encontramos Graça e perdão na presença do outro. O conceito de prestação de contas é fundamental na prática da amizade espiritual, pois incentiva o diálogo e marca a implementação gradual das percepções de transformações e hábitos que são fruto da ação graciosa do Espírito na vida dos seguidores de Cristo.

Nesta escuta atenta e constante, respeitamos as limitações de quando um amigo não pode tratar de questões específicas, aprendemos sobre o tempo dos processos de Deus, crescemos em fé e desenvolvemos a liberdade de fazer as perguntas que levarão a um processo conjunto de tentar nomear o que até então não enxergávamos sozinhos.

Deus sonda os corações e é capaz de acolher além do que se é capaz de nomear e compartilhar com seu amigo. A dinâmica da oração na amizade espiritual estabelece um sentido importante para essa relação ao incluir Deus como o sustentador central: a compreensão fundamental de que não é um relacionamento destinado apenas ao serviço mútuo, mas em última instância, um meio através do qual crescemos em amor, adoração a Deus e aprendemos a amor ao próximo em nossas diferenças e vulnerabilidades.

E agora? Tire um tempo para pensar na sua própria jornada e naqueles que você escolheu como companhia para caminhada. Priorize seu tempo de compartilhar a vida nos seus processos, não apenas nas urgências. Acolha em amor os alertas que você recebe de seus amigos espirituais, mesmo que isso cause desconforto e até raiva num primeiro momento. “As feridas causadas por alguém que ama fazem bem, mas os beijos do inimigo são mortais” (Pv 27:5) Podemos escolher o caminho perigoso da omissão e ou optarmos pela ação amorosa: abrir espaço confiável para ouvir a confissão do outro, exortá-los em amor e nos comprometermos a orar por eles. E fazer o mesmo, ouvindo nossos amigos espirituais e recebendo seu cuidado, cultivando relacionamentos de afeto que nos acompanharão não apenas nos dias maus, mas nos trarão a possibilidade da sincera alegria compartilhada, que experimentamos na vida abundante presenteada por Deus. Testemunharmos juntos a ação do Pai. Crescermos juntos em fé, esperança e amor.

Notas:
1 – Eugene Peterson. Leap over a wall: earthy spirituality for everyday Christians (Harper Collins, 1997).
2 – Aelred de Rievaulx. Spiritual Friendship. (Cistercian Publications,1974).

• Karen Bomilcar é psicóloga clínica hospitalar, mestre em Teologia e Estudos Interdisciplinares pelo Regent College (Canadá). Atualmente reside em São Paulo (SP) onde serve no discipulado e cuidado pastoral de pessoas de diversas comunidades cristãs. Fonte: Revista Ultimato – edição 22 de julho de 2016

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Depressão: Uma entrevista esclarecedora

Hoje em dia, raras são as pessoas que não conhecem alguém que esteja sofrendo com a depressão, fora as que estão sentindo na pele a dor da enfermidade que entristece a alma. Em outubro do ano passado tive o prazer de responder à jornalista Mércia Maciel, da revista +Cristão, a quem quero agradecer publicamente, algumas perguntas sobre um tema que tem sido um dos aspectos mais fortes do ministério que Deus me confiou: Ajudar pessoas na luta contra a Depressão.

Nesta entrevista respondo sobre a depressão sob o ponto de vista espiritual, sobre a abordagem que considero correta e sobre a forma que as igrejas cristãs, em sua maioria, têm enfrentado o problema.

Creio que seja enriquecedor para todos. A seguir, a entrevista:

Márcia Maciel: Há uma percepção equivocada, no meio cristão, de que depressão é fraqueza espiritual ou mesmo falta de fé ou de confiança em Deus?

Denilson Torres: Sim. De uma maneira geral, o meio cristão tem uma visão distorcida em relação à depressão e isto termina estigmatizando e trazendo ainda mais sofrimento ao que sofre com esta enfermidade. Depressão nem sempre é sinal de fraqueza espiritual, de falta de fé ou de não confiar em Deus.

