Você realmente crê no milagre?

“Vendo a coragem de Pedro e de João, e percebendo que eram homens comuns e sem instrução, ficaram admirados e reconheceram que eles haviam estado com Jesus” (At 4.13).

Nossa oração precisa ter ousadia, coragem. Muitas vezes, ficamos paralisadas por problemas e preocupações, somos afrontadas pelo Inimigo e nos esquecemos de quem está em nós, quem peleja por nós e a quem estamos orando.

Precisamos nos fortalecer no Senhor e pedir-lhe que aumente nossa fé, para que oremos corajosamente, com intrepidez, a fim de defender nossas causas, expor nossos motivos e deixar que todos saibam que, assim como Pedro e João, também andamos com Jesus.

Alguns anos atrás, passei por uma experiência extraordinária de saber como Deus honra nossa ousadia e coragem pelas causas que estão em conformidade com sua vontade. Eu era presidente do conselho missionário de nossa igreja, a qual contava com uma missionária que atuava no exterior. Em uma de suas viagens a outro país, essa irmã contraiu uma doença gravíssima, a ponto de perder o bebê que trazia no ventre. Quando tomamos conhecimento do fato, iniciamos contatos com o hospital onde ela estava internada, em um país muito distante do Brasil. Também precisávamos acionar a operadora de seu plano de saúde internacional. Tudo era urgentíssimo e, para complicar, era véspera de Natal, época em que todo mundo está envolvido com atividades em excesso.

Mas não havia jeito: tudo tinha de ser resolvido naquela manhã. Fui à igreja e lá encontrei o dono da livraria local e a esposa de um dos pastores auxiliares. Chamei-os até a sala onde funcionava o conselho missionário e disse-lhes: “Vocês se lembram da passagem de Atos dos Apóstolos em que os discípulos de Cristo falavam e as pessoas entendiam em sua própria língua? Pois bem, precisamos de um milagre desses agora. Vocês vão orar ao Senhor e eu vou ligar para a seguradora em Londres. É véspera de Natal, mas é preciso que eles ainda estejam lá. Segundo, vou falar um inglês técnico, específico; eles precisam entender o que vou dizer e eu preciso entender o que eles vão dizer para resolvermos a situação. Precisamos tirá-la com urgência do país onde está e levá-la para um centro maior”.

Eles apenas balançaram a cabeça, afirmativamente, mas tenho certeza de que, no coração, já estavam plenos do Espírito e prontos para a batalha. Eu liguei. O telefone chamou diversas vezes, sem que ninguém atendesse. Comecei a gelar. Até que alguém atendeu no inglês mais formal que eu já havia escutado na vida. Apresentei-me, expliquei o motivo do telefonema e a conversa fluiu de ambos os lados. O milagre estava acontecendo.

O resultado daquela oração feita com ousadia foi este: conseguimos confirmar a retirada da missionária do hospital e o traslado para outra cidade. Para que não tivéssemos dúvida de que Deus estava à frente de tudo, o senhor que falava comigo me pediu desculpas pela demora em atender, explicando que já estava de saída e que o escritório só abriria novamente após o Ano-Novo. No entanto, como o telefone tocou demais, ele decidiu voltar e atender. Os dois guerreiros de oração ao meu lado não entendiam uma palavra, mas oravam, ousadamente, corajosamente, confiando no Deus que era, é e para sempre será o mesmo.

Trecho do livro Mães de joelhos, filhos de pé – O que acontece quando você ora, escrito por Nina Targino. Fonte: Mundo Cristão

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