Projeto AMIGOS

Somos um grupo de voluntários com o propósito de reunir pessoas envolvidas com a obra missionária, visando à promoção de ações sociais.

AIDS: Depoimentos de mulheres que vive com a doença

em 9 de julho de 2014

Depoimento 01

“Meu esposo teve AIDS ainda jovem. Ele não sabia que era soropositivo quando vivíamos juntos. Comecei a notar que ele estava ficando muito doente e eu perdendo peso com facilidade, entre outros problemas. Fiz o pré-natal e descobri que estava com a doença. Além do abalo, minha preocupação era com minha gravidez, não queria que meu filho tivesse a doença. Passei a tomar medicamentos e meu bebê nasceu saudável. Tenho três filhos e todos eles moram comigo aqui na casa (Sempre Viva). Tive muito medo quando contei o meu problema para meu filho mais velho (com 15 anos). Pensei que ele iria me abandonar, mas ele me abraçou e disse que enfrentaríamos tudo juntos. Ele participa de uma ONG no Recife e dá palestras sobre drogas e DST. Meu marido morreu. Graças a Deus consegui minha aposentadoria, quero juntar dinheiro para comprar uma casa para meus filhos.”

Depoimento 02  

“Tenho três filhos, um casal de gêmeos e um com 10 anos que mora no interior (de Pernambuco). Minha família não vem me ver e nem meu filho. Falamos apenas por telefone e quando eu ligo. Faz tanto tempo que não vejo meu filho que acho que ele não me reconhece mais. Tive AIDS com meu marido. Ele sabia que tinha a doença, mas não me disse nada por vergonha. Quando descobriu que eu estava grávida dos gêmeos (um menino e uma menina), me abandonou com as crianças. Pra piorar a situação uma mulher levou a registro de meu filho no dia em que eu estava muito doente. Me disseram que por lei, ela é mãe de meu filho por está com o registro dele. Estou indo aos cartórios para resolver isso, mas nada é fácil. Consegui minha aposentadoria e isso me ajuda nas passagens. Quero juntar dinheiro para comprar uma casa.”

Depoimento 03 

“Muitas vezes fico muito deprimida aqui na casa por causa de minha situação, mas elas (as mulheres da casa) me ajudam trazendo sempre uma palavra de ânimo. Meus amigos não querem aproximação comigo. Me criticam pela doença e me afastam de outras pessoas. Tive a doença com um homem que não faço ideia quem é devido a uma vida de promiscuidade. Tenho uma filha que já é mãe, mas ela não pode vir me visitar devido ao problema de saúde (esquizofrenia). Essa doença é hereditária em minha família. Minha avó teve, eu tenho e minha filha também. Minha mãe  quer que eu more na casa (Sempre Viva), se for preciso ela *paga para cuidarem de mim. Minha família tem uma boa posição social e quando eu estava bem de saúde, ajudava muita gente, mas hoje quem precisa sou eu e não encontro ninguém. Minha mãe me disse que estou colhendo o que plantei. Numa discussão, ela chegou a dizer pra mim que eu iria morrer.  Me arrependo da vida que vive, mas agora é tarde”.

Casa de Apoio Sempre Viva – Rua Compositor Raul Valença, 1309, Dois Unidos, Recife-PE.

A Sempre Viva não recebe pagamentos para cuidar das pessoas. A instituição sobrevive de doações. 

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