Projeto AMIGOS

Somos um grupo de voluntários com o propósito de reunir pessoas envolvidas com a obra missionária, visando à promoção de ações sociais.

Onde está meu campo missionário?

em 12 de abril de 2017

Ainda paira sobre os evangélicos brasileiros a falsa percepção de que a obra de Deus e a expansão do Reino de Deus é um dever apenas dos missionários, evangelista e pastores. Ainda temos grandes dificuldades de entender que todos nós somos chamados a sermos cristãos missionários.

Como bem disse o pastor C.H. Spurgeon, “todo cristão ou é um missionário ou é um impostor”. Ser cristão e não encarnar a missão dada por Jesus não faz sentido. Não podemos ser embaixadores do reino celeste e não falarmos das maravilhas desse reino. Não dá para provar da graça e do amor que emana da cruz e não compartilhar.

Todos nós cristãos somos chamados por Jesus a sermos missionários. Uns com habilidades para falar e pregar, outros para ensinar, outros para evangelizar, outros para discipular, outros para visitar e/ou acolher, outros para cantar e tocar algum instrumento. O que deve estar claro para nós é a missão do “ide pregai o evangelho” não é opcional para o cristão, é uma ordem dada por Jesus. Ele mesmo disse “assim como Pai me enviou, eu também vos envio”. Jesus nos enviou ao mundo para proclamarmos e vivermos testemunhando o poder do evangelho.

Todos nós somos chamados. Todos nós somos vocacionados a colocar nossos dons a serviço do reino de Deus.  A nossa concepção de campo missionário na maioria das vezes é o campo distante, é a tribo indígena não alcançada, é uma etnia africana, um povo que não é civilizado; assim sendo, a projeção de campo é um local distante.

Com essa visão muitas vezes esquecemo-nos de pensar e ver a nossa realidade, e as cidades com suas carências são deixadas de lado em detrimento das necessidades do campo longínquo.

Nas palavras de Jesus, o campo é o mundo, tanto onde estamos (o campo local) quanto os povos não alcançados (o campo distante). O cristão missional, que encarna a missão de Jesus como estilo de vida, vive olhando, orando e trabalhando em prol das obras missionárias ao redor do mundo, mas contempla e investe em seu contexto local para que o maior número de pessoas sejam alcançadas pela mensagem do evangelho. Todos nós somos chamados.

Todos nós somos vocacionados a nos engajarmos no que Deus está fazendo no mundo. Todos nós temos que responder positivamente ao Senhor e ao chamado de ser luz e sal para as nações. Todos nós precisamos estar engajados na obra missionária, seja aqui ou acolá, seja no bairro ou na cidade, e/ou no outro continente.

Jesus disse que “a sua comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (João 4:34).  A vontade de Deus é que Seu Reino avance e que mais pessoas saibam que Jesus é o Senhor para a Glória do Pai. A mensagem do evangelho precisa ser anunciada e não podemos esperar que os missionários, evangelistas e pastores sejam os únicos a transmitirem essa mensagem. Todos nós temos a responsabilidade de compartilharmos o que Deus fez por nós e em nós.

O pastor e missionário Oswaldo Smith, conhecido como “Sr. Missões”, dizia que “todos somos chamados: uns para o outro lado do mundo, uns para o outro lado da rua”. A vida desse homem é uma inspiração. Ele viveu missões, por isso tem credibilidade a nos exortar a lembrarmos de que todos nós temos um chamado. Alguns para perto outros para longe. Alguns aqui outros acolá. Mas todos com o desejo de fazer o nome e ministério de Jesus conhecido por toda a terra.

Smith ainda dizia que “nenhuma visão que não seja o mundo é a visão de Deus”. Todos são chamados a servir a Deus e ao mundo. O mundo é o campo e nós precisamos intervir com nossos dons e talentos para que o mundo conheça a Jesus. Deus quer usar a nossa vocação, nossa vida, nossos recursos, nossa formação para colocar ordem no caos da humanidade.

Somos chamados a sermos embaixadores do reino de Deus e a nossa missão é a reconciliação. Nossa missão é pregar a mensagem de reconciliação. Que os nossos olhos estejam no mundo, seja para o outro lado da rua ou o outro lado do mundo. Saiamos de nossa zona de conforto e saímos para o mundo que carece da mensagem do evangelho.

  • Jeferson Rodolfo Cristianini é pastor da PIB Bauru. Fonte: Ultimato Jovem
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