Crianças e Internet

O uso da Internet pelas crianças e adolescentes deve ser obrigatoriamente supervisionado por um adulto. O uso das redes sociais, por exemplo, deve obedecer às normas estabelecidas pelas empresas que detém os direitos dessas plataformas, que restringem o acesso a pessoas de determinadas idades. Em função do risco inerente que trazem, geralmente essas empresas proíbem o acesso de crianças. O que acontece é que muitos pais deixam o filho pequeno criar páginas, postar fotos e informações pessoais, e expor-se de forma perigosa e inadequada.  Se o seu filho não tem idade para acessar responsavelmente a Internet, não deixe que o faça. 

Pondere muito bem antes de dar um smartphone a uma criança, pois a versatilidade do aparelho torna a supervisão bem mais difícil. O aconselhável é que se espere o momento em que ela saberá raciocinar e entender plenamente os perigos do mau uso da rede mundial de computadores. O smartphone abre um mundo de possibilidades e riscos para seu filho, então pense muito bem antes de entregar um desses aparelhos na mão dele. O mesmo acontece com contas de e-mail. Se ele não tem idade para administrar com consciência a troca de mensagens, para que ter um?  

Caso a criança precise fazer uso da Internet para realizar trabalhos escolares, supervisione e oriente. É claro que a rede tem uma infinidade de recursos didáticos adaptados às crianças, o que é muito útil e positivo. O que não pode acontecer é a escola ou os professores incentivarem uma forma irresponsável de lidar com a ferramenta. Em razão de todas as funcionalidades e facilidades para a pesquisa, muitas instituições não requerem a interação com livros ou a apuração mais detalhada para as atividades escolares, permitindo apenas uma pesquisa on-line, a cópia ou a impressão do conteúdo de sites ou blogs, sem nenhuma leitura ou filtro. Tudo ocorre de modo muito rápido, superficial e sem comprometimento. O resultado é que não acontece nenhum aprendizado. Para que a criança não resvale numa utilização mecanizada e pobre do ponto de vista pedagógico, os pais precisam acompanhá-la e auxiliá-la.   

É bastante válido instalar programas de controle e bloqueio de sites no computador, porque isso faz parte da supervisão dos pais em relação aos dados que as crianças podem acessar. Isso protege, inclusive, qualquer entrada acidental em páginas com conteúdo inadequado para a idade deles. Se uma criança precisar fazer uma pesquisa escolar sobre o corpo humano, por exemplo, pode acabar entrando em sites com imagens fortes, como cirurgias, acidentes, enfermidades ou obscenidades, para as quais não estão preparadas do ponto de vista mental nem do emocional. Às vezes, o sistema de busca indica conteúdo totalmente prejudicial à criança como resultado de uma pesquisa inocente. Isso provoca choques, que podem afetar, inclusive, o desenvolvimento, o amadurecimento e a saúde mental e emocional dos pequenos.  

Como qualquer outra atividade, o uso da Internet requer que se estabeleça de uma rotina com supervisão, controle e organização. Não tenho dúvida sobre isso. Mesmo que a criança navegue com outros familiares, o uso deve ser restrito e determinado pelos pais.  

Trecho do livro Atenção! Tem gente influenciado seus filhos, de Cris Poli, a famosa Supernanny. Fonte: Mundo Cristão

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