Árbitro de nossos corações

A sinceridade, a honestidade e a verdade tem significado muito aproximado e são valores que todo ser humano deveria prezar, pois são muito importantes para Deus. Ele próprio é a verdade em pessoa e seus atos e seus caminhos são baseados na verdade. Tantos outros valores tem o nosso Deus, mas nos concentraremos por um momento na sinceridade, na honestidade e na verdade.

O ser humano tem perdido esse valor tão precioso e isso traz consequências perigosas. A mentira em forma de falsidade, de camuflagem, de “não é bem assim”, “foi um mal-entendido” e de indefinição e até de indecisão – tudo isso com base em um só denominador: medo. Bem que Elias expressou a sua irritação quando disse: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos?” (1Rs. 18:21).

Lembremos que o primeiro resultado da desobediência no jardim do Éden foi o medo e as folhas da figueira serviram de cobertura e esconderijo. Ainda sobrava a consciência. Que bom. Essas folhas ainda existem e estão ajudando muitos a prosseguirem nessa rota, mas para muitos outros, nem as folhas da figueira são mais procuradas, infelizmente. A consciência de muitos tem sido cauterizada (1Tm. 4:2).

Nestes tempos em que tanto falamos em reinar com Cristo, tempos em que somos rodeados por sinais chamados por Cristo de “começo das dores”, temos que estar totalmente alinhados com o Cordeiro que se assentará no trono em breve. São tempos em que devemos nos preparar para estar junto com os quatro animais adoradores e com os vinte e quatro anciãos oferecendo as honrarias devidas a Ele.

Os tessalonicenses desejaram tanto esse dia do Senhor, que o apóstolo Paulo teve que ajudá-los no equilíbrio do seu andar do dia a dia, mas era um desejo autêntico. Quantos não predisseram ao longo da história antecipando esse dia? Não é porque eles erraram no prognóstico que esse dia está longe de se cumprir. Mal sabemos o quanto Deus trata conosco gerando a verdade dentro de nós, fator tão importante que restará nos corações dos que sobreviverem a esse dia terrível que virá sobre a face da terra.

É cedo demais para falar sobre esse dia do Senhor? Porém, se os precipitados tessalonicenses não tivessem tido tal postura, como hoje teríamos o glimpse e o alerta das últimas coisas? Como o livro de Apocalipse se alinharia com os livros proféticos do Antigo Testamento?

Nas bibliotecas, quando eu era estudante de Teologia, a seção de comentários de livros apocalípticos era a maior e quanto mais livros eu lia, mais confusa ficava com tantas interpretações diversas e até mesmo contraditórias. Nas aulas de livros apocalípticos, as discussões tornavam-se brigas e gritarias, sem um consenso que satisfizesse os alunos. Isso tornou o assunto inválido? Talvez até os pensamentos e divergências ficaram nas estantes. A procura da verdade ficou nas estantes.

Hoje, não apenas rumores de guerras, mas guerras propriamente ditas, os desequilíbrios de climas, os tsunamis, os terremotos, as chuvas violentas, o frio e o calor extremos, o caos na economia mundial, a violência e crimes tão comuns dentro de casas de família… Seriam por acaso sinais de que está próximo o fim, mesmo aqui no Brasil e não só no Oriente Médio?

Uma coisa podemos afirmar: os cristãos, em geral, têm se esquecido desse dia do Senhor. A corrida para resolver os seus problemas financeiros, a obsessão por adquirir riquezas materiais, a ganância dos chamados “servos de Deus”, a oferta de um evangelho de prosperidade para encher a “plateia” nas igrejas, as promessas “proféticas” de uma vida fácil com base na “graça barata”… Seriam aquelas mesmas mensagens que lemos em Jeremias 6:14: “E curam a ferida filha do meu povo levianamente, dizendo: Paz, paz; quando não há paz”?

Está escrito também: “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (2Co. 13:8). A verdade está ficando explícita nos acontecimentos atuais. O tempo do fim só o Senhor sabe, pois para Ele um dia é como mil e mil dias como um.

Podemos afirmar, porém, que a igreja do Senhor Jesus Cristo está muito morosa em se preparar como uma verdadeira noiva. São poucas as pessoas que enfatizam esse preparo, haja vista a falta de sinceridade, de honestidade e de verdade no meio do povo de Deus.

Uma pessoa verdadeira não consegue aceitar o evangelho da graça barata. Um cristão verdadeiro não se atém às coisas passageiras. Um ministro verdadeiro dá a vida pelas ovelhas, em vez de “se enriquecer” com as suas lãs e leite. Um verdadeiro cristão não se engana com a falsa paz. Um verdadeiro cristão ainda tem a sua consciência sensível.

Bem que Jesus Cristo disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo. 14:27).

Sejamos honestos e sinceros. Há um preço a pagar, só que é apenas uma parte de Jesus Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14: 6). Se hoje não buscarmos a verdadeira paz, como julgaremos a mentira? Como nos guiaremos sem o árbitro de nossos corações? Não podemos nos enganar. Tudo que não é de fé é pecado (Rm. 14:22-23). A fé e a paz estão bem entrelaçadas e nos trarão a segurança quando o dia do Senhor chegar.

Qual a paz que guia a sua vida? A paz que excede o nosso entendimento? “E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Fp. 4:7). A honestidade e a sinceridade são os guias para a verdadeira paz. Nos tempos em que a oferta de soluções vier como os “placebos”, você não os aceitará e esperará o dia da justiça e da vitória gloriosa.

Por Sarah Hayashi

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