Adoção de Missionários

O relacionamento é primordial no Reino de Deus. Aliás, o Seu reino no coração do homem começa quando o relacionamento deste com o Criador são restaurados, mediante o arrependimento dos pecados pessoais e a fé posta em Jesus, e isso afeta necessariamente todas as suas relações. No seio da igreja é da vontade de Deus que esse relacionamento seja cultivado e progrida no humilde reconhecimento de que precisamos uns dos outros para viver saudavelmente, oferecermos a Deus e ao próximo um melhor serviço e irmos mais longe à gloriosa tarefa da evangelização do mundo.

Deus não nos criou para sermos independentes uns dos outros (esse padrão produz pessoas orgulhosas e doentes), nem dependentes (esse padrão produz pessoas inseguras e igualmente doentes). Seu plano é que sejamos interdependentes. Esse padrão produz pessoas humildes, solidárias e menos doentes. Faz bem reconhecermos que precisamos uns dos outros; faz bem estender a mão para receber o beneficio; faz bem estender a mão para dar o beneficio. Tanto quem dá como quem recebe é abençoado, agradam a Deus as atitudes de receber e dar. Peca quem precisa e recusa a ajuda oferecida em amor e peca quem pode e se recusa a dar.

Na obra missionária, a interdependência é vivida intensamente, pois o missionário depende da igreja (liderança e membrezia) para ter seu suprimento e assim ir e permanecer no campo. A igreja depende do missionário para cumprir a obediência á ordem direta e inegociável de Cristo, “Ide e fazei discípulos de todas as nações”. Quando, por algum motivo, essa interdependência é quebrada, os dois lados absorvem prejuízos, principalmente o prejuízo espiritual. O engajamento na obra missionária enriquece a experiência cristã da interdependência, que não é nada mais nada menos do que viver a mútua relação cristã de amor. A Bíblia fala claramente disso em 1 Co 12.12-31 (além de outros textos). Nesta passagem bíblica, Paulo, doutrinando, utiliza a figura do corpo humano para ensinar a unidade orgânica da Igreja de Cristo e a relação entre seus membros, para que zelosamente todos cuidem “para que não haja divisão no corpo, pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros”(l2:25). Em 1 Co 12:24 lemos que Deus coordenou o corpo; no grego, a ideia é que Deus misturou os membros do corpo para que possam funcionar harmoniosamente. E essa “mistura” que Deus faz é maravilhosa! Tudo para a Sua glória e para o maior bem da Igreja, enfatizando o supremo dom que todos devem buscar: o amor.

Colocadas tais considerações, vamos ao assunto de adoção de missionários entendendo que, quando Deus “misturou” os membros do Corpo, colocou muitos missionários em igrejas que não podem sustentuí1os integralmente e que, por isso, precisam ser adotados por outras igrejas para a composição do seu sustento financeiro (e espiritual) e viabilizar seu envio ao campo. Igrejas locais dependem de igrejas irmãs para compor o sustento de seus missionários (na maioria dos casos)e o missionário depende dos irmãos na fé, de sua e de outras igrejas, para sustentá-lo; e os irmãos dependem do missionário para ajudá-los a cumprir a missão; interdependência no nível pessoal e comunitário. O próprio Paulo, que dependeu com alegria altruística, dos irmãos para seu sustento (Fl 4), reconhece e ensina à igreja de Filipos que a bênção era paria ambos e que Deus se agradava tanto da atitude de quem vai como da de quem dá suporte e envia.

Então, sua igreja deve estar aberta para adotar um missionário de outra igreja, até mesmo de outra denominação, pois o interesse do Reino de Deus está acima dos interesses denominacionais (defendo a fidelidade denominacional, mas reconheço que o Reino de Deus é maior e está acima dos nossos mais apaixonados interesses partidários). Lembre-se, Jesus disse em Atos 20.35 que “melhor coisa é dar do que receber…” (a gente dá de verdade quando não usufrui diretamente de nossa doação; o usufruto pleno é do outro). Outra coisa: adota-se o missionário que não é de sua igreja: o de sua igreja já é filho natural, o processo de compromisso financeiro com o missionário da própria igreja é outro.