Há um grande equívoco quando consideramos o homem como um ser compartimentado. Não somo apenas seres espirituais que habitam casulos de carne. Biblicamente o homem é um ser integrado, onde corpo, alma e espírito se integram e interagem. Aquilo que acontece com o corpo físico ecoa no nosso espírito e o mesmo acontece no caminho inverso. A alma humana é o resultado desta interação íntima entre corpo e espírito. Portanto, toda e qualquer atividade humana na terra sempre terá sua dimensão espiritual e física interagindo e existindo simultaneamente. Se o homem fosse apenas um ser espiritual que habita um corpo, não haveria a necessidade da ressurreição da carne. Assim sendo, quando falamos em enfermidades, sejam elas quais forem, estamos falando de questões físicas e espirituais que se interrelacionam na dimensão da alma humana.

Não é à toa que Jesus curou fisicamente cegos, leprosos e aleijados apenas perdoando-lhes os pecados. Lucas 13:11-16 relata o caso de uma mulher que andava a dezoito anos encurvada, provavelmente para a medicina atual seria diagnosticada como portadora de problema de coluna, mas Jesus revela que ela estava aprisionada por satanás. À luz dos evangelhos podemos afirmar categoricamente que toda e qualquer enfermidade tem uma dimensão espiritual que deve ser enfrentada. O problema é que no meio cristão, apenas a depressão é tratada assim, e o pior é que ainda por cima se retira dela o componente físico, sem entender que o cérebro é um órgão tão concreto quanto o pulmão ou o coração e, como tal, também adoece.

MM: Muitos crentes associam a depressão à luta espiritual e creditam ao diabo a sua situação de letargia. Quando um crente deve procurar ajuda psicológica? E como diferenciar se a depressão é causada por uma situação espiritual mal resolvida e quando ela é fisiológica, clínica?

DT: Como disse, toda e qualquer doença possui uma dimensão física e uma dimensão espiritual. Não é diferente na depressão. Sendo assim, uma enfermidade pode tanto ter origem nas coisas do espírito, quanto originar-se nas questões de nosso corpo ainda não redimido. Seja qual for a origem, física ou espiritual, a verdade é que temos que tratar o indivíduo nas duas dimensões. Na dimensão espiritual, através de oração, jejum, aconselhamento, busca de santificação, leitura da Bíblia e disciplina no devocional diário. Na dimensão física, o tratamento deve ser através de acompanhamento médico de um bom terapeuta ou psicólogo, de preferência cristão, e psiquiatra.

A minha experiência tem demonstrado que, por incrível que pareça, as depressões de origem espiritual, quando adequadamente tratadas, são mais rapidamente resolvidas do que as de origem física. Normalmente, a experiência de conversão por si só, já reverte boa parte dos casos de depressão de origem espiritual. Quando não, um período de aconselhamento, oração e busca de intimidade com Deus já dão excelente resultados e, quando aliado a um tratamento médico, os resultados são ainda mais rápidos e tendem a ser bastante duradouros. Esta constatação ganha força quando entendemos que o nosso espírito já nasceu de novo em Cristo e, portanto, está revestido de uma nova natureza que a nossa carne ainda não adquiriu.

Já a depressão de origem física é mais complexa e requer mais cuidado, normalmente ela se caracteriza por um viés crônico, semelhante à diabetes ou hipertensão em que é necessário cuidado continuado e de longo prazo. Quando a depressão é de origem física ela é como qualquer outra doença, tanto pode ter uma cura milagrosa por Cristo, quanto pode perdurar por uma vida. Assim como nem todos os cegos voltam a enxergar depois de se converterem, assim também nem todos que sofrem de depressão de origem física são curados. A boa notícia é que com os avanços da medicina, toda pessoa que sofre com a depressão tem excelentes perspectivas de obter vitória e ter uma vida produtiva, através de acompanhamento e tratamento médico, sem deixar de lado, claro, o acompanhamento e tratamento espiritual que irá ajudá-la a lidar melhor e vencer as dificuldades que a enfermidade lhe impõe.

