Como a igreja pode combater o racismo?

Não adianta fechar os olhos. O racismo existe e está presente em toda a sociedade, inclusive no meio cristão. Como a Igreja Evangélica de hoje pode abordar e combater tamanho mal?

A Bíblia é clara no combate à discriminação de qualquer espécie. Em Tiago 2.1, há o alerta: “Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façam diferença entre as pessoas, tratando-as com parcialidade”.  “No texto de Atos dos Apóstolos, a Igreja de Antioquia – uma comunidade de fé majoritariamente helenista –, nos dá uma bela lição sobre a igualdade racial e o empoderamento das etnias na comunidade nascente (At 13).

O Pentecostes posto em prática, diferentemente da Igreja de Jerusalém, liderada por hebreus ( At 15). Podemos destacar dois escritos de Paulo, o apóstolo das etnias. Ele escreveu uma linda Carta a Filemon, Áfia e Arquipo em que nela propõe a superação da lógica escravista. Ainda, na Carta aos Gálatas (Gl 3.24-29), Paulo chega a ir mais adiante ao romper com a estrutura hierárquica greco-romana, e de qualquer outra sociedade, que fundamenta o seu descaso pelo outro por motivações racial (judeu ou grego), social (escravo ou livre) e de gênero (homem ou mulher)”, explicou o reverendo Cláudio Soares, da Primeira Igreja Presbiteriana Unida, em Vitória.

“A Igreja precisa se reconhecer racista. Louvo em Deus por fazer parte de uma igreja que se reconheceu e, por isso, em assembleia geral, aprovou um pronunciamento intitulado: ‘Pedido de perdão aos negros do Brasil’. Destaco o trecho seguinte: ‘Pedimos perdão por considerarmos inferiores a sua religião, a sua religiosidade, a sua música, os seus símbolos, ao seu modo de viver. Pedimos perdão a vocês que são cristãos e cristãs, a vocês que são muçulmanos, a vocês que são umbandistas, a vocês que seguem outras tradições de matriz africana, a vocês sem qualquer religião ou fé, a vocês todos, como um povo, a quem devemos amar como nos ama Jesus Cristo’”, acrescentou o reverendo.

Uma forma do pastor combater o racismo na Igreja é não tirá-lo de discussão: “Somos desafiados a estar atentos com essa temática, não tirar o racismo do debate. Muitas pessoas são contra as cotas raciais, mas para quem viveu ou vive a dor do racismo, que sabe que os negros viveram abandonados nos guetos, políticas como essas são necessárias”, afirmou. Longe de ser uma questão resolvida ou enterrada no passado, o racismo ainda está presente na sociedade. E a Igreja tem um papel fundamental nessa questão: ela precisa se levantar como atalaia da verdade e ser sal e luz, ensinando que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, nesse grande campo missionário. 

Fonte: Comunhão

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