Você pergunta: como adotar um missionário? Sugiro, abaixo, passos para uma adoção saudável.

PASSOS PARA UMA ADOÇÃO SAUDÁVEL

Esteja aberto para a direção do Espírito Santo. Ele vai dirigir e orquestrar encontros entre você e o missionário que sua igreja deve adotar (mas lembre-se que nem todo aquele que enviar um pedido ou lhe visitar foi Deus quem mandou!). Mantenha seu coração aberto, atenda bem a todos os missionários que lhe procurarem, mas nunca assuma compromisso impulsionado pela emoção, pela eloquência ou testemunho comovente. E nem dê a resposta no primeiro encontro, saiba que uma adoção saudável requer tempo e relacionamento.

O candidato à adoção missionária deve preencher uma ficha de candidatura (veja sugestão de modelo em nosso site — www.juvep.com.br) e, caso não seja bem conhecido pela igreja, deve ser entrevistado pelo Conselho Missionário (será bom que o pastor esteja presente, ou alguém que o represente, dependendo do caso, para que o pastor se envolva de alguma forma no processo). Nessa altura, você ou seu pastor deve entrar em contato, em nome de sua igreja, com a liderança da igreja da qual o missionário é membro;

Certifique-se que o candidato à Adoção Missionária é uma pessoa íntegra, que seu ministério é relevante e conheça bem o seu trabalho (se for possível, visite o seu campo missionário ou peça informações por escrito);

Assuma um compromisso financeiro num valor que sua igreja poderá cumprir fielmente e defina uma data mensal para depósito;

Analise se deve já assumir compromisso por longo prazo ou, inicialmente, por prazo determinado (sugiro um ou dois anos), renovável; encorajo a sempre começar uma Adoção Missionária visando um relacionamento de longo prazo, até que o missionário morra ou Jesus volte;

Peça que ele preencha a Ficha de Adoção Missionária (modelo em nosso site) e anexe fotos (do missionário, da família e do campo);

Exija do missionário uma correspondência periódica (pelo menos trimestral) com notícias e fotos digitais do trabalho, da vida pessoal e da família;

Informe à igreja do processo de adoção e, quando fechar a Adoção Missionária, se possível, faça um culto de celebração. Caso não seja possível, defina uma data em que o missionário possa visitar oficialmente sua nova igreja parceira.

Inclua-o no momento missionário, nos boletins, nas listas de oração e nas demais iniciativas missionárias da igreja.

Evidentemente que existem outras coisas a serem consideradas, mas estas são as orientações essenciais para o exercício da interdependência do Corpo de Cristo, visando à expansão do Reino de Deus e de Sua glória através da adoção de missionários fiéis e idôneos que precisam do seu apoio e de sua igreja para chegar ao campo.

Por: Sérgio Ribeiro – Fundador e presidente da Missão Juvep. Conferencista e professor em missões / Fonte: Revista Todos Nós

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Um comentário sobre “Adoção de Missionários

  1. um missionário, temo seu chamado, e se ele tem este chamado não refugue, fou para isso que Jesus deixou seus discípulos, mas quando Jesus enviou – os para suas missões estavam bem treinados. Não adianta uma igreja enviar um missionáro para um campo sem experiência do que vai8 faser. Este missionário tem que enfrentar tudo que3 vier para ele seja o que for, mesmo se for preciso morrer por não negar a Cristo. Muitos dos que já foram alguns foram mortos por não negar Cristo, e ainda tem vários presos sofrendo, mais não se entrega. Não pode ir para uma missção sem saber ser forte o bastante para enfrentar batalhas até mesmo uma guerra, mas defendendo a Cristo.

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