Em resumo, é relativamente simples identificar quando uma depressão tem origem espiritual. Quando há conversão sincera, busca sincera e santidade não fingida, toda depressão puramente espiritual é vencida em relativamente pouco tempo, quando isto não acontece, a depressão é de fundo fisiológico e a ajuda de um médico é importante e não deve ser negligenciada.

MM: Maior problema com a depressão, além estado que ela impõe, é o julgamento moral que fazemos dela. Isto porque por mais que a pessoa saiba quais são as causas de sua depressão—seja ela química, traumática, sistêmica, neurológica, ou até genética—ela trata o seu próprio sentir “depressivo” como algo moralmente ruim. Como evitar o linchamento moral que fazemos de nós mesmos?

DT: A culpa é um sentimento que acompanha de perto a pessoa depressiva. É ela quem mais se cobra por estar assim. Quando além de seu próprio sentir ainda encontra críticas de pessoas que não entenda a situação a coisa se torna ainda mais séria. O linchamento moral auto infligido é um dos aspectos mais danosos com que tem que lidar. Veja uma frase que retirei de um e-mail que recebi: “Como deu para perceber, não nasci para o amor, nem para o sucesso, não tenho dons espirituais, sou consideravelmente ridícula e não tenho amor próprio. Finjo ser feliz para não chatear quem está do meu lado, mas não sei se aguentarei isso muito tempo…”. Foram meses de trabalho de aconselhamento para que ela pudesse reencontrar a autoestima, hoje pela graça de Deus está casada, tem um filhinho lindo e conseguiu vencer esta luta.

O importante para pessoas que estão com a sua autoestima baixa provocada pela depressão é reafirmar o amor de Deus e encontrar apoio de alguém que se importe, pois por suas próprias forças a tendência é que a pessoa mergulhe ainda mais fundo na auto-depreciação. Matérias como estas são fundamentais para preparar as nossas igrejas para serem estas comunidades terapêuticas.

MM: É importante trabalhar as causas da depressão e não apenas os sintomas. Como o cristão identifica essas causas, uma vez que ele está mergulhado no problema e muitas vezes não o enxerga?

DT: Realmente, uma das primeiras coisas que acontece com a pessoa acometida de depressão é a perda de referência em relação aos acontecimentos e a si mesma. Deste modo ela se torna extremamente vulnerável à opinião dos outros e o seu discernimento fica comprometido. Daí a importância de ter uma pessoa a quem respeite a opinião e que esta pessoa esteja preparada para lidar com a depressão. Sem dúvida um pastor devidamente capacitado pode fazer enorme diferença e ajudar de maneira decisiva. Eu tenho um caso para ilustrar isto:

Há algum tempo uma irmã me procurou, junto com seu esposo, se queixando de tristeza e desânimo que não cessavam, quadro clássico de depressão. Eu a conhecia e sabia da sinceridade de sua conversão. Começamos um período de aconselhamento e oração de libertação com poucos resultados. Identifiquei, então, que a causa de sua depressão era de origem fisiológica e indiquei-lhe uma terapeuta cristã da minha inteira confiança, a Dra. Rita Cytryn. Só que o tratamento medicamentoso leva tempo até que o médico encontre o remédio e a dose ideal para o paciente. Este período de avaliação e adaptação pode levar algum tempo em que o quadro pode não ceder ou até acrescentar efeitos colaterais o que dá ao paciente a sensação de que não está havendo progresso. Foi exatamente isto que aconteceu com aquela irmã. Ao ver a demora nos resultados parte da família e dos conhecidos dela começaram a pressionar para que buscasse ajuda em cultos de libertação, pois interpretavam de maneira totalmente equivocada: achavam que a demora na cura indicava que era algo espiritual, quando era justamente o contrário. Como disse, a pessoa que sofre de depressão fica muito sensível à opinião dos outros e a irmã começou a duvidar. Eu sabia que se a deixasse ao sabor destas correntes ela iria terminar vagando de culto em culto, de campanha em campanha, de igreja em igreja, sem receber tratamento adequado. Foi aí que intervim e disse: “Querida, se você acredita que Deus me levantou como seu pastor, confie em mim e creia: se fosse espiritual, pelo que já oramos e pela sua sinceridade no Senhor, Ele já lhe teria libertado. Eu garanto que não há nada de errado com sua fé, apenas continue o tratamento e creia que o Senhor vai lhe dar vitória”. Ela confiou e continuou o tratamento. Hoje ela está muito bem, sempre com um sorriso no rosto, apesar das lutas e dificuldades da vida, tem um enorme carinho pela Dra. Rita e nosso vínculo de confiança se tornou mais profundo.

