Projeto AMIGOS

Somos um grupo de voluntários com o propósito de reunir pessoas envolvidas com a obra missionária, visando à promoção de ações sociais.

Evangelização centrada na pessoa e na obra de Cristo ou evangelização nenhuma?

em 16 de abril de 2015

O verbo “evangelizar” perdeu o seu bonito e precioso significado. Foi adulterado. Não mais significa apregoar a salvação pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo (Ef 2.8). Não mais diz respeito ao arrependimento e à conversão. O anúncio virou adesão. Hoje, a tendência é evangelizar para crescer e não evangelizar para arrebatar almas do inferno. Ontem, a alegria era por um pecador que se arrependesse; hoje, a alegria é por uma multidão que se filia à igreja, independentemente da convicção e tristeza pelo pecado. No momento há muito mais livros sobre crescimento de igreja do que sobre evangelização.

Por causa dessas idéias fixas de crescimento, estamos cometendo loucuras. Aumentamos a largura da porta estreita (Mt 7.13) e diminuímos a altura do paradigma (“Sejam santos porque eu sou santo”). Substituímos a pregação do “negar-se a si mesmo” (Lc 8.34) pela pregação das benesses do evangelho da fé. Escondemos a parte difícil da caminhada cristã e expomos a teologia da prosperidade, que vem ao encontro de necessidades reais e de anseios consumistas. O número de fiéis aumenta e a receita da igreja também.

Nesse afã, a igreja absorve técnicas empresariais (administração, visibilidade, marketing, empreendedorismo, imediatismo, lucro, franquia, alvos) e as empresas absorvem valores religiosos (meditação, oração, pensamento positivo, o “tudo posso” de Paulo e o “Deus é fiel” do salmista).

Vemo-nos desmoralizados. Contudo, estamos crescendo também e esse crescimento numérico ofusca os nossos desacertos. Daí a necessidade urgente de se redescobrir a seriedade da evangelização. Evangelizar é:

1. Demonstrar, pelas Escrituras, que Jesus, o descendente da mulher, esmagou a cabeça da serpente, embora esta lhe tenha ferido o calcanhar.

2. Conduzir o pecador do paraíso perdido de Gênesis ao paraíso recuperado de Apocalipse, passando pela história (o conjunto de fatos que já aconteceram) e pela escatologia (o conjunto de fatos que ainda se esperam).

3. Afirmar corajosamente que a sorte final do ser humano não é a desgraça provocada pelo primeiro Adão, por meio da qual o pecado entrou no mundo e na história, mas a graça provocada pelo segundo Adão (Jesus), por meio do qual o pecado é tirado do mundo e da história.

4. Apresentar a salvação toda: a salvação da culpa do pecado por meio da justificação, graças ao sacrifício vicário de Jesus Cristo; a salvação do poder do pecado por meio da santificação progressiva, graças à habitação do Espírito em nós; e a salvação da presença do pecado em nós e ao nosso redor por meio da glorificação do corpo e da criação, graças ao poder de Deus em fazer novas todas as coisas.

5. Rasgar de alto a baixo a cortina que faz separação entre o homem, absolutamente pecador, e Deus, absolutamente santo, por meio da lembrança da cruz ensangüentada da sexta-feira da paixão e da cruz vazada do domingo da ressurreição.

6. Jogar a corda ao náufrago que está se debatendo desordenadamente nas ondas do mar, antes que seja tragado por elas e morra afogado.

7. Mostrar a beleza toda de Jesus Cristo, com sabedoria, com emoção, com vigor, com profunda convicção e sem a presunção de que só isso é suficiente, deixando de lado a operação misteriosa e soberana do Espírito Santo.

Fonte: Revista Ultimato | Projeto AMIGOS

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Uma resposta para “Evangelização centrada na pessoa e na obra de Cristo ou evangelização nenhuma?

  1. meu irmão eu já havia observado isso na minha própria igreja, Vejo que estão mais preocupados com o que está lá dentro que para todos já estão salvos. Para eles um lindo louvor, sempre festinhas, comemorações de aniversários dos que ewstão lá está tudo bem. Eu acho estranho porque ~não sou chegada a isso, sou mais a ajudar as pessoas necesasitadas do que me sentir alegre só por uma festa dentro da igreja, eu sou estranha mesmo e não me importo com o que os outros falam.

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