Bullying: Como os pais e professores podem intervir?

Como os pais podem intervir em uma situação de bullying? Primeiro, é necessário reconhecer o problema e identificar o ambiente em que ele está acontecendo. Convém lembrar que são comuns os casos de cyberbullying que acontecem nas redes sociais, em serviços de mensagens ou mesmo na forma de ameaças por telefone. Segundo, é importante avaliar se o filho corre perigo físico e precisa de proteção imediata. Nesse caso, é preciso entrar em contato com a pessoa responsável pelo local em que a agressão tem acontecido (professor, diretor, treinador, coordenador do ministério na igreja) e exigir que sejam tomadas as medidas cabíveis para evitar futuras agressões. Terceiro, mesmo que não seja um caso extremo, é necessário procurar limitar o acesso do agressor, sem alterar as atividades normais do filho. Os pais podem conversar com o filho e explicar que ele deve se afastar ao máximo, mas sem deixar de fazer aquilo que precisa e/ou gosta. É preciso deixar claro que não se trata de covardia, mas sim de evitar uma situação hostil e prejudicial. Se o agressor é associado a uma atividade da qual o filho gosta (treino de natação, aula de balé, encontro de adolescentes da igreja, por exemplo), não é recomendável tirá-lo dessa atividade a menos que a situação se torne insustentável. Ele tem o direito de participar livremente sem ser agredido.

E o que dizer aos professores? De que forma podem ajudar? O papel dos professores é extremamente importante, pois boa parte do bullying ocorre na escola e, muitas vezes, dentro da sala de aula. Cabe ao professor desenvolver uma política de tolerância zero, intervir de imediato e tomar as medidas cabíveis, conforme diretrizes da escola, quando as gozações passarem do ponto. Para saber se uma gozação se transformou em bullying, o professor só precisa se colocar no lugar do aluno agredido e perguntar a si mesmo: “Como eu me sentiria se alguém me dissesse isso?”. Trabalhar os conceitos de respeito mútuo, diálogo, solidariedade e justiça também é fundamental. Uma das formas de fazê-lo é pelo desenvolvimento dos Temas Transversais em diferentes atividades em sala de aula. Além disso, o professor deve dar o exemplo e sempre mostrar respeito pelos alunos. Um professor que inventa apelidos para os alunos ou não os trata com igualdade cria em sala de aula um ambiente propício para o bullying

Entrevista com Susana Klassen, brasileira, porta-voz do livro “Eu e elas”, no Brasil, também autora e especialista em aconselhamento para o público jovem / Fonte: Mundo Cristão / Imagem: Projeto AMIGOS na comunidade Ponte Preta em Olinda.

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