São essas coisas que fazem valer à pena ser pastor e mostram o quanto o pastor pode ser veículo de cura ou de adoecimento. Uma má condução pode levar uma pessoa até mesmo ao limite da sanidade, pois sentir que está debaixo de uma opressão demoníaca que nem Deus é capaz de livrar é infinitamente pior do que a própria enfermidade, pois faz a pessoa se sentir culpada, pecaminosa, suja, amaldiçoada e desprezada por Deus. Isto pode ser extremamente pernicioso para a fé. Infelizmente, muitos cristãos e suas famílias têm sofrido com esta realidade.

MM: Davi esteve em depressão pelo forte sentimento de culpa que o acometeu após praticar adultério. Pecados não confessados também geram tristeza e depressão?

DT: Eu falei anteriormente que a depressão espiritual é vencida em relativamente pouco tempo quando há conversão sincera e busca por santidade. E é exatamente aí que muitas vezes as coisas se complicam. Existem três fatores que podem fazer com que uma depressão de causa espiritual se perpetue. A primeira é a falta de conversão, e aí não falo apenas da decisão em um culto, ou do batismo nas águas, mas sim de um encontro realmente visceral com Jesus. O segundo fator que pode dificultar o processo de libertação de uma depressão espiritual é a falta de perdão. Quando uma pessoa não consegue liberar o perdão ela se encontra em prisões espirituais que só são rompidas através da submissão a Deus para que o perdão seja exercitado. O terceiro aspecto que pode dificultar é o pecado não confessado. No Salmo 32 o salmista declara que enquanto não confessou o seu pecado envelheceram seus ossos, seus gemidos eram constantes e seu vigor se tornou em sequidão de estio. Ou seja, o cansaço, a prostração e a tristeza tomaram conta de sua alma, não confessar o seu pecado lhe levou a um quadro profundo de depressão. Nesses casos o aconselhamento cristão é fundamental para ajudar a pessoa a identificar estes fatores e com discipulado, oração e pregação da Palavra a conversão, o perdão e a confissão dos pecados libertam a pessoa da prisão espiritual da depressão. Este processo nem sempre é fácil, muitas vezes é doloroso, mas com a condução do Espírito Santo a vitória transforma profundamente a vida daquele que experimenta esta libertação. Algumas das experiências mais profundas de fé aconteceram com pessoas que tiveram este confronto com seus próprios fantasmas existenciais, a conversão do apóstolo Paulo é um caso clássico.

MM: Na Bíblia, vemos o estado depressivo descrito também em Elias, Jonas, Jeremiase outros servos de Deus. Que conselho o senhor dá ao crente com depressão?

DT: A primeira e principal coisa é saber que Deus se importa e que você é valioso para Ele. É fundamental saber também que o cérebro é apenas mais um órgão do seu corpo e como tal ele pode adoecer e deve ser tratado. Não se culpe por sofrer com a depressão, ela não lhe faz menor que ninguém. Aquele que agora lhe critica se sofresse desta enfermidade talvez não tivesse a força que você tem tido para lutar e continuar vivendo, portanto não se deixe levar pelas críticas e pela culpa. Procure se aproximar mais do Senhor e deixe o Espírito Santo sondar seu coração. Libere o perdão a quem te machucou e busque confessar seus pecados. Não tenha vergonha de pedir ajuda, tanto médica quanto espiritual e jamais desista do amor de Deus.

MM: Outras considerações que quiser fazer.

DT: Eu gostaria de deixar uma mensagem aos meus irmãos que foram chamados para a árdua e nobre tarefa de ser pastor: Nunca percam de vista que o foco do seu ministério não é a multidão, é o indivíduo. Sei que nos dias de hoje com o crescimento do evangelho e com igrejas cada vez maiores é muito difícil atender a todos com a mesma atenção, mas querido pastor não permita que isto lhe faça perder o foco. Invista em mentoreamento e capacitação de sua liderança para estar próximo das ovelhas que o Senhor lhe confiou. O depressivo responde muito melhor quando tem atenção individual, sentir que alguém se importa é um fator fundamental para o caminho de cura.

Pr. Denilson Torres – Pastor da Igreja Batista Missionária Vale de Matatu em Salvador, professor do Seminário Teológico Logos em Salvador e autor do livro “Batalha Espiritual: O Evangelho Sem Máscaras”. Fonte: Gospel Prime

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DROGAS: “A família do dependente também deve ser envolvida no tratamento”

Como está a sua vida? A pergunta assim, feita de surpresa, pareceu não ter causado impacto no jovem. Para Carlos Roberto Pereira da Silva, aquela era uma das centenas de entrevistas que fez e faz com pessoas interessadas em se tratar no Desafio Jovem nesses 35 anos da entidade.

“Minha vida está boa”, disse o jovem ao diretor executivo da entidade, e exibiu um sorriso meio enviesado. “Acordo todo dia de manhã, faço a mamadeira para minha filha, brinco um pouco com ela, assisto a televisão e minha mulher sai para trabalhar às 18 horas”, continuou o jovem.

Imediatamente, o diretor do Desafio Jovem de Rio Claro percebeu que as coisas não andavam nada bem e que, na verdade, o tal jovem, já casado e pai, não queria enxergar. Aí o impacto de se colocar um espelho para que o dependente de drogas veja a real situação em que se encontra foi necessário. “Então não é o caso de você vir se tratar aqui no Desafio Jovem, sua vida está uma beleza, está tudo bem”, disse. O jovem parecia incomodado com aquela afirmação.

Imediatamente, Carlos Roberto emendou novamente a pergunta, agora num tom mais grave e com alguns complementos a respeito da vida real daquele moço viciado em crack. “Como pode dizer que sua vida está boa, se está desempregado, com duas filhas pequenas, roubando dinheiro da própria mulher, dando mau exemplo às filhas e viciado em crack?”, disse. Não precisou de uma resposta longa para o jovem de fato perceber que tudo ia mal e dizer que estava prestes a perder sua família, por isso procurou o Desafio Jovem para tentar se recuperar.

O caso ilustra o início dos trabalhos para quem procura o Desafio Jovem e é um retrato do que as drogas têm feito com jovens rio-clarenses, que entram cada vez mais cedo no vício, conforme atesta Carlos Roberto, há 33 anos atuando na entidade na difícil tarefa de recuperar dependentes químicos.

Entrevistado pelos jornalistas Ana Ligia Noale, Marcelo Lapola e Janyne Godoy, Carlos Roberto contou sua própria experiência como dependente químico por cerca de 15 anos. “Vim para Rio Claro fugindo da polícia e de bandidos que queriam me matar”. Confira:

Jornal Cidade – Fale um pouco sobre seu trabalho e da diretoria do Desafio Jovem.

Carlos Roberto – O Desafio Jovem é uma comunidade terapêutica que procura atender pessoas que são dependentes de substâncias psicoativas. E o tratamento não é só com o dependente, mas também com a família. Percebemos que a família do dependente químico nomeia um problema comum e fica mais fácil. Algumas querem a cura imediatamente e querem transferir o problema. Nossa proposta é que todos passem por um tratamento.

JC – Há um tempo de duração para o tratamento?

CR – O trabalho é de, no mínimo, 12 meses. Para alguns é preciso mais.

JC – Quantas pessoas hoje estão em recuperação no Desafio Jovem? O atendimento é a partir de que idade?

CR – Em média trabalhamos com 20 internos. Mas já cheguei a trabalhar com mais de 80. Mas isso não era adequado. Mudamos a metodologia. Aplicamos a metodologia do Desafio Jovem Internacional. Há estudos em grupo e interpessoais. Ele é estimulado a achar um tema que seja simpático a ele. Só para homens a partir de 17 anos.

JC – Na sua opinião, o governo está abrindo os olhos para o problema das drogas? Como o senhor vê essa falta de investimento do Poder Público?

CR – A verdade é que não existe uma política de prevenção às drogas no País. Dia desses houve um problema com um jovem que teve um surto de esquizofrenia. Ficamos sabendo que tinha de passar no Caps. Chegamos lá, demoraram uma enormidade para atender, com um monte de dificuldades, pediram inúmeros documentos. Às seis da manhã me pediram para tirar xerox dos documentos dele. Um verdadeiro descaso com a vida humana. Acabamos internando particular no Bezerra de Menezes. Então isso que aconteceu é uma demonstração da falta total de estrutura do Poder Público.

JC – De onde vêm os recursos do Desafio Jovem?

CR – Primeiro posso dizer que é um milagre. Tínhamos que ter 30% de vagas sociais, que são aquelas sem custos. Hoje estamos com 60%. Temos sócios-contribuintes, temos parcerias com algumas empresas, de onde compramos sucatas e revendemos, entre outras fontes. Há empresas que doam material para nós, como papelão, ferro, que acabamos vendendo. Também começamos a receber uma verba de R$ 120 mil da prefeitura.

JC – De que modo o Desafio Jovem atua? É a família ou a própria pessoa que procura vocês? Para quem é o desafio jovem?

CR – Às vezes a família, outras amigos do familiar que têm interesse em ajudá-lo. Nós orientamos como deve ser a abordagem. Há outras situações em que, ao transgredir a lei, o advogado consegue que a pessoa faça um tratamento.

JC – O uso disseminado do crack tem tornado a recuperação mais difícil?

CR – Sim. Qualquer droga que se fume. O efeito dele é muito rápido. A dificuldade maior está na recaída. Quando ele começa a achar que está bem, que entendeu que vai fazer tudo certinho, pensa que já está na hora de sair, quando na realidade ainda não está preparado.

JC – A religião é um caminho para resgatar os jovens das drogas?

CR – Entendemos que a Bíblia e a religião dão um norte à pessoa. Já no início explico como funciona todo o programa. Há leitura da Bíblia, individual e em grupo, livros com conteúdo bíblico. Filmes evangélicos e filmes que não são, mas que têm uma mensagem boa. O ator principal do nosso trabalho se chama Jesus Cristo. Sei que muita gente fala que isso é tirar um vício pelo outro. Fui dependente químico por 15 anos e a melhor coisa que encontrei na minha vida foi Jesus. Deus me devolveu a sanidade.

JC – O que o senhor pensa da proposta de legalização da maconha e descriminalização das drogas?

CR – Sou contra. A maconha é a droga que mais desencadeia a esquizofrenia nas pessoas. O problema é que as pessoas não têm mais valores. Se não há valores, compromisso com Deus, então cada um vai ter sua lei. Como as pessoas não conseguem fazer a coisa certa, como prevenção e repressão, querem adotar modismos como de alguns países da Europa. O mundo não está preparado para isso. A maconha é uma droga hipnótica. Há muitas falsas ideias que tentam passar a respeito da maconha.

JC – Quem quiser fazer doações para o Desafio Jovem, como devem proceder?

CR – Basta nos procurar pessoalmente. Também temos recebido doações pela nossa conta no Banco Santander, em Rio Claro: agência 0059 conta 03130059-4. Tem o site www.desafiojovem.com.br. E ainda o telefone 3534-1999.


Fonte: Jornal da Cidade
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Crack – o monstro de boca aberta

Não vamos mentir. Não vamos pôr panos quentes. Não vamos ficar de braços cruzados. Não sejamos ingênuos. O monstro existe. Sua boca está escancarada. Ele tem o apelido de crack. Ele convive muito bem com os seus diversos parentes chegados: a cocaína, a maconha, o ópio, o álcool, o fumo (tanto na versão antiga quanto na moderna). Mas ele é o pior de todos. O crack pode ser comparado àquele enorme e coroado (com sete coroas) dragão, pronto para abocanhar os nossos filhos (Ap 12.1-5). Não há exagero algum. Não há sensacionalismo nem alarmismo. Basta abrir os olhos, basta desacostumar com o problema, basta reunir uma série de recortes de jornais, basta examinar estudos e pesquisas feitos por autoridades no assunto, basta consultar a “Cartilha sobre o Crack”, elaborada pelo Conselho Nacional de Justiça em 2011. Ela começa assim: “Com custo relativamente baixo e alto potencial para gerar dependência química, o crack é, dentre as substâncias entorpecentes, aquela que tem causado as consequências mais nefastas em nossa sociedade. A droga atinge grave e diretamente a saúde física e mental dos usuários. Mais do que isso, e de forma muito rápida, debilita laços familiares e relações sociais. Nesta medida, constitui indiscutível fator de aumento das taxas de criminalidade, violência e outros problemas sociais.” 

O crack mata
Segundo a bióloga Mariana Araguaia, “cerca de 30% dos usuários [de crack] perdem a vida em um prazo de cinco anos — ou pela droga em si ou em consequência de seu uso (suicídio, envolvimento em brigas, ‘prestação de contas’ com traficantes, comportamento de risco em busca da droga)”.

O suicídio é a terceira maior causa de morte entre jovens. E muitos deles se matam em decorrência da dependência do álcool e outras drogas.

A guerra entre traficantes mata um número enorme de pessoas. “As lutas internas, e não apenas entre gangues, são uma das características principais dos cartéis” — diz Francisco Antonini. De 2006 até hoje, só no México, fala-se em 70 mil homicídios ligados, de uma forma ou de outra, aos cartéis de drogas.

O crack mente
Ele promete fornecer ao usuário sensações de grande prazer, de grande euforia, de extrema autoconfiança, de poder e de ausência de cansaço. E cumpre sua palavra. Só que tudo dura apenas de 5 a 10 minutos, quando muito. Porém, o crack esconde o que vem junto: a agitação, a irritabilidade, as alterações de percepção e de pensamento, a taquicardia, os tremores, a perda de apetite e de sono, a perda da saúde e, em alguns casos, a perda da vida. De acordo com o médico Eduardo de Andrade Aquino, fundador do Núcleo de Neurociências de Belo Horizonte, muitos usuários de drogas ficam com algum tipo de demência e tornam-se esclerosados precoces aos trinta, quarenta ou cinquenta anos. Outros tornam-se doentes mentais e se “esquizofrenizam”, seja pelo abuso de drogas, seja por uma predisposição para a doença. Estatísticas recentes afirmam que o dependente químico prejudica a si próprio e a outras quatro pessoas.

O crack escraviza
Porque a sensação foi boa, mas durou pouco, a pessoa tem vontade de usar mais uma vez, mais outras vezes e, em muito pouco tempo, o uso do crack se torna compulsivo e incontrolável. Em outras palavras, o usuário é levado a um consumo desenfreado da droga e passa a integrar o triste rol dos dependentes químicos. Por toda a vida. Por toda a vida mesmo, a não ser que ele aceite fazer um tratamento para abster-se do crack, o que nem sempre acontece (veja Galeria dos dez dependentes que estão limpos e hoje trabalham em comunidades terapêuticas). Nem sempre acontece porque essa dependência exige um tratamento difícil e complexo, pois é uma doença crônica e grave que deve ser acompanhada por longo tempo.

O crack é caro
O crack cobra um preço altíssimo de seus usuários. A dependência química afasta as pessoas de seus pais, cônjuges, filhos e amigos. Ela os faz perder o emprego, a projeção social, os bens, a saúde e, às vezes, até a fé. Quase sempre os dependentes químicos são levados a fazer coisas que jamais imaginaram, como furtos, roubos, assaltos e assassinatos. Às vezes, a dependência obriga-os a se comprometerem com o tráfico e com o crime de seduzir alguém às drogas. Mais ainda: o crack pode levar as suas vidas muito prematuramente.

Além desses, há muitos outros custos. O que o governo, as organizações não governamentais e as quase incontáveis organizações religiosas gastam para salvar da ditadura do crack os seus dependentes é impossível mensurar. Boa parte da população carcerária é formada não de assassinos, assaltantes e ladrões, mas de traficantes. O dinheiro gasto com o crack provavelmente daria para resolver grande parte dos problemas sociais do país!

O crack está no mundo todo
A Cartilha do governo diz que “não há sociedade livre de drogas”. Ed Vulliamy, autor de um livro sobre a guerra do tráfico na fronteira do México com os Estados Unidos, afirma que “a guerra do México não é apenas um problema do México, é do mundo, enquanto a Europa e a América cultivarem sua insaciável necessidade por drogas”.
Assim como São Paulo, Bogotá tem a sua Cracolândia, mas com o nome de Bazucolândia, pois a droga lá não é o crack, mas o seu irmão gêmeo, o bazuco (igualmente derivado da coca). Talvez haja mais dependentes químicos naquela do que na nossa Cracolândia.

O número de drogados no distante Afeganistão é superior a 1,5 milhão (5,3% da população). Nesse país, 10% dos domicílios urbanos têm pelo menos um usuário de drogas. A porcentagem dobra para 20% na província de Herat, onde o abuso de drogas toma conta de aldeias inteiras. Há casos em que a família toda, inclusive as crianças, é usuária de drogas.

No México, a cada ano o narcotráfico movimenta a fabulosa quantia de 13 bilhões de dólares (quase 30 bilhões de reais).

O crack não tem jeito
Apesar das leis, da repressão, da vigilância, da polícia, das prisões, da propaganda contrária, das mortes, das lágrimas de muitas mães e do desespero de muitos pais, o crack tem sido cada vez mais consumido no Brasil. Em todas as camadas da sociedade e em todas as cidades. Calcula-se que temos 600 mil vítimas do crack no país.

Outro dia, só na Cracolândia, um pequeno quadrilátero a cinco quilômetros do marco zero de São Paulo, a maior cidade brasileira, 4 mil pedras de crack foram apreendidas e 25 pessoas foram presas por suspeita de tráfico na área.

De dezembro de 2011 a dezembro de 2013, o governo federal gastou 2 bilhões de reais em todo o país só com o programa Crack — É Possível Vencer. Até o final deste ano, 4 bilhões serão investidos no programa.

O crack não tem jeito aqui nem em qualquer outro lugar. Pesquisas recentes mostram um aumento no uso da droga no Canadá. 52,2% dos moradores de rua tinham consumido crack nos últimos seis meses. Em Toronto, 78,8% dos entrevistados relataram ter fumado crack no mesmo período.

No início deste ano, o presidente do Uruguai, José Mujica, declarou que “a luta contra o narcotráfico está sendo perdida em quase todos os países”. Com essas palavras, ele tenta justificar a recente decisão do governo de permitir a compra mensal de até 40 gramas de maconha na rede de farmácias credenciadas e de permitir o cultivo para uso pessoal de até seis plantas por residência. Enquanto isso, o empresário americano Bill Chaaban, dono da Creative Edge Nutrition, em Detroit, está investindo 16 milhões de dólares na produção e distribuição da maconha e está construindo a poucos quilômetros dali, do lado canadense da fronteira, uma estufa de 6 mil metros quadrados para plantar e distribuir a erva dita medicinal no Canadá, de acordo com o repórter Raul Juste Lores. Segundo a mesma fonte, Chaaban está de olho na possível legalização da droga também nos Estados Unidos.

Tais acontecimentos estão incomodando até a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes, da ONU: “É lamentável que, num momento em que o mundo está envolvido em uma discussão sobre o problema das drogas, o Uruguai tenha agido antes da sessão especial da Assembleia Geral da ONU [sobre o assunto], prevista para 2016”. Afinal, a ONU e quase todos nós sabemos que a liberação da maconha é um eficaz trampolim para outras drogas, inclusive o crack, sobretudo entre os jovens. Como explica Rogério Gentile, ela (a liberação) “potencializa o número de consumidores, já que não haveria mais o efeito inibidor da estigmatização social ou do receio de cometer algo ilegal”. Rogério informa que hoje 1,5 milhão de brasileiros fumam maconha diariamente.

Fonte: Revista Ultimato

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