O casamento do sucesso com a humildade

O sucesso faz parte dos planos de Deus para os seus filhos. Sucesso na vida devocional, no casamento, na educação dos filhos, nas relações humanas, no exercício da profissão. Aos pastores e líderes, Deus concede dons especiais, capacidade, orientação, oportunidade, direção e o poder sobrenatural do Espírito Santo, para cumprirem cabalmente o seu ministério. Sob a perspectiva humana, a velocidade da implantação e plenitude do reino de Deus na terra depende desse sucesso global. Uma vez satisfeitas todas as exigências de Deus, o sucesso está garantido: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem par a esquerda, ‘para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares’” (Js 1.7). Na verdade, o sucesso é inevitável para quem está plantando junto às águas: “Tudo quanto ele faz será bem-sucedido” (Sl 1.3). José do Egito era teimosamente bem-sucedido em qualquer lugar (na casa de Potifar, no cárcere e no trono do Egito) e em qualquer circunstância (amado, invejado, caluniado, esquecido e honrado). A razão desse sucesso aparece na repetida frase: “O Senhor era com José” (Gn 39.2-3, 21, 23). Essa promessa não está apenas no Antigo Testamento. Jesus chegou a dizer que o sucesso de seus discípulos é uma das expressões de louvor a Deus: “Nisso é glorificado o meu Pai, em que deis “muito” fruto” (Jo 15.8).

O grande problema é que, quanto maior o sucesso, maior é o risco de envaidecimento, por causa da fraqueza humana. Caso haja envaidecimento consciente ou inconsciente, o sucesso vai embora misteriosamente. E o bem-sucedido pastor e líder desaparece do cenário e, muito provavelmente, cai em pecado e comete escândalos, porque “a desgraça está a “um passo” do orgulho [e] “logo depois” da vaidade vem a queda” (Pv 16.18). Esta é uma regra sem exceção.

Não se escapa desse risco fugindo-se do sucesso, mas fugindo-se da soberba. Deus preferiu colocar um espinho na carne de Paulo — e não encostá-lo — para continuar a servir-se dele, para que o apóstolo não se ensoberbecesse (2Co 12.7). Ambos, o sucesso e o espinho, continuaram juntos durante a vida de Paulo, em favor do reino de Deus. À custa do doloroso espinho, o ministério e a humildade do apóstolo foram preservados e abençoados. Essa história se repete. Deus reserva a si a natureza, a ocasião, a intensidade e a duração do espinho.

Victor Hugo (1802–1885), depois de ouvir os elogios dos amigos, lia os jornais que o enxovalhavam. E os monges do célebre mosteiro de Cluny, fundado na França em 910, eram obrigados a se curvar diante dos que os tinham transgredido.

Deve-se fugir da soberba como o diabo foge da cruz! 

Fonte: Revista Ultimato / edição novembro-dezembro 2